08/08/26

Viva e deixe viver (3)

      “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.Lucas 6.38

      Já refleti várias vezes sobre esse tema, é a terceira vez que posto uma reflexão com esse nome. Não é por menos, uma tendência ruim que eu tenho, e que penso que muitos também têm, é de julgar as pessoas usando como referência nós mesmos. Constantemente e silenciosamente pensamos, “aquela pessoa age de uma forma, faz certas escolhas, leva profissão, casamento e cria filhos do jeito errado, eu faço as coisas de uma maneira melhor”. Arrogância a nossa, quem somos nós para condenar, quem somos nós para nos acharmos melhores? Diferentes, sim, com crenças, sem crenças, religioso, ateu, com mais poder aquisitivo, com menos, com mais formação intelectual, com menos, mas cada um com uma chamada que só Deus conhece. 
      Familiares são os que mais prendemos nas presunçosas teias do julgamento, que surpresa teremos no plano espiritual, quando formos avaliados. Quem achou luz na ciência, será avaliado pelas verdades dela, quem achou verdade no ateísmo, será julgado por suas concepções pessoais de certo e errado, mas cuidado, quem encontrou Deus na igreja cristã será avaliado pelas cobranças morais do evangelho, essas são as mais altas. Quem acha que sabe mais, mais lhe será exigido, assim, é mais sábio sermos humildes e mantermos no espírito acesa a candeia da misericórdia, da generosidade, do amor, que nos põem não como superiores, mais como menores. Quem sabe assim Deus nos dê o consolo de sua presença mais próxima, após nossa morte. 

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