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11/10/12
Ligado em Deus
10/10/12
Palavras profundas, quem pode dizê-las?
O que existe na
boca de uma pessoa usada por Deus, qual a principal característica dessa
palavra? Não é necessariamente erudição e nem boa oratória, mas é profundidade,
quem ouve sente que a palavra vem do coração, que ela é verdadeira, que testemunha
algo que aconteceu e que mudou a pessoa que está falando para melhor. Profundidade
não é algo que se inventa, falar devagar e com seriedade não é necessariamente
ser profundo, quando se é profundo as pessoas percebem, e todos sabem quando a
profundidade é falsificada, teatralizada, fingida.
Como ser profundo, e
quando digo profundo, me refiro à profundidade plantada pelo Espírito Santo? A
resposta é simples: tendo experiências profundas, reais de vida, e
principalmente, de vida com Deus. Quem nunca teve seu coração quebrado, quem
nunca teve seus valores confrontados, quem nunca teve seus fundamentos testados
e fortalecidos, não pode ter profundidade. É preciso coragem para abrir o coração,
entregá-lo a Deus, pedir transformações e por fim deixar que elas sejam
instaladas, mas é só assim que se pode adquirir profundidade.
Experiências
profundas de vida deixam nosso coração humilde, nivelado, não pode coexistir,
num mesmo coração, profundidade de Deus e arrogância, profundidade de Deus e
desrespeito. Humildes, sabemos que não somos melhores que ninguém, ao contrário,
sentimos a seriedade do nosso pecado, e como pecadores tratamos a todos como
sendo servos deles, e não seus senhores.
Jesus, o filho de
Deus, criado e crescido sem pecado, só começou seu ministério aos trinta anos. Começou
como homem maduro, como homem experiente, como homem humilde, por isso tanta
profundidade em seus ensinamentos. Sua profundidade propunha mudanças não
somente na aparência do homem, na religiosidade, mas no coração, a parte mais
profunda do nosso ser.
Melhor seria que
muitos, que ainda não têm experiência o suficiente, ficassem calados, não
colocassem suas mãos em microfones, aprendessem antes, para adquirirem
profundidade e então serem bênçãos nas vidas de outras pessoas. Repetindo,
profundidade é algo que não pode ser fingida, ou ela existe ou não, quando
existe, existe também humildade e respeito para com os outros. Essa
profundidade gera uma palavra de sabedoria, pronta para disciplinar, orientar,
consolar as pessoas, tudo isso embebido em muito amor.
Pense nisso quando
tiver que pegar um microfone na mão e dizer alguma coisa na igreja, eu tenho
pensado e tenho preferido, muitas vezes, ficar quieto.
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09/10/12
Discrição e fé: às vezes é tudo o que é preciso
“E, entrando, disse-lhes: Por que fazeis
alvoroço e chorais? A menina não está morta, mas dormindo. E começaram a rir
dele. Ele, porém, fez com que todos saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da
menina, e os que o haviam acompanhado, e entrou onde a menina estava.” Marcos
5.39-40
Não vou fazer um
estudo minucioso de Marcos 5.21-43 (leia todo o trecho para ter um entendimento
melhor), resumindo, o texto relata duas histórias: a cura da mulher que sofreu
de hemorragia por 12 anos e a ressurreição da filha de Jairo, um dos chefes da
sinagoga. O que o Espírito
Santo me mostra nessa reflexão é uma lição que envolve as duas histórias: quem crê não
precisa de propaganda, de alvoroço, de exageros emocionais, quem crê recebe a bênção
de forma discreta, solitariamente (mesmo no meio de uma multidão), recebe com
um toque simples, sem que seja necessária nenhuma manifestação espetacular.
É certo que nem
sempre é assim que Deus deseja agir, às vezes é preciso sim um testemunho público,
em alto e bom som, de sua atuação. Mas a mulher teve a sensibilidade para saber
que aquele era um momento de discrição, de segredo, de pouco, que teria como
consequência tudo aquilo que ela precisava. Uma manifestação espetacular pode ser pedida por nós, algumas vezes, por pura vaidade.
A atitude de Jairo e das pessoas ao seu redor foi diferente da atitude da mulher, essas pessoas exageraram no problema,
desacreditaram da solução, zombaram de Cristo. Não que seja trabalho pra Deus,
mas Deus teve que fazer duas coisas, primeira acalmar as pessoas, preparar o
ambiente para o milagre e só depois então, executar o milagre. Nessa atitude exagerada as
pessoas perderam tempo, podiam ter recebido a bênção antes, com sabedoria, como
recebeu a mulher, mas tiveram que passar por um constrangimento desnecessário.
Isso se aplica em
sua vida? Será que Deus não está querendo executar em você um milagre como a da
mulher? Rápido e secreto, sem exageros? Será que não está faltando pra você
somente a fé? Será que o que você está buscando nas pessoas, nos médicos, nos
amigos, nos parentes, na igreja, não é algo que Deus deseja fazer apenas diante
de seus olhos, de maneira discreta? Será que Deus não está querendo agir assim
para evitar constrangimento, constrangimento que você nem sabe que vai passar
caso todos venham saber do seu problema?
Ore a respeito, mas
seja sábio, nem tudo deve ser falado, nem tudo deve ser tornado público, alguns
milagres, e às vezes os mais importantes de nossas vidas, devem ser mantidos em
segredo, basta apenas ter fé para dar um toque, um único e certeiro toque
naquele que pode todas as coisas, Jesus.
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08/10/12
Remédio
O Evangelho não
veio discutir a doença, filosofar em cima do pecado, acusar culpados, ele veio
trazer o remédio, bem, remédio é para os que se consideram enfermos, se você se
considera são não precisa dele, simples assim, quanto a mim, preciso tomar o
Evangelho todos os dias, e assim será até o fim. À medida que nos limpamos
mais, mais nos sentimos sujos, não por carregarmos culpa, já que o perdão do
Evangelho tira a culpa, mas por aumentar nosso zelo pela obra e nosso temor a Deus.
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07/10/12
Coerência é privilégio dos puros
Tudo é puro para os puros,
mas, para os corrompidos e incrédulos, nada é puro,
pelo contrário, tanto a mente como a consciência deles estão contaminadas.
Eles afirmam que conhecem a Deus,
mas o negam por suas obras,
são detestáveis, desobedientes
e incapazes de qualquer boa obra.
Tito 1.15-16
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06/10/12
Intimidade com o mundo espiritual
Que intimidade com
Deus, com o mundo espiritual, que autoridade, com equilíbrio e sempre com amor,
tinha Jesus? Até favor aos demônios ele concedia? (Leia todo o capítulo 5 de
Marcos para um maior entendimento do ocorrido).
“E estes sinais acompanharão os que crerem:
em meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, pegarão em serpentes, e
se beberem alguma coisa mortífera não lhes fará mal algum; imporão as mãos aos
enfermos, e estes serão curados.” Marcos 16.17-18
De verdade, estamos
vivendo essa promessa, os sinais estão nos acompanhando, como acompanhavam
Jesus?
05/10/12
O tempo do homem
A Bíblia é para ser
entendida como um todo, interpretações de partes aleatórias podem conduzir a
supostas incoerências, supostas porque a Bíblia não é incoerente, mas nós,
humanos, podemos interpretá-la como tal. Sim, a pessoa mais apropriada para
interpretar a Bíblia é a pessoa que a escreveu, o Espírito Santo. Debaixo de
sua orientação, sempre conseguiremos entender o que Deus quer nos dizer através
dos textos bíblicos, seja num estudo mais abrangente ou de somente alguns versículos.
Visto essa nota
introdutória, gostaria de fazer uma reflexão simples e direta sobre o texto
acima. Ele diz que o semeador, depois de semear a terra, pode se ausentar dela
que a semente seguirá seu curso naturalmente. A semente produzirá a planta, que
dará espigas, os grãos encherão as espigas e por fim amadurecerão. Só então o
semeador aparecerá para fazer a colheita.
É certo que Deus
nos acompanha sempre, desde o momento em que ele planta em nosso coração a
semente de seu reino, até o momento de colher os frutos, passando por todo o
processo do crescimento dentro de nós. Contudo, podemos concluir algumas coisas
do texto: primeiro que a semente é a essência de Deus em nós, se ela foi realmente
plantada e em terra boa, naturalmente dará bons frutos. Segundo, o homem tem um
tempo para lidar com essa essência, para fazer com que ela evolua, cresça e
cumpra seu objetivo.
O tempo do homem, não
somente os filhos de Deus o têm, também aqueles que não se decidiram pelo
caminho de Jesus, esses também têm o seu tempo. É claro que para o filho de
Deus, seu caminho o conduzirá à eternidade, enquanto que para o que não é filho
de Deus, seu caminho poderá, no máximo, conduzi-lo à prosperidade material, a
uma proeminência nesse mundo, que nenhum valor terá na eternidade.
Mas todos, de uma
forma ou de outra, têm o seu tempo, um tempo em que Deus confia na essência,
na semente, um tempo de misericórdia, de graça, de paciência, onde o homem
pode trabalhar e se esforçar para que sua semente dê frutos. A impressão que o
texto nos dá é que Deus nos deixa à vontade nesse tempo, também nos passa a
impressão que a responsabilidade de construir alguma coisa nesse tempo é do
homem. Deus não descerá do céu para fazer a parte que é nossa.
Bem, esse é um
texto da Bíblia, um texto especial, já que é uma das várias parábolas que Jesus
contou, e suas parábolas são as metáforas mais perfeitas que esse mundo já
conheceu, de sabedoria profunda e multiforme, atemporais e totalmente eficazes
no discernimento das intenções humanas. Bem, na dúvida leia e tire suas conclusões,
a mim me chamou a atenção a coisa de que nós homens temos o nosso tempo.
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04/10/12
Doutrinas do desvio
Enganos do diabo:
1ª Um bar não é só um bar, é uma igreja, realizo meus cultos de cura e de confraternização nele.
1ª Um bar não é só um bar, é uma igreja, realizo meus cultos de cura e de confraternização nele.
2ª O Diabo não
existe, ou a sua atuação é reduzida a quase nada.
3ª A volta de Jesus
ainda vai demorar muito pra acontecer, muito mesmo, se é que ela vai ser do
jeito que os cristãos dizem que será.
4ª A moral é
relativa, ninguém pode julgar ninguém, cada um sabe de si.
5ª A filosofia e a
poesia humana têm valor igual, senão maior, que o dos ensinamentos bíblicos.
6ª As pessoas das
igrejas institucionalizadas são fanáticas, ignorantes, legalistas, incoerentes
e superficiais.
7ª As pessoas das
igrejas institucionalizadas são hipócritas, não me amam, não me entendem,
melhor seria se as igrejas cristãs fossem dissolvidas.
8ª A Bíblia é para
um outro tempo, ela tem que ser reinterpretada, não se deve dar assim tanta
importância a ela.
9ª Eu estou feliz
como estou, isso me basta, tenho meu emprego, boa saúde, meus amigos, não faço
mal a ninguém e até creio em Cristo, não estou vivendo debaixo de nenhuma
maldição pelo fato de não fazer parte de uma igreja institucionalizada.
10ª Pecado, pecado,
crente só sabe falar em pecado, eles sentem-se culpados o tempo todo, eu não
preciso me sentir assim tão culpado, minha consciência está limpa.
11ª Muitas das
coisas esotéricas e mágicas até têm algum fundamento, como a astrologia, as
religiões orientais, mas são coisas que somente os de espírito elevado
entendem.
12ª Mas o que
importa é o homem, o que ele pensa e faz, sua cultura, sua arte, sua filosofia,
sua literatura, sua poesia, sua ciência, o que importa sou eu, minha
humanidade, meu existencialismo, a minha luta, a minha ótica, não preciso falar
de Jesus o tempo todo.
O desviado pode estar dentro de uma igreja, dando suas ofertas, levando uma vida correta e até falando sobre o cristianismo, contudo, ele nunca glorifica Jesus de maneira direta e explícita, ele valoriza o homem, sua luta, seus valores, sua cultura e sua ciência, ele é um humanista, não realmente um cristão, Jesus nunca é a ênfase de seu discurso, a Bíblia não é exclusivamente sua regra de fé e conduta, o Espírito Santo não é seu ensinador, mas sua inteligência e sua alma são.
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03/10/12
Espírito de confusão
Então Jesus os chamou e lhes disse por parábolas: Como pode
Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal
reino não poderá subsistir. Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal
casa não poderá subsistir. E se Satanás se opõe a si mesmo e está dividido, não
poderá subsistir; mas chegou o seu fim. Pois ninguém pode entrar na casa do
valente e roubar-lhe os bens sem que primeiro o amarre; então lhe saqueará a
casa.
Em verdade vos digo: Todos os pecados serão perdoados aos filhos
dos homens, bem como todas as blasfêmias que proferirem, mas quem blasfemar
contra o Espírito Santo nunca mais terá perdão; mas será culpado de pecado
eterno. Pois diziam: Ele está possuído por um espírito impuro.”
Marcos 3.20-30
Existe um tipo de espírito de confusão que é possessão demoníaca explícita, quando ocorre simula os dons genuínos do Espírito Santo. Nesse tipo de confusão, que pode atrapalhar cultos, as pessoas podem ficar confusas sobre se o dom de línguas ou de profecia, por exemplo, é ou não de Deus. Nesse caso, o demônio do possesso deve ser repreendido por servos de Deus limpos na autoridade do nome de Jesus, como se faz em qualquer possessão. Contudo, é preciso maturidade espiritual e prontidão para não ser enganado por tal espírito.
Contudo, o espírito de confusão que vou me ater nesta reflexão, é um clima, um ambiente mais generalizado de confusão, que ocorre quando se reúnem a falta de vigilância dos cristãos com a atuação
demoníaca de opressão, que sempre procura oportunidade para agir. Numa situação assim, as
coisas ficam confusas, parecem não terem sentido, não terem controle, e o pior e
que parece que tudo de ruim acontece de uma só vez, ao mesmo tempo. Na experiência
de Jesus, veja bem o desencadeamento da confusão:
1º. Ele entrou numa
casa para fazer uma refeição e as pessoas invadiram a casa, impedindo-o.
2º. Os familiares,
que eram os que deveriam dar a ele algum apoio, disseram que ele estava fora de
si, será que isso queria dizer que eles achavam que ele estava louco?
3º. Os escribas,
que tinham se dado ao trabalho de vir de Jerusalém até aquele lugar, naquele
momento, diziam que ele estava possesso pelo Diabo.
Podemos ver como a
confusão que a princípio parece até algo normal, trivial, que começa num âmbito humano, até por causa de um motivo
legítimo (no caso de Jesus, ele queria se alimentar), vai aumentando, se generalizando,
alcançando esferas de maior relevância até que finalmente alcança seu objetivo maior:
glorificar o inimigo de nossas almas negando totalmente a autoridade legítima
do Cristo. Em meio a um espírito de confusão, o cristão fiel se vê sozinho,
perseguido por todos, pelas pessoas em geral, pelos mais próximos, amigos e
parentes, pelos poderosos e enfim pelo Diabo, essa foi a experiência de Jesus relatada na Bíblia.
Jesus desmascarou
esse espírito através de uma explicação racional, lúcida, lógica: “Se um reino estiver dividido contra si
mesmo, tal reino não poderá subsistir” (Marcos 3.24). A lição é que quando
em meio a essa situação devemos agir, não com a emoção, mas com a razão, e uma
razão baseada na palavra de Deus.
Em meio a um espírito
de confusão, o que mais é desestabilizado é a nosso emocional, veja que
Jesus tentava se alimentar, numa casa cheia de gente, repreendido pelos parentes, e
envergonhado na frente de seus principais inimigos, os escribas, que o atacavam
cruelmente. Mas ele foi à raiz do problema, para aquele que estava recebendo a honra
final naquela situação, o Diabo. Ele não se confrontou com as pessoas, não
começou um conflito com os poderosos, mas desmascarou Satanás.
Se o Diabo é espírito, para desmascara-lo não é preciso escândalo, na verdade, as pessoas nem precisam ficar sabendo. Uma atitude sábia é se retirar, buscar alguma privacidade, mesmo que seja num banheiro, e verbalizar uma oração em voz alta, não necessariamente aos berros. Repreenda os demônios não só em pensamento, mas em voz audível, para que eles ouçam, mas repito, para que eles ouçam, não as pessoas.
Uma oração simples e convicta repreenderá os espíritos malignos, estabilizará o emocional daquele que ora para que tenha forças para enfrentar o ambiente social e humano confuso. Se tiver que responder às pessoas, fale pouco, não tente convencê-las e nem compre suas construções fantasiosas. Não argumente com a confusão, fique em paz e confie em Deus.
Se o Diabo é espírito, para desmascara-lo não é preciso escândalo, na verdade, as pessoas nem precisam ficar sabendo. Uma atitude sábia é se retirar, buscar alguma privacidade, mesmo que seja num banheiro, e verbalizar uma oração em voz alta, não necessariamente aos berros. Repreenda os demônios não só em pensamento, mas em voz audível, para que eles ouçam, mas repito, para que eles ouçam, não as pessoas.
Uma oração simples e convicta repreenderá os espíritos malignos, estabilizará o emocional daquele que ora para que tenha forças para enfrentar o ambiente social e humano confuso. Se tiver que responder às pessoas, fale pouco, não tente convencê-las e nem compre suas construções fantasiosas. Não argumente com a confusão, fique em paz e confie em Deus.
Contudo, no final
do texto, Jesus faz uma exortação importante, na verdade uma aparente exceção a toda a
regra do Evangelho que diz que o perdão está acessível a todas as pessoas através
de seu nome: “Em verdade vos digo: Todos
os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, bem como todas as blasfêmias
que proferirem, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca mais terá
perdão; mas será culpado de pecado eterno. Pois diziam: Ele está possuído por
um espírito impuro.” (Marcos 3.28-30).
Aquele que pecar
contra o Espírito Santo, aquele que disser que é do Diabo algo que é de Deus,
esse nunca terá perdão. Isso deixa bem claro que só existe salvação por meio de
Jesus, salvação completa e eterna, e que se isso for negado, nenhuma salvação é
possível. Tudo o que nega essa salvação, é blasfêmia contra o Espírito Santo. Quantas
religiões, filosofias e princípios não oferecem ao homem outras maneiras de evolução e de purificação que não através do nome de Jesus? Pois bem, tudo isso é
blasfêmia imperdoável.
Mas acredito que a
maior das blasfêmias é dizer que Deus é o culpado pelos sofrimentos da
humanidade, é dizer que Deus é injusto, que Ele não existe ou que se faz de
indiferente diante de toda a dor e injustiça que os homens sofrem. A pior blasfêmia
é jogar em Deus uma culpa que é nossa.
Concluindo, para se livrar do espírito de confusão, a primeira coisa
é agir com calma, não se deixar levar pela confusão, agir racionalmente através da palavra de Deus. A segunda coisa é confiar no poder
do nome de Jesus, para perdoar e transformar a natureza humana, assim como para calar,
expulsar e destruir a atuação do Diabo.
É importante discernir a presença do espírito de confusão rapidamente, porque quando ele
ocorre podemos ficar entorpecidos por ele, sem saber o que está acontecendo, presos numa rede emocional e espiritual por tempo demais. É preciso
identificá-lo, tão depressa quanto possível, e então destruí-lo, pela palavra de
Deus, através do nome de Jesus em uma disposição emocional lúcida e objetiva.
Esta reflexão foi postada originalmente em outubro de 2012, é uma das postagens mais acessadas do blog. Talvez porque trate de dois assuntos muito sérios: espírito de confusão e pecado sem perdão ou o pecado contra o Espírito Santo. Gostaria, inicialmente, de fazer uma complementação ao assunto pecado sem perdão.
Em primeiro lugar é preciso aceitar que isso está na Bíblia e foi dito por Jesus, não é invenção ou elucubração do dono do blog. Em segundo lugar, como sempre devemos fazer com a interpretação do cânone bíblico, estejamos abertos às aparentes exceções, mas prontos a buscar e aceitar a coerência e a coesão das doutrinas baseadas na Bíblia. Se um texto em particular parecer ir para um caminho diferente em termos de doutrina, daquele que vai a maioria, senão todos os outros textos, é preciso cuidado e sabedoria.
Com relação a perdão, a doutrina do evangelho nos ensina que todo pecado pode ser perdoado no nome de Jesus, enquanto estivermos vivos. A doutrina consensada pelos cristãos evangélicos e protestante, e aqui não incluímos católicos e ortodoxos, é que depois de mortos não temos oportunidade de redenção e perdão, assim não existe reencarnação, como é inútil interceder pelos mortos.
Então, como entender as palavras de Cristo sobre pecado contra o Espírito Santo? Em oração, respeitando cada caso e sempre pedindo discernimento a Deus. Mas eu entendo que pecado sem perdão é algo que é feito de forma definitiva, sem arrependimento, é negar-se ouvir e obedecer uma orientação direta de Deus. Se Jesus disse isso em relação aos que o acusavam, é porque sabia que eles não voltariam mais atrás de seus posicionamentos hereges e maus. Jesus sabia que eles tinham pecado contra o Espírito Santo.
É importante que entendamos também que Jesus precisava deixar bem claro para os apóstolos e discípulos, que ele cumpriria a obra de salvação, morreria, ressuscitaria e subiria ao céu espiritual, mas mandaria o Espírito Santo que teria a mesma sabedoria e autoridade que ele para ensinar as coisas concernentes ao Reino de Deus. Quem ouve a voz do Espírito Santo, e não de homens ou de religiões, é salvo, quem não ouvi, já está condenado.
Para finalizar, para agir com responsabilidade, preciso também fazer uma complementação ao assunto espírito de confusão. Os seres humanos podem experimentar uma situação que também pode gerar um sentimento de se estar perdido, confuso, impotente, situação que pode estar ligada a enfermidades psiquiátricas. Depressão e outros transtornos emocionais podem nos levar a ter dificuldades para conviver com a realidade e com a sociedade.
Bem, se a doença psicológica é causa ou consequência de ações espirituais do mal ou de falta de sabedoria do ser humano para enfrentar seus limites e viver com equilíbrio, o que eu posso dizer é que é um pouco de tudo. Mas se nós, cristãos sinceros, e mesmo pastores e líderes que servem a Deus com esforço, estivermos doentes, o melhor é parar e descansar, procurando obviamente ajuda de bom profissional da área médica, primeiro um psiquiatra depois um psicólogo, nessa ordem. Cristão mentalmente doente tentando estabelecer guerras espirituais só verá sua doença piorar.
Tenhamos humildade, procuremos ajuda e descansemos em Deus, colocar no Diabo a culpa por uma enfermidade nossa, principalmente na área psicológica, é dar vitória ao Diabo. Assim, se a confusão estiver grande demais e descontrolada, o problema pode não estar nas pessoas, no ambiente, na igreja ou mesmo no Diabo, mas em nossas cabeças. Essas cabeças poderão, nesse caso, serem restabelecidas muito mais com descanso, medicação e terapia, que com expulsão de espíritos malignos.
Espírito de confusão não é exclusividade do meio pentecostal, mais avivado ou que busca e usa dons espirituais. Infelizmente, a depressão que tem sido um mal do nosso tempo, tem aprisionado muitos cristãos, principalmente pastores e reverendos de igrejas tradicionais como batistas e presbiterianas. Enquanto o erro na busca de uma interação só emocional com Deus tem alienado e infantilizado pentecostais, o erro de uma interação só intelectual, esfriando o Espírito Santo, tem levado tradicionais à depressão.
Equilíbrio é sempre a melhor escolha para nos livrar de todo tipo de confusão e pecado contra o Espírito Santo.
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Adendos
Esta reflexão foi postada originalmente em outubro de 2012, é uma das postagens mais acessadas do blog. Talvez porque trate de dois assuntos muito sérios: espírito de confusão e pecado sem perdão ou o pecado contra o Espírito Santo. Gostaria, inicialmente, de fazer uma complementação ao assunto pecado sem perdão.
Em primeiro lugar é preciso aceitar que isso está na Bíblia e foi dito por Jesus, não é invenção ou elucubração do dono do blog. Em segundo lugar, como sempre devemos fazer com a interpretação do cânone bíblico, estejamos abertos às aparentes exceções, mas prontos a buscar e aceitar a coerência e a coesão das doutrinas baseadas na Bíblia. Se um texto em particular parecer ir para um caminho diferente em termos de doutrina, daquele que vai a maioria, senão todos os outros textos, é preciso cuidado e sabedoria.
Com relação a perdão, a doutrina do evangelho nos ensina que todo pecado pode ser perdoado no nome de Jesus, enquanto estivermos vivos. A doutrina consensada pelos cristãos evangélicos e protestante, e aqui não incluímos católicos e ortodoxos, é que depois de mortos não temos oportunidade de redenção e perdão, assim não existe reencarnação, como é inútil interceder pelos mortos.
Então, como entender as palavras de Cristo sobre pecado contra o Espírito Santo? Em oração, respeitando cada caso e sempre pedindo discernimento a Deus. Mas eu entendo que pecado sem perdão é algo que é feito de forma definitiva, sem arrependimento, é negar-se ouvir e obedecer uma orientação direta de Deus. Se Jesus disse isso em relação aos que o acusavam, é porque sabia que eles não voltariam mais atrás de seus posicionamentos hereges e maus. Jesus sabia que eles tinham pecado contra o Espírito Santo.
É importante que entendamos também que Jesus precisava deixar bem claro para os apóstolos e discípulos, que ele cumpriria a obra de salvação, morreria, ressuscitaria e subiria ao céu espiritual, mas mandaria o Espírito Santo que teria a mesma sabedoria e autoridade que ele para ensinar as coisas concernentes ao Reino de Deus. Quem ouve a voz do Espírito Santo, e não de homens ou de religiões, é salvo, quem não ouvi, já está condenado.
Para finalizar, para agir com responsabilidade, preciso também fazer uma complementação ao assunto espírito de confusão. Os seres humanos podem experimentar uma situação que também pode gerar um sentimento de se estar perdido, confuso, impotente, situação que pode estar ligada a enfermidades psiquiátricas. Depressão e outros transtornos emocionais podem nos levar a ter dificuldades para conviver com a realidade e com a sociedade.
Bem, se a doença psicológica é causa ou consequência de ações espirituais do mal ou de falta de sabedoria do ser humano para enfrentar seus limites e viver com equilíbrio, o que eu posso dizer é que é um pouco de tudo. Mas se nós, cristãos sinceros, e mesmo pastores e líderes que servem a Deus com esforço, estivermos doentes, o melhor é parar e descansar, procurando obviamente ajuda de bom profissional da área médica, primeiro um psiquiatra depois um psicólogo, nessa ordem. Cristão mentalmente doente tentando estabelecer guerras espirituais só verá sua doença piorar.
Tenhamos humildade, procuremos ajuda e descansemos em Deus, colocar no Diabo a culpa por uma enfermidade nossa, principalmente na área psicológica, é dar vitória ao Diabo. Assim, se a confusão estiver grande demais e descontrolada, o problema pode não estar nas pessoas, no ambiente, na igreja ou mesmo no Diabo, mas em nossas cabeças. Essas cabeças poderão, nesse caso, serem restabelecidas muito mais com descanso, medicação e terapia, que com expulsão de espíritos malignos.
Espírito de confusão não é exclusividade do meio pentecostal, mais avivado ou que busca e usa dons espirituais. Infelizmente, a depressão que tem sido um mal do nosso tempo, tem aprisionado muitos cristãos, principalmente pastores e reverendos de igrejas tradicionais como batistas e presbiterianas. Enquanto o erro na busca de uma interação só emocional com Deus tem alienado e infantilizado pentecostais, o erro de uma interação só intelectual, esfriando o Espírito Santo, tem levado tradicionais à depressão.
Equilíbrio é sempre a melhor escolha para nos livrar de todo tipo de confusão e pecado contra o Espírito Santo.
José Osório de Souza, 2/02/2018
02/10/12
Loop perfeito
viva como se
estivesse tocando e cantando, com criatividade e sentimento,
toque e cante como
se estivesse num ensaio, à vontade e com alegria,
ensaie como se
fosse um culto, com unção e com foco,
cultue como se
fosse a última vez, esperando a volta de Jesus para aquele momento,
espere a volta de
Jesus sempre, em todos os momentos de sua vida,
viva!
01/10/12
Liberdade do Espírito Santo: uma necessidade
Nos dias de hoje,
talvez os finais, é necessária, sim, uma interação plena e livre da alma do
homem com Deus, através do Espírito Santo. As manifestações são urgências, o único
remédio para as doenças emocionais, tão em moda atualmente, os dons certeiros
para discernir as intenções, para separar o que é de Deus do que é engano da ciência
e da religiosidade.
Não mude de
cristianismo, achando que o antigo está errado, se você não conseguiu vitória
em sua vida, através das primeiras coisas que aprendeu com Jesus, no chamado “primeiro
amor”, não é esse cristianismo que está enganado, é você que desistiu, de Deus
e de você mesmo. Volte-se pra Jesus, com todo o seu coração, ore mais, santifique-se
mais, esforce-se, e busque o batismo no Espírito Santo, nessa posição você pode
com certeza obter vitória sobre o mundo, sobre o Diabo e sobre seu ego.
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30/09/12
Oração: remédio eficaz
Tenho experimentado
na oração, uma forma eficaz para mudar as disposições erradas de minha alma, precisei de remédios para tratar certas doenças, mas hoje me sinto melhor
do que estava antes da enfermidade, o mal foi trazido pra fora e está sendo
curado, com auxílio médico profissional, sim, mas embaixo de oração.
Quer um conselho,
caso você ou algum conhecido tenha esse tipo de problema? Procure profissionais
sérios da área, mas fale com Deus a respeito, orar é um remédio eficaz, não
somente para nos consolar das consequências da doença, mas para resolver a
causa real dela.
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29/09/12
"Levanta-te e vai em paz"
28/09/12
O indivíduo, mais que a multidão
Preocupados que estamos,
muitas vezes, com grandes milagres, grandes realizações, que possam exibir
nossa espiritualidade para os homens, nos esquecemos do sofrimento pessoal. Queremos
a salvação de milhões, oramos por isso, mas não nos damos ao trabalho de dar
atenção a uma pessoa em especial. Não paramos para conversar com alguém, que
muitas vezes, se senta todos os cultos ao nosso lado, alguém que pode estar
precisando e muito de uma atenção.
“Pois quero misericórdia e não sacrifícios”
(Oseias 6.6a), Jesus vivia esse princípio. Ele se deu pela humanidade toda, mas
se entristecia com um coração endurecido, com um aleijado estigmatizado. Jesus
olhava para os olhos de uma pessoa, mesmo perdida em meio à multidão, ele a identificava,
sentia seu sofrimento, respondia ao questionamento mais profundo e sincero de seu
coração, ele percebeu a mulher que sofria com hemorragia e que o tocou em meio à
turba (Mateus 8.44).
Isso importava mais
que deixar sem argumentos os fariseus, que se fazer conhecido pelos
importantes, que obter poder social e político, e em prol de um indivíduo ele
podia ignorar todo um circo armado por seus inimigos, foi o que ele fez com a
mulher pega em adultério (João 8.1-11).
Quando entenderemos
isso? Quando deixaremos de nos apegar a vaidades, mesmo as disfarçadas de
espiritualidade, de prioridades ministeriais? Isso para amarmos o próximo, que
como o próprio Evangelho chama, está bem próximo, precisando do nosso amor.
Não se pode viver o
cristianismo com um coração frio, que não chora com os que choram e nem se
alegra com os que alegres estão. Mas para ter essa empatia, é necessário se
desfazer não só das vaidades, mas da inveja, do ciúme e de todo o tipo de egoísmo
que nos impede de se preocupar mais com os outros do que com a gente.
O Espírito Santo
tem me levado a refletir bastante, nos últimos dias (e quem acompanha esse blog
pode perceber isso), sobre falsa espiritualidade e a importância de se viver um
cristianismo que alcança o indivíduo, e não a massa. A massa esconde, minimiza,
rouba a identidade, é tudo o que o verdadeiro Evangelho não faz. Ele revela, dá
relevância, e respeita a identidade de cada um.
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27/09/12
Quando a bênção de Deus ocorre naturalmente
A primeira foi a bênção
de poder evangelizar alguém, isso não aconteceu estando eu procurando conscientemente
fazer isso, mas aconteceu porque estava no lugar certo, fazendo a coisa certa. Bem,
nessa situação Deus me deu o tempo e a oportunidade para falar de Deus a uma
pessoa, que me pareceu totalmente preparada para aquele momento. Sim, o
Evangelho deve ser pregado a tempo e fora de tempo, mas como é prazeroso
encontrar uma pessoa preparada, num lugar propício e com o tempo a nosso favor para
podermos compartilhar com ela algo do coração de Deus.
A segunda foi a bênção
da presença de Deus em um culto, mas veja, num culto que cheguei cansado, num
momento que preferia mesmo ficar em casa descansando. Mas a presença de Deus
foi tão forte que me inundou, veio de fora pra dentro, tocou meus sentimentos
de uma maneira única, tirou de mim um louvor especial, me fez desejar ser mais santo.
Nessa experiência a unção de Deus foi tão forte que transbordou, abençoou as
outras pessoas, e ministrando que estava num instrumento musical, fez a
presença sobrenatural do Espírito Santo alcançar a todos no templo.
A terceira foi a bênção
de rever uma pessoa especial em minha vida, meu primeiro pastor, que me batizou
em 1976, na Primeira Igreja de Santo André, São Paulo. Encontrei-o em São
Paulo, capital, durante a celebração de 50 anos da “Edições Vida Nova”. Nessa
ocasião, minha alegria já era grande, por estar naquele evento, fazendo o que
mais gosto que é tocar meu instrumento, na companhia de minha filha de um
pastor amigo, que me convidou para a noite. Mas o encontro com aquele pastor,
foi um algo mais, desses que Deus nos dá por amor, amor de pai que quer
presentear seu filho. Pensei muito nesse encontro, durante mais de trinta anos
de minha vida, mas ele ocorreu naturalmente, num bom momento, e foi pura
alegria, coisa de Deus mesmo.
Acredito que uma
manifestação poderosa de Deus é desencadeada com os seguintes fatos: primeiro,
uma vida em oração, que pede pela vontade de Deus e se prepara para ela. Segundo
pela disponibilização, pelo trabalho, pela ação, que se coloca no lugar certo,
fazendo a coisa certa. Para alguém que vive de acordo com esses dois princípios,
não resta outra coisa a Deus senão abençoar, não só com o necessário, mas com
mais que isso, Ele transborda para que a bênção não só abençoe a vida que orou
e fez, mas os outros ao seu redor.
Essa experiência reflete
a vida de Jesus. Cristo orava e muito, se preparava, se santificava, e se
disponibilizava para executar a vontade de seu Pai. Com isso, as coisas
aconteciam naturalmente, os encontros, tanto com indivíduos, como com a mulher
pega em adultério, tanto com multidões, como na multiplicação de pães e peixes.
Jesus não corria atrás da vontade de Deus, não diante dos homens, isso ele
fazia em segredo, em oração. Mas em seu andar as coisas aconteciam
naturalmente, e com muito poder, isso fazia com que a vida nunca o pegasse de
surpresa, despreparado.
Ore, busque,
santifique-se, leia a Bíblia, nivele sua fé, seja perdoado e perdoe, depois,
descanse, a bênção de Deus é algo naturalmente simples. Nela o sobrenatural
nunca o pegará de surpresa, os confrontos da vida não serão armadilhas pra você,
e você nunca precisará dar qualquer “ajuda” para que a vontade de Deus aconteça.
Repetindo a frase que ouvi do pastor e mestre Russell Shedd no culto de celebração que fui: “Não encontro paz em outro lugar que não seja
na vontade de Deus”. Maravilhoso é quando podemos provar a vontade de Deus
de maneira natural, chegarmos a um ponto onde Deus pode agir em nossas vidas
sem maiores dificuldades, quando não somos nós que corremos atrás da bênção, mas é
a bênção que corre atrás de nós, quando a bênção não é resultado de um esforço dolorido, mas de um descansar no melhor de Deus para nossas vidas.
26/09/12
Perdão dos pecados: nosso maior bem
Nós somente
alcançamos a verdadeira espiritualidade, nossa vida espiritual muda de verdade,
ou em outras palavras, “a ficha finalmente cai”, quando entendemos que o maior
milagre que Deus pode executar em nossas vidas, não são curas físicas, bênçãos materiais
como emprego e aquisição de bens, ou mesmo um noivado e um casamento. O perdão
de nossos pecados é o maior bem que podemos receber de Deus.
Isso, e somente
isso muda a nossa vida, a ótica que temos de Deus, de nós mesmos e das outras
pessoas. Entender que o perdão dos nossos pecados é o maior bem que podemos
possuir, faz-nos olhar as pessoas de maneira diferente, com verdadeira
humildade. Perdoados sabemos e queremos perdoar, humilhados que fomos pelos próprios
erros, não queremos humilhar os outros. Bem, mas como que nos dando um mimo,
depois de nos perdoar, Jesus nos dá também todas as outras coisas, glórias a
Ele por isso!
25/09/12
Mais sobre falsa espiritualidade
Se a
espiritualidade não tiver como objetivo final e eficiente o amor a Deus e o
amor ao próximo, sendo esse último manifesto através de amizade genuína,
interesse pessoal e comunhão de fato e inteira, não apenas na igreja ou durante
eventos, compromissos e cultos da igreja, desculpe-me, mas eu não acredito que
essa espiritualidade seja verdadeira. É apenas religiosidade, mesmo que
expressada com toda a ênfase "pentecostal" (ou não..).
Pare com os
"efeitos" e converse com seu irmão, fale e ouça, de verdade, esse é o
Evangelho que Jesus pregou, senão continue se enganando, saiba, contudo, que
não adianta pedir unção e santidade se isso for usado para viver um suposto
"cristianismo", cheio de egocentrismo e de aparências. O Evangelho é
viver para Deus, mas de forma que isso tenha como consequência viver para o outro, e não para si mesmo.
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24/09/12
4 lições em Marcos 1
“E ele curou muitos doentes
acometidos de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios; mas não
permitia que os demônios falassem, porque eles sabiam quem ele era.” (verso
34). O
sábio é discreto, não cai na armadilha da vaidade de ser reconhecido como tal
nem mesmo por seus maiores inimigos.
“dizendo-lhe: Olha, não digas nada a ninguém.
Mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés
determinou, para que lhes sirva de testemunho.” (verso 44). Seja justo em
tudo, mesmo em coisas aparentemente desnecessárias, todos têm direito a sua honra.
“Ele, porém, saindo dali, começou a tornar
público o que havia ocorrido e a divulgá-lo por toda parte. Desse modo, Jesus
já não podia entrar abertamente numa cidade, mas ficava fora, em lugares
desertos. Mesmo assim, as pessoas iam até ele, vindas de todos os lugares.”
(verso 45). A publicidade positiva sem sabedoria faz mais mal do que bem, nem toda
bênção deve ser compartilhada, algumas são melhores que fiquem em segredo.
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23/09/12
O plano de Deus para a sua vida
André é pouco
citado na Bíblia, na verdade na maior parte das vezes na lista dos discípulos
mais próximos de Jesus. Dá-nos a impressão de que ele pouco fez, pelo menos
pouco para ser citado. Contudo ele fez, com certeza, uma coisa, levou Simão Pedro,
seu irmão, até Jesus. Seu irmão por sua vez se tornaria um dos apóstolos mais
usados e mais conhecidos da Bíblia. André nada fez? Fez o que precisava ser feito, e
isso bastou.
Muitos cristãos passam
a vida querendo agradar a Deus, buscando entender qual o plano de Deus para
suas existências, se esforçando para serem espirituais e constantes na obra de
Deus. Mesmo assim eles nunca têm paz em seus corações, sentem-se cobrados para
fazerem mais do que fazem e se acham sempre fazendo menos do que precisavam
fazer.
Nessa empreitada
equivocada, exercem cargos dentro na igreja, fazem caridade de tudo quanto é jeito,
passam a maior parte do tempo possível com o povo de Deus, fazendo coisas pra
Deus. Não, tudo isso tem que ser feito sim, mas não como um peso, uma obrigação,
mas por amor e em paz. Contudo, pode ser que o real plano de Deus para a vida
do cristão, aquilo que o cristão vai fazer de mais importante, sua razão de
viver, seja bem menos do que aquilo que ele faz e que gostaria de fazer.
Qual é o plano de
Deus para minha vida? Aquilo que somente eu posso fazer, aquilo que se eu não
fizer, ninguém mais poderá fazer. Essa função tem a minha cara, cabe
perfeitamente em mim, com todas as virtudes e todos os defeitos que eu possuo,
mais ainda, até meus limites contribuirão para que o real plano de Deus para minha
vida seja cumprido. Contudo, esse plano nem sempre é notório, é conhecido pelas
pessoas, muitas vezes é executado em silêncio, em segredo, portanto para
cumpri-lo é preciso se despir de vaidades.
Liberte-se das
cobranças que são feitas por suas carências, por seus complexos, que o “superego”,
usando um termo da psicanálise freudiana, exige de você, Deus não é seu pais
terrestre, muito menos um “superego”, Deus te ama, te fez e quer te fazer feliz
enquanto você faz o seu melhor fazendo os outros felizes também.
Alguém pode estar
precisando conhecer a Jesus, alguém pode estar precisando urgentemente que alguém
lhe fale de Cristo, e para esse alguém ninguém mais, além de você, pode levar o
Evangelho. Você é a única pessoa que tem acesso a ele, de alguma maneira. Ou
pela posição social e profissional que ele tem, pelo temperamento e personalidade
que possui, pela cultura e pelo dinheiro que o cercam, ou simplesmente pela oportunidade de tempo e de lugar. Ninguém mais, a não ser
você, pode falar e testemunhar de Deus para essa pessoa. Se essa pessoa for
salva, toda a sua vida valerá a pena, porque uma vida vale muito pra Deus. Parece
um exagero? Mas não é, quem disse que essa pessoa depois de convertida, não se
tornará um grande pregador, que trará centenas de pessoas para o caminho de
Jesus? Assim aconteceu com André.
Novamente eu
preciso dizer o que já disse em outras reflexões: você não tem que ser
espiritual para que os outros vejam, não precisa fazer e acontecer para suprir
alguma necessidade afetiva sua, você precisa somente obedecer a Deus e ter toda
a certeza do mundo que isso basta para que você seja feliz e cumpra o plano que
o Senhor tem para sua vida.
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22/09/12
Aparências enganam
O espiritual, rezam
essas regras hipócritas, tem que falar pouco, suportar tudo com um sorriso na
cara, parecer antiquado e sem vaidades, usar jargões e clichês que são tradição
dos grupos religiosos, não que isso tudo também não possa ser características
de quem é espiritual. Na verdade para muitos ser espirituais é ser litúrgico,
não só na cerimônia religiosa, mas na vida, fazer as mesmas coisas sempre.
Contudo, a maior
mentira que acreditam esses que pregam estereótipos, é que o cristão não pode
errar, se errar cai em descrédito, eles precisam ser perfeitos o tempo todo.
Nega-se aí o conceito fundamental do cristianismo que é o perdão.
Jesus chocou o povo
da época em que viveu como homem por vários motivos: falava o que ninguém sabia
ou esperava, ficava quieto quando todos exigiam dele algum tipo de explicação,
andava com gente errada, desprezava os que se achavam os mais certos, ia pouco
a cerimônias e locais exclusivos para cultos religiosos, visitava as pessoas em
suas casas, nos lugares públicos, se misturava com elas, sem vaidade, sem
obedecer a um padrão de espiritualidade. E ele era espiritual, e muito, o
Evangelho pelo qual viveu, morreu e ressuscitou, ensinava que o que vale pra
Deus é o coração, os valores e atitudes que ninguém vê, mas que estão no
interior do homem e influenciam toda a existência humana. Jesus desobedeceu
todos os estereótipos de seu tempo.
Não pareça
espiritual, seja espiritual, quem quer parecer o faz para homens, seja para
Deus, pague o preço disso, já que a sinceridade e a verdade geram inimigos, gente
no meio da igreja que se incomoda com atitudes que para eles, hipócritas e mal
resolvidos que são, parecem incoerentes.
Para ver
espiritualidade em alguém tem que enxergar Jesus na frente dessa pessoa, julgar
alguém por um erro é injusto, quem sabe se o que cometeu tal erro já não se
arrependeu e está perdoado por Deus? Mas para o falso espiritual, o espiritual
não pode errar. Esses vivem uma vida de angústia já que a carga que jogam sobre
os ombros dos outros em primeiro lugar jogam sobre eles mesmos. Quem não erra é
Deus, e “deuses” não precisam de Deus, tem que ser homem, humano, para se provar
a presença de Deus e ser realmente espiritual.
(Já refleti sobre este
tema antes, se puder leia no link: Cuidado com a falsa espiritualidade ).
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21/09/12
Não somos todos iguais
Quem não participa, construindo, não tem o direito de criticar para destruir, se não quer se envolver, então fique quieto. Eu posso criticar a igreja evangélica porque estou dentro dela, fazendo o que posso para que ela seja melhor e não, necessariamente, concordando com tudo o que acontece dentro dela.
Agora para quem está fora: a tal bancada evangélica do senado não representa a maioria dos evangélicos brasileiros, a IURD (Igreja Universal) não é referência para igreja evangélica, e as igrejas evangélicas, diferente do que acontece com uma grande igreja cristã com sede no Vaticano (e nisso eu não estou fazendo qualquer espécie de crítica a essa igreja), não são todas iguais, se vestem do mesmo jeito, etc, portanto não use qualquer dos itens citados como desculpa para, generalizando, criticar todo o povo evangélico brasileiro, existe muita igreja evangélica idônea assim como muito evangélico lúcido e contextualizado.
Leia também Quem somos?
Deus existe!
Mas como posso negar a existência de um Deus que dia a dia, e isso por anos em minha vida, tem
se mostrado real? Quantas e quantas orações fiz, orações muitas vezes tiradas
de um coração angustiado, apertado, incrédulo, quantos clamores levantei e Deus
ouviu? E isso feito muitas vezes na solidão de um quarto, de uma sala, em
absoluto silêncio.
Não, não houve um
clarão, um anjo não desceu do céu e me apareceu, e pude contemplá-lo com meus
olhos físicos, não aconteceu nenhum efeito cinematográfico “spielberguiano”. Quando
abri os olhos, ou nem fechei, já que costumo orar de olhos bem abertos na
maioria das vezes, me vi só, somente meu coração falava e falava. Mas quanta
certeza tive de que Deus me ouvia, e ouviu, além do teto da casa.
Depois da oração testemunhei
as coisas acontecerem, um relacionamento se refazer, um emprego acontecer, uma
dor se substituída por uma paz infinita, um perdão limpar minha alma de uma
maneira que me fez sentir uma criança novamente, e não um velho cansado. Sim,
Deus existe, eu provo de sua existência a cada momento.
Contudo, é preciso
que seja dito, provo dessa bênção me colocando em meu lugar, de ser humano,
limitado e errado. Não me apresento como sabendo tudo, querendo dar conselhos a
Deus, querendo mudar coisas que não podem ser mudadas. Não que não creia em
milagres, mas isso é executado com lucidez, com temor a Deus, com inteligência.
Todavia, o mais
importante que se deve fazer para se provar a Deus, é andar um passo de cada
vez, com simplicidade, não se ocupar com coisas grandiosas demais, coisas que
na realidade pouca diferença farão no dia a dia de nossa existência.
Acorde, ponha-se de
joelhos e peça por aquele período, um sol entre duas luas. Peça pelas viagens
que terá que fazer, de carro, de ônibus, nas ruas. Peça pelo seu trabalho,
pelos colegas, pelo seu chefe. Peça por uma tarefa que terá que fazer naquele
dia. Peça pela esposa, pelos filhos, quando esses estão fora do alcance de seus
olhos, mas dentro da visão de Deus. Peça pelo seu levantar e pelo seu deitar,
pela sua partida e pela sua volta. No final do dia, agradeça a Deus pelas suas
muitas providências.
Faça, com
humildade, acompanhando esses pedidos com trabalho e disposição, e verá os
milagres, grandes e pequenos que Deus faz, pois Deus, Deus existe meu amigo!
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