01/09/26

Paz na perseguição (1/3)

      “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.João 15.19

      Outro tema que tomo cuidado para falar, é a condição de perseguido, muitos se acham assim, não por terem espiritualidade diferenciada, mas por terem alguma enfermidade emocional. Vítimas verdadeiras ou só covardes jogando a culpa de seus erros nos outros? Diferentes ou só esquisitões? Espirituais ou malucos fanáticos? É preciso sabedoria, senão usaremos a Bíblia e a fé como desculpas para seguirmos doentes mentais, carentes, inseguros, e no fundo, orgulhosos, não humildes. Aos que foram curados em Deus e que de fato sabem e fazem a vontade de Deus, uma realidade se impõe, não ser entendido, aceito e honrado pelos que fogem da luz do Altíssimo. Administrar isso em amor é o que nos faz dignos da diferença. 
      Se não entendermos que fazer a melhor vontade de Deus nos coloca naturalmente como opositores a muitos, nos sentiremos vítimas, estranhos, sempre carentes de aprovação de quem não deseja nos aprovar. Nosso Senhor não é o senhor de muitos, ainda que seja Deus de todos. Muitos, conscientes ou não, estão em conexão espiritual com forças que não são da luz mais alta, forças que podemos chamar de diabo e demônios. Não significa que essas pessoas sejam más, criminosas, nem que não queiram e façam a vontade de Deus, mas por algum motivo, satisfazem-se com a vontade periférica de Deus para suas vidas, não com a superior e central. Entender isso do jeito certo dá-nos a paz que precisamos para enfrentar a realidade.