“Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.” “Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa, e execute o meu direito; ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça.” Miqueias 7. 5, 7-9
Certos momentos são solitários, devem ser assim, só nós e Deus, ainda que sem interrompermos trabalho e responsabilidades. A solidão é para guardarmos boca, ouvidos e olhos, mas mais ainda, coração e mente. Isso é jejum de alma, que pode ser mais eficiente que jejum de corpo. Mas a verdade, é que mesmo com a companhia de esposa ou esposo, de filhos queridos, e de amigos verdadeiros, somos solitários neste mundo. Precisamos entender e aceitar isso do jeito certo, não para sermos amargos e desconfiados, mas para confiarmos em Deus mais que em qualquer outro ser. Muitas vezes, ainda que bem intencionados, mas carentes de atenção, nos abrimos demais, esquecemos que há uma guerra espiritual travada o tempo todo.
Nessa guerra nosso principal inimigo somos nós, se erramos é em primeiro lugar contra Deus, também devemos esperar solução do Senhor, de ninguém mais. Isso resume nossas tentações e provas de forma pessoal e responsável, não nos põe em guerra contra semelhantes, que nada mais são que indivíduos como nós, provados pela própria concupiscência, comissionados a melhorar a si mesmos, aprendendo a andar mais perto de Deus. Ainda que alguns prefiram postar-se como nossos inimigos, que sintam prazer em nos ver errar, muitas vezes porque de fato erramos, no tempo e do jeito certo Deus julgará nossa causa, executará o direito a nosso favor, nos levará para a luz para que, então, provemos justiça e honra.
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