19/04/26

Muldimensionalidade de Deus

      “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos! "Pois quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu alguma coisa a Deus para que isso lhe seja restituído?" Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém!Romanos 11.33-36

      Num capítulo onde o autor defende salvação do Cristo pela fé e universal, para judeus e não judeus, a passagem acima conclui com poderosas revelações sobre Deus. Muitos, ainda que oficialmente digam que Deus é maior que seus entendimentos dele, em seus corações consideram-se conhecedores de toda a verdade sobre Deus, se não fosse assim, na prática, não levantariam bandeiras do conservadorismo cristão, em prol da tradição judaico-cristã. “Deus nunca foi visto por alguém, o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (João 1.18). Não conhecemos a Deus, conhecemos sua virtude motriz das outras, seu amor, e por Jesus homem, e mesmo esse amor limitamos quando julgamos quem é ou crê diferentemente. 
      “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão inexplicáveis são os seus juízos, e quão insondáveis são os seus caminhos!”, palavras impressionantes! Quanta coisa muitos cristãos perdem, quando olham a superfície do mar, encantam-se com a extensão de comprimento e largura, esquecendo-se de profundidade e eternidade, altura e temporalidade, perde-se muito entendendo Deus como bidimensional, não como multidimensional. Crer num Deus que só pela tradição judaico-cristã revela-se, é limitar suas dimensões, ainda que a referência Jesus Cristo seja fundamental, pedra de esquina (I Pedro 2.6-8). Mas há mais, quem quiser e estiver preparado conhecerá a multidimensionalidade divina.

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