13/09/26

Pobres milionários

      “E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.Lucas 16.22-25

      Um tipo patético de ser humano é o pobre milionário, rico na grana, por fora, mas pobre por dentro. Muitos acham que o que lhes dá importância são as riquezas, não as têm como efeito natural de trabalho, mas só para sentirem-se melhores. Expõem riquezas nos restaurantes caros que frequentam, nas roupas luxuosas que usam,  nos carros excessivamente grandes em que transitam. Passaram do ponto de pagar mais para usufruir melhor, querem só ostentação. Não estou demonizando ricos, são necessários na sociedade, administram empresas, empregam muitos. Contudo, não é dinheiro na conta que torna as pessoas melhores, importantes, ricas. É a elegância, a educação, a cultura, mas principalmente, a espiritualidade. 
      Como pianista tenho tido a oportunidade de tocar para gente muito rica, há pessoas bacanas entre elas, mas há muitas equivocadas. Vivem como se não houvesse Deus, eternidade e juízo, mas principalmente, como se não tivessem nenhuma responsabilidade na sociedade por serem privilegiadas, e muitas são porque pais e avós trabalharam para isso, não elas. Vejo casais na faixa dos quarentas anos, que foram bem educados, mas portando-se como crianças mimadas, totalmente despreparados para o propósito mais alto e eterno da existência. Para pobres milionários, o próximo e menos privilegiado não existe, isolam-se em seus castelos, rindo de tudo. Terrível será o encontro desses com a eternidade após a morte. 

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