“Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” Tiago 5.10-11
O filme “Taxi Driver” (com Robert De Niro, direção de Martin Scorsese, 1976) mostra um solitário motorista de táxi na cidade de Nova Iorque com problemas psiquiátricos. Sentindo-se numa vida sem sentido, acaba achando razão de existir no assassinato de um senador, candidato à presidência dos E.U.A.. Sem sucesso, vai à zona de meretrício e mata cafetão e outros marginais, que controlavam uma prostituta menor de idade (Jodie Foster). No final ele é festejado como herói, tendo o respeito da mulher por quem se apaixonou, ainda que seguindo como solitário. Qual o tamanho de nossa carência de honra de homens, que pode ter sido provocada por criação ruim, mas que pode achar satisfação em posicionamento equivocado ou violento?
Equivocado apoia equivocado, mal resolvidos afetivamente, transtornados psicologicamente, buscam semelhantes para que sejam seus líderes. Mas pior que isso, quando se sente numa existência extremamente medíocre, a agressão a alguém que se considera relevante na sociedade pode oferecer compensação doentia. Quem não acha que é acomoda-se na sombra de alguém que é, e se adorar alguém que se quer parecer não for possível, se odeia, amar e odiar obsessivamente são a mesma energia reagindo de formas opostas. Como cristãos no Brasil têm buscado identidade na sombra de líderes extremistas, gente que sempre teve questões mal resolvidas, e que agora só achou um jeito de manifestar isso sem escrúpulos.
Quem não se resolve na luz mais alta do verdadeiro Deus, no exemplo de Jesus homem, por meio do Santo Espírito, estará fadado a buscar solução, em algum momento, em coisas e em seres das trevas. Em se tratando de cristãos, esses procuram ídolos, que se parecem Deus, que são semelhantes a seres humanos com valores cristãos, que defendem Bíblia, religiões, moralidade da família e de sexualidade da tradição judaico-cristã, mas que não são Deus. O grande teste do final dos tempos não será obedecer a Deus ou ao mundo, mas a Deus ou a falsos deuses. Esses falsos deuses não são os santos do catolicismo, entidades do afro-espiritismo ou outro ícone de religião não cristã, mas valores de um cristianismo protestante desviado.