05/10/26

Vencido pela própria arma

      “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.” Lucas 6.38

      Quem prevalece pelo ódio, pelo ódio será derrotado. Quem conquista pelo amor, no amor será enriquecido. Somos vencidos, pelo mal ou para o bem, pela arma que nós mesmos usamos contra os outros. Ódio, vingança, mágoa, como tudo que vem do mal, é mentira. Ainda que inicialmente pareçam fortalecer, motivar, dar sentido, se voltarão contra quem os usou na mesma proporção. Amor, perdão, misericórdia, como tudo que é bem, é verdade acima do que achamos ser. Se inicialmente podem ser trabalhosos de serem exercidos, fazendo que nos sintamos lesados, injustiçados, no final nos surpreendem com recompensas que nem achávamos necessitar, visto que o bem se faz sem segundas intenções.

04/10/26

Paz no silêncio - um desafio

      “Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” Habacuque 2.20
      “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.” Lamentações 3.26
      “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Tiago 1.19b

      A maioria de nós, para não dizer todos, tem dificuldade para administrar silêncio. Se estamos sós, pensamentos, emoções, ansiedades, medos, sonhos e desilusões nos atormentam, ainda que não tenhamos ninguém para conversar. Isso até nos permite ter o primeiro momento numa oração a Deus, o do desabafo, de falar, mas pode nos impedir de ter o segundo e mais importante, o de ouvir Deus responder. Deus tem paciente amor, serenidade para nos atender e nos respeita como estamos, mas a dificuldade em administrarmos silêncio pode nos prejudicar muito quando convivemos com pessoas. As pessoas precisam de auxílio, tanto quanto nós, mas a ajuda mais importante não somos nós que podemos dar-lhes, não com argumentação. 
      Há duas pessoas que podem ajudar as pessoas, Deus e elas mesmas, os outros até podem auxiliar, mas mais ouvindo que falando. Contudo, quem resiste, primeiro de falar dos próprios problemas, lamentar e reclamar de tantos, quem consegue se controlar para não só falar de si mesmo sem ouvir o outro? Muitos de fato precisam ser ouvidos, mas se todos quiserem ser ouvidos, quem ouvirá? Deus equilibra sempre as coisas, não permite mais doentes que médicos. Contudo, há outro ponto de vista. O que somos de fato, enfermos ou enfermeiros? Como evangélicos achamos que todos precisam de nossa verdade, e que só podemos compartilhá-la falando de Bíblia. Queremos ajudar, mas falando, não ouvindo, nos achamos doutores nas questões existenciais. 
      A melhor avaliação das pessoas fazemos pelo que elas fazem, não pelo que elas dizem, muitos cristãos estão sempre prontos a falar, e nos dias atuais, a defenderem ideologias políticas que apoiem seu conservadorismo social e religioso. Palavras nada adiantam, Jesus falava pouco, a sabedoria mais alta de Deus é revelada com frases simples e curtas, não com longos discursos. Inferno será confronto de seres humanos com fraquezas não vencidas, com provas sem aprovação no mundo. Quantos serão confrontados com o silêncio, que terá que ser administrado do jeito certo, sem escapismos e distrações dos prazeres do corpo físico para fugir. Aprendamos a administrar silêncio em paz, esse pode ser nosso maior desafio. 

03/10/26

No céu como na Terra

      “O Senhor é Deus zeloso e vingador; o Senhor é vingador e cheio de furor; o Senhor toma vingança contra os seus adversários, e guarda a ira contra os seus inimigos.” Naum 1.2
      “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” I João 4.7-8

      A visão do mundo espiritual sempre esteve atrelada à visão que o ser humano tinha do mundo físico. Em outras palavras, Deus se revela ao homem conforme o nível de entendimento que esse tem, conforme suas necessidades e prioridades. Deus não muda, é o ser humano que muda. Nos tempos do antigo testamento, israelitas tinham como inimigos os povos de outras nações que não tinham a mesma religião que eles, Israel tinha uma visão materialista e beligerante de religiosidade. Não se pensava eternidade, céu, inferno, diabo e demônios, como se entendeu após vida e morte do Cristo.
      Na idade média o ser humano submetia-se a reis e papas por temor, crendo que as hierarquias do mundo eram vontade de Deus e que não mudariam, isso é a base do que se chama conservadorismo. Por outro lado, baseados no evangelho, pensavam haver qualidade religiosa na pobreza, pelo menos para quem nascia assim. Mas a partir da renascença a humanidade mudou, a ciência estabeleceu novas referências, a política progressista trouxe igualdade para os seres humanos e o liberalismo econômico ensinou que todos podiam mudar de status quo pelo trabalho, mesmo não sendo nobres de nascença.
      Isso mudou o problema religioso, espiritualizou-o, entendeu-se que elementos invisíveis interferem nos visíveis, por isso óticas religiosas orientais, que já eram menos materialistas que as ocidentais, ganharam relevância. Ainda assim, na contramão da evolução, muitos insistem em vivenciar hoje, a religiosidade da idade média, e pior, a religiosidade israelita dos tempos bíblicos. Conservadorismo entrega zona de conforto, de parada, enquanto que o progressismo, por mandar seguir em frente, não definindo o destino já que esse é desconhecido, conduz a trabalho constante, não à estagnação.
      Responda com sinceridade: é a mesma, a noção de religiosidade contida nos dois textos bíblicos no início dessa reflexão? Um texto diz que Deus é vingador, o outro diz que Deus é amor. Deus muda? Não, muda o homem. O homem do antigo testamento entendia Deus de um jeito, o evangelho entendeu Deus de outro jeito. Deus tomou alguma atitude quando viu o ser humano entendê-lo equivocadamente? Não, mas procurou abençoar o homem nesse limite e apesar desse limite. Mas na verdade Deus tomou uma atitude, enviou Jesus, a melhor e mais alta expressão de sua identidade. Isso bastou? Infelizmente não para o homem.
      Se tivesse bastado, a igreja católica não teria nascido e sido mantida, tendo como filhos bastardos protestantismo, pentecostalismo e tantas outras seitas. Ainda assim Deus abençoa muitos, mesmo limitado por esses. Deus se limita no conhecimento mais apurado do mundo espiritual que pode entregar, não limita-se no amor. Se Deus esperasse que as pessoas fossem doutoras em espiritualidade para amá-las, estaríamos sozinhos no universo, caindo nas trevas. Mas o “Como o ar que respiro” insiste, há limites para viver-se na exceção, aproxima-se o momento de mudança de tempos. Estamos prontos? 

02/10/26

Bem maior que fica é de Deus

      “Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1.16-17

      Bem maior que fica é de Deus! Parece simplista ou pouco para proteger do mal? Não é, se entendermos toda a afirmação. Tem que ser bem que beneficia não só quem faz, mas no possível os outros também. Tem que ser maior. Muitas coisas são boas e de Deus, mas não são bem maior, moral e espiritual, que Deus quer dar. Contudo, além disso tem que permanecer, resistir ao tempo. Muitas coisas parecem boas, e até podem ser para os outros, mas não são para nós se não permanecerem úteis por toda nossa vida, ultrapassando mesmo o limite da morte física. Todavia, um cuidado aqui, muitos cristãos dizem saber o que é melhor para toda a humanidade, principalmente na fé que conduz ao céu e recebe favor de Deus na Terra. 
      Só Deus sabe o que é melhor, ainda que fé no Cristo permita conexão singular, reta e alta com ele. Não se enganem muitos cristãos, e digo isso sem generalizar, há muita gente feliz, moralmente vitoriosa, caridosamente útil, sendo luz do Altíssimo e que não faz oficialmente parte de uma religião, denominação ou igreja católica, protestante, evangélica, pentecostal ou semelhante. Também há muito texto, em livros sagrados, filosóficos, mesmo ficcionais, que abençoam e iluminam profundamente as pessoas, mudando suas vidas, ainda que o cânone bíblico seja uma coleção especial de registros de experiências de homens com o Deus verdadeiro e com seu filho Jesus. Cristão, se tua crença te traz bem maior que permanece, fique fiel nela, mas a ninguém julgue.

      PS.: à pergunta que podemos fazer, "mas se é de Deus, por que causa tanto sofrimento?". Se é de Deus não faz sofrer, não de forma duradoura. Contudo, a melhor resposta de Deus dói se somos ociosos ou orgulhosos, teimosos em não obedecer ao Altíssimo. Quem se dá com humildade ao trabalho de fazer a coisa certa achará o bem maior e duradouro, além de uma evolução moral e espiritual ímpar. 

01/10/26

Livra-nos de armadilhas

      “Em ti, Senhor, me refugio; não seja eu jamais envergonhado; livra-me por tua justiça. Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; sê o meu castelo forte, cidadela fortíssima que me salve. 
      Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás. 
      Tira-me do laço que, às escondidas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza. Nas tuas mãos entrego o meu espírito; tu me remiste, Senhor, Deus da verdade.”
  Salmos 31.1-5

      Um modelo de oração diária nos é ensinado no texto bíblico acima. Dependência da força de Deus sempre, mesmo quando nos sentimos satisfeitos, aprovados e felizes, há mais armadilha quando andamos certo, que quando andamos errado, e essa armadilha é a que nós mesmos armamos, através de nosso orgulho. Mas a oração também nos leva a pedir a Deus livramento de armadilhas, que armam para nós fora de nós, por seres maus, físicos e espirituais. Andemos com temor a Deus sempre, luz incomoda e gera inveja naqueles que não querem fazer por merecer o que lhes é seu por trabalho honesto, mas querem roubar o que é dos outros. Entreguemos nossa vida física nas mãos de Deus, mas antes de tudo confiemos ao Senhor nosso eterno espírito.

30/09/26

Tempos de Deus

      “Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. Oh inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. 
      Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa, e execute o meu direito; ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça. 
      E a minha inimiga verá isso, e cobri-la-á a vergonha, que me diz: Onde está o Senhor teu Deus? Os meus olhos a contemplarão; agora será ela pisada como a lama das ruas.” 
Miqueias 7.7-10

      Que felicidade provamos quando admitimos nosso pecado, todo ele, quando nos prontificamos a pedir perdão para quem machucamos, e pedimos, naquilo que nos é possível, quando passamos o tempo da disciplina, do cativeiro, das “Babilônias”, com humildade, sem nos sentirmos vítimas, sem jogarmos culpa nos outros, mas calados, aceitando que estamos colhendo o que plantamos. Sabemos que aprendemos a lição quando nos acostumamos (e essa talvez não seja a palavra melhor) do jeito certo com o cativeiro de Deus (de Deus, não de homens), quando servimos a “Nabucodonosor” (usando os termos Nabucodonosor e Babilônia como metáforas), não com revolta ou de qualquer jeito, mas sinceramente com nosso melhor. 
      Quando aprendemos e vivemos isso, Deus nos liberta do cativeiro, então, se já estávamos felizes na resignação, provamos uma felicidade que achávamos nem existir mais. Que surpresas boas e maravilhosas têm os que aceitam os tempos de Deus em paz, se o pouco já satisfazia, pouca coisa a mais parece um luxo que não se merece, que nem se precisa. O Espírito Santo do Cristo não gera vingança, mas o universo naturalmente responde aos que não acreditaram em nós, que não nos deram uma segunda oportunidade, que nos condenaram fechando os olhos para um paciente Deus de amor que não se esquece de nenhum de seus filhos. Ao que viveu os tempos de Deus cabe misericórdia, e dar a muitos o que deles não recebeu, tempo. 
      O texto bíblico inicial é muito especial para mim, sob muitos aspectos, parece que o profeta recebeu-o nos tempos atuais direcionado especificamente a mim. Esperarei no Deus da minha salvação, o meu Deus me ouvirá, deixem os outros pensarem e falarem, foquemos em Deus. Ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei, sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, tenhamos Deus como prioridade, agradando-o e sofrendo a pena com humildade, sejamos pacientes na disciplina. Inimiga minha não te alegres a meu respeito, você verá isso e cobri-la-á a vergonha, não queiramos vingança, não guardemos inimigos dentro de nós. Deus, através dos mecanismos do universo, mostrará quem somos e onde chegamos, no tempo melhor. 

29/09/26

Sem tempo para desamor

      “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5.8 

      Deus nos entrega vários ensinos no Cristo, o principal é o amor, de Deus por nós e de nós mesmos por inimigos. A lição do versículo acima é que alguém santo, justo e poderoso, entrega uma dádiva a alguém pecador, mesmo que esse não tenha admitido seu pecado, muito menos mudado de atitude. Isso é amor em sua forma mais pura, mas também mais poderosa. Quem permite perdão sem pedir algo em troca, entrega ao perdoado a possibilidade de recomeçar certo sem cobrança. Deverá trabalhar para não pecar mais, mas olhando para frente, não como pagamento do que ficou para trás. Isso também nos ensina que podemos amar e perdoar, mesmo quem se indispõe conosco e se mantém assim, não por ter mudado de atitude. 
      Uma lição importante o amor puro de Deus ensina: não podemos perder tempo com o erro cometido, seja o nosso contra Deus, seja o dos outros contra nós, seja o nosso contra os outros. A ordem é: admitamos o erro, não queiramos mais cometê-lo se o erro for nosso, e perdoemos o erro dos outros, ainda que esses não tenham pedido perdão a nós ou sequer admitido o erro. Não percamos tempo, nos levantemos leves, em paz, gratos pelo perdão de Deus e pacientes com o erro dos outros, e sigamos em frente sem olhar para trás. Se for preciso fazer isso setenta vezes sete (Mateus 18.21-22), que seja assim, importa nos pormos de pé, nos conectarmos a Deus, e usarmos nosso tempo aqui para sermos hoje melhores que fomos ontem. 
      Justamente por usarmos tanto tempo, mais para sentir culpa pelo erro, que de fato trabalhando para não errar, é que adoecemos tanto, física e psicologicamente. No remorso tentamos achar consolo na satisfação dos apetites do corpo, nos vícios, na bebida alcóolica, no sexo errado ou exagerado, mas também na obsessão de querer aprovação e aplauso de homens, não de Deus. Sim, nossos corpos e mentes são limitados, se cansam, entediam-se, inflam com ansiedades e medos, esvaziam-se em solidão sem fim, mas a fraqueza é para nos levar para mais perto de Deus, não para mais longe. Queridos, não falo como perfeito, mas como o mais imperfeito dos seres, essa luta é minha todo dia, não percamos tempo com desamor.

28/09/26

Respeitemos o tempo

      “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” 
Salmos 1.1-3

      Tristes os que julgam os seres humanos pelo tempo do mundo, que acham que a vida deve ser filme romântico, onde até se enfrenta revezes, mas num final próximo acha-se felicidade, prosperidade e honra. O tempo não é igual para todos, simplesmente porque para Deus não há tempo. Não importa aos propósitos divinos se a pessoa acha o caminho espiritual mais alto na juventude e já consegue trilhá-lo, ou se leva uma vida para achar e trilhar esse caminho. Na eternidade, trinta ou setenta anos, não farão diferença, importa o que se conquistou e se guardou no fundo do coração. Muitos parecem corretos, mas desprezam os fracos e invejam os fortes, escondem corações soberbos e rancorosos. 
      Se chegarmos na presença de Deus para avaliação com o bem no mais profundo de nossos seres, ainda que tenhamos vivenciado uma vida caindo e se erguendo, tendo só no final por mais tempo estado de pé que caído, isso definirá nossa identidade espiritual, mostrará que passamos por uma prova, e ainda que repetidas vezes, fomos, enfim, aprovados. Quem entende o propósito divino com espaço e matéria no tempo, entende a si mesmo e o objetivo da existência neste mundo, assim, entende os outros com paciente amor. Quem não entende, torna-se juiz, condenando os fracos e se achando forte, reservando mágoa dentro de si, sozinho, na companhia de falsos e riquezas, que não o ajudarão na avaliação divina na vida além.

27/09/26

Herança dos servos do Senhor

      “Toda a ferramenta preparada contra ti, não prosperará; e toda a língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que vem de mim, diz o Senhor.” Isaías 54.17

      A palavra que me chama a atenção desta vez no versículo acima é herança. Herança não é algo que se recebe já, mas depois, assim as promessas feitas no texto podemos entender que referem-se a um recebimento futuro, muitas vezes só no juízo no plano espiritual após nossa morte aqui. Muitos usam o texto acima para justificar pedido a Deus de vitória e vingança contra inimigos aqui e já, mas sob a ótica do evangelho o entendimento pode ser outro. Para que sejamos aperfeiçoados em amor e humildade muitas vezes Deus permitirá que muitos se levantem contra nós, e ainda que estando nós andando certos com Deus nada nos prejudique, podemos ter que suportar perseguição e injustiça calados e sem aparente retaliação.
      Nem todo mal, após orarmos a Deus, ele lança longe de nós, com alguns teremos que conviver de perto por muito tempo, para que sejamos virtuosos persistentemente. A palavra prosperará também me chama a atenção nesta reflexão, significa que o mal começa a agir, a artimanha é pensada, a armadilha é preparada, mas não tem sucesso, não alcança seu objetivo. Precisamos tomar cuidado para não sermos vencidos pelo projeto mental do mal de alguns, pela intenção que muitos levam a certos grupos religiosos para nos fazer mal, e o mal fortalece-se na mentira, como cão violento latindo, mas amarrado. Coloquemo-nos na luz do Altíssimo e as trevas fugirão, o mal morrerá no ninho e poderá até se voltar contra quem o intentou. 

26/09/26

Coração e olhos

      “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.” Provérbios 23.26

      Se Deus estiver em dois lugares, acharemos o melhor da vida eterna. O versículo acima fala de dois lugares do ser humano, o coração e os olhos, se eles estiverem certos todo o resto estará. Quando nos olhamos, vemos que dentro de nós há duas consciências, uma racional, nossa mente, e outra emocional, nosso coração, ainda que localizemos nossa mente no cérebro, dentro de nossa cabeça, o centro emocional, que chamamos de coração, não é tão claro. Antigos diziam que o centro emocional do ser humano estava na barriga, nos intestinos ou nos rins, podemos pensar assim já que reagimos emocionalmente a algumas coisas sentindo, por exemplo, um frio na barriga. 
      Fisicamente podemos ter reações nessa região de nossos corpos quando estamos ansiosos, temerosos, mesmo apaixonados. Se sentimos na barriga, no coração ou na cabeça, não importa, importa é que temos dentro de nós um centro emocional, que pode ser mais importante que o racional, já que, por exemplo, ainda que saibamos algumas coisas, reagimos exteriormente no mundo, às pessoas e pelos nossos corpos, mandados pelo que sentimos. Sentir tem mais relevância que pensar, e muitas vezes sentimos ainda que nem racionalizemos antes, que entendamos, sentimos e agimos, simples assim. No versículo acima, Deus faz um pedido: dá-me, filho meu, o teu coração. 
      Deus não invade ou exige, mas pede, gentilmente e amorosamente nos chamando de filhos. Dar aquilo que de mais íntimo temos, que influenciará nossa vida, nossos relacionamentos, nossas escolhas, nossos amores, ódios, paixões e desesperanças, é algo que escolhemos. Ainda assim, será um processo no tempo que nos fará manter nossos corações em Deus, ungidos com o Santo Espírito, ouvindo a voz de Deus e obedecendo-a. Quando perseveramos nisso achamos a paz que fica e que é escudo contra todo o mal e toda a ilusão  do mundo. Nisso também somos fortalecidos pela palavra de Deus que nos fala diretamente, revelando mistérios, iluminando toda a treva interior. 
      Mas o versículo acima revela um segundo pedido de Deus: teus olhos observem os meus caminhos. Se o coração guarda o que somos dentro de nós, nossos olhos procuram fora de nós o que devemos ser. Quantos caminhos trilhamos nesta vida, em quantas coisas nossos olhos acham encanto, mas é quando procuramos os caminhos mais altos de Deus que a vida eterna trilhamos. Achar o caminho de Deus não é fácil, ainda que comecemos na religião, nos ensinos das igrejas, no estudo da Bíblia, cada um de nós precisa ir além disso tudo em algum momento para enxergar o estreito, reto e alto caminho do Senhor. Temos procurado, temos achado, temos seguido nesse caminho? 
      O mundo nos dá muitas opções, fáceis porque seguem os caminhos dos homens, porque nos fazem ganhar as aprovações dos homens, porque podem nos beneficiar social e financeiramente. Mas aquele que procurar com cuidado, com paciência, pagando o preço da humildade, da santidade e do amor, achará os caminhos de Deus. Cada um de nós tem um caminho específico, o caminho de Deus para um pode não ser o caminho para o outro. A busca é pessoal, o caminho individual, a iluminação silenciosa e solitária, mas valem a pena. No final do arco-íris há um pote de ouro, mas não se guie pelos olhos dos outros, cada um que abra seus olhos espirituais e faça sua busca. 
      Preciso fazer um complemento a esta reflexão. Eu poderia interpretar o versículo acima simplesmente assim: se a palavra de Deus que você lê na Bíblia e ouve na igreja estiver em teu coração, e se você estiver obedecendo essa palavra fará a vontade de Deus. Isso, contudo, parece óbvio, e na experiência que tenho tido com Deus é superficial, ou pelo menos, só leite para crianças. A chamada do “Como o ar que respiro” é para uma busca espiritual além da religião cristã, aliás, além de qualquer religião, não porque essas sejam erradas, mas porque são só o início da jornada. Tenhamos uma experiência profunda e direta com Deus, dentro de nós, no coração, e pelos olhos espirituais.

25/09/26

Siga o coração?

      “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jeremias 17.9
      “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” I Coríntios 3.16

      Em quem devemos confiar, no coração ou no Espírito de Deus? Nosso coração, que pode ser entendido como centro emocional, é parte física de nossos corpos, mas que parece ser onde sentimos mais intensamente emoções e reações de nossos sentidos físicos, esse coração é complexo. É causa ou efeito? Muitas vezes sentimos e agimos sem mesmo pensar, mas assim como o coração reage a nossa interação com o mundo material, também reage a interações espirituais, boas, más, conscientes ou não. Algo é certo, se amadurecermos, formos tementes a Deus e humildes, sentiremos a vontade de Deus e poderemos acatá-la. A “máxima disney” “siga teu coração”, contudo, pode ser ouvir a voz de Deus ainda que sejamos imaturos, Deus é gracioso e orienta todos os seres no melhor caminho. Todavia, sábio é o que sabe ouvir o Espírito de Deus, ainda que o coração diga outra coisa. 

24/09/26

Trabalho, bem em si mesmo

      “Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança, para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.” Hebreus 6.10-12

      Já usei aqui os termos “bem em si mesmo”, dizendo, por exemplo, que não devemos amar para sermos beneficiados, mas só o fato de amar já traz benefício. É assim com virtudes morais que definirão nossa espiritualidade eterna, contudo, se estamos neste mundo é porque ainda somos crianças que fazem coisas para receberem recompensas aqui. Tudo bem, não se frustre com isso, trabalhamos para receber salários e comprar coisas. Amadurecer, contudo, é entender que poder trabalhar já é bênção. Quantos querem emprego e não têm ou estão limitados para certas funções, como cadeirantes e deficientes mentais, ainda que muitos desses sejam mais produtivos que muitos que estão completos em suas habilidades. Estejamos satisfeitos por sermos úteis, mas mais por termos oportunidades de melhoramento espiritual. 

23/09/26

Não percamos tempo com culpa

      “Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.” Hebreus 6.1-2

      Quanto tempo perdemos com culpa, cobrança e vitimismo, por não querermos enfrentar a realidade maior: somos os únicos responsáveis pela nossa paz. Muitos cristãos dizem que apologia a um Deus que não condena, é desculpa para se viver os prazeres do corpo em paz, mas isso é impossível. Se há pecado, há dor, ainda que se ache satisfação inicial, pecado contra Deus faz sofrer. Não é pecado contra religião, mas contra o Santo Espírito de Deus, e todos estamos ligados ao pai dos espíritos. Se deixamos a ligação nos puxar para o Altíssimo temos paz, senão, sofremos. Sobem os que estão leves, perdoados, que a ninguém cobram nem se fazem de vítimas, mas que assumem pecados e trabalham para não mais cometê-los. 

22/09/26

Faça porque te traz paz

      “O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento. No coração dos que maquinam o mal há engano, mas os que aconselham a paz têm alegria. Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de problemas.” Provérbios 12.19-21

      O que nos move a fazer as coisas? É saber que algo nos dará aprovação de muitos, é status social e financeiro que nos deixará satisfeitos de imediato, livrando-nos de refletir mais sobre o assunto ou de convivermos com quem nos deixa desconfortáveis? Paz deveria ser o propósito mais alto para tudo, não qualquer paz, a que Deus aprova e que nosso íntimo sabe que é a melhor. O resto perde a prioridade, torna-se secundário, se vier, tudo bem, se não vier não fará diferença. Quem tem paz de nada mais precisa. Essa paz eterna, contudo, tem um preço, que pode ser justamente a falta de paz com injustos, mas a dor do justo dura pouco. Tenhamos cuidado quando nossos corpos físicos pararem de funcionar e nossos espíritos estiverem livres de espaço, tempo e matéria, é a paz que construímos no mundo que definirá nosso céu ou nosso inferno.

21/09/26

Igual, nem melhor, nem pior

      “Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, depois de ter ouvido e visto, prostrei-me diante dos pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Mas ele me disse: — Não faça isso! Sou um servo de Deus, assim como são você e os seus irmãos, os profetas, e como são os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus!” Apocalipse 22.8-9

      Se há um entendimento que aqueles que conhecem e praticam a verdadeira e mais alta espiritualidade possuem, é que somos todos iguais, ninguém tem mais direitos, nem menos, que os outros. Sim, existem diferenças, principalmente na prática de virtudes morais, portando no nível espiritual, mas à medida que subimos nesse nível nos achamos menores, mais humildes, portanto, com menos direitos de nos impormos aos outros ou de sermos servidos por eles de alguma forma, ao contrário, queremos mais é servir. Jesus viveu isso como homem, ensinou que elevação espiritual, que iluminação, não é ser justo para destruir inimigos, mas amoroso e santo para amá-los. “Sou servo de Deus, assim como você”, disse o anjo a João. 

20/09/26

Paciência para amar parentes

      “E de todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. Na vossa paciência possuí as vossas almas.” Lucas 21.17-19
 
      Cuidado, sem paciência não colhemos o melhor das pessoas, assim, ainda que alcancem no tempo de Deus a felicidade, podemos perder a chance de compartilhar dessa felicidade. Solidão é o fruto mais amargo do que não conseguiu amar, não conseguimos amar basicamente porque não temos paciência. Com paciência procuramos, selecionamos, começamos a conviver com pessoas, nos apaixonamos por elas. Mas é depois que paciência é mais necessária, para de fato conhecermos as pessoas, amá-las apesar do que têm e não gostamos tanto, para então seguirmos com elas por muito tempo. Falei de aliança de casamento, obviamente, não a temos com todos, mas amigos e parentes também precisam de paciência.
      Contudo, se de amigos podemos mudar, parentes mais próximos não podemos descartar, não naquilo que nos for possível. Deus tem propósito em colocar determinadas pessoas como nossos pais e irmãos, pessoas com características, qualidades, necessidades e defeitos específicos. Parentes são oportunidades de aperfeiçoamento, não podemos descarta-los, não os mais próximos, mas precisamos buscar em Deus amor paciente para ajudá-los. Tenhamos cuidado, se não tivermos paciência poderemos desistir de quem pode nos ajudar no final de nossas vidas, quando podem só estar perto de nós aqueles com o nosso sangue, caso não tenhamos tido paciência para fazer e manter alianças mais próximas de amor verdadeiro.

19/09/26

Simples, mas demorado

      “Que os homens, que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó! porquanto não perseveraram em seguir-me; exceto Calebe, filho de Jefoné o quenezeu, e Josué, filho de Num, porquanto perseveraram em seguir ao Senhor. 
      Assim se acendeu a ira do Senhor contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos até que se consumiu toda aquela geração, que fizera mal aos olhos do Senhor.” 
Números 32.11-13

      Entender que a prioridade da existência é moral, assim, espiritual, e não material, pode até ser fácil, simples, mas não é rapidamente que conseguimos praticar e manter a prática desse entendimento. Não se culpe nem sofra por isso, achando-se sempre aquém daquilo que sabe que é o melhor para você, aprouve a Deus nos fazer aprender e viver as verdades na matéria, no espaço e no tempo, assim, em limites. Após o entendimento inicial, até experimentamos uma fase até que longa de prática do entendimento, como acontece com tudo que é bom, novo e nos traz paixão. Mas nosso corpo físico, as cobranças da vida no mundo e o tempo parecem sempre nos puxarem para baixo e para trás. 
      É na insistência que pouco a pouco fazemos da iluminação um estilo de vida, mudando velhos hábitos e nos libertando de vícios, para de fato sermos espirituais. O tempo se vence com o tempo, sabendo que a cada dia perdemos o que conquistamos no dia anterior e temos novamente que conquistar. Mas console-se, na eternidade aquilo de bom que você foi por mais tempo e por mais tempo que o tempo que não foi bom, será anexado ao teu homem interior, dando-lhe galardão eterno. Importa hoje nos levantarmos sempre, olhar para frente e seguirmos trabalhando, não pelo corpo, esse está sempre morrendo, mas pelo espírito, que pode viver eternamente, se é que de fato somos mais bons que maus. 

18/09/26

Embaixo ou em cima?

      “Por isso, você está cercado de laços, e repentino pavor toma conta de você. Está submerso por trevas, que impedem você de enxergar, e pelas águas transbordantes que o cobrem. Não está Deus nas alturas do céu? Olhe para as estrelas mais altas! Que altura!” 
      “Portanto, reconcilie-se com Deus, viva em paz com ele e assim lhe sobrevirá o bem. Aceite a instrução que vem da boca de Deus e guarde as palavras dele em seu coração.” 
Jó 22.10-12, 21-22

      Somos confrontados em todo o tempo com uma escolha: ficar nas regiões espirituais elevadas ou nas inferiores. Essa escolha não pode ser feita uma vez e ser válida até o fim, encarnados não estamos fixos numa posição espiritual sem trabalho. Cansaço e tédio do corpo, apetites físicos, nossas fraquezas morais, pessoas carnais e espíritos malignos, nos puxam para baixo. O Espírito Santo no chama para cima, para nos deixarmos ser atraídos pelo amor de Deus. Se embaixo só há morte espiritual, há ainda um agravante, à medida que envelhecemos a região inferior perde a paixão e a ilusão, assim estar embaixo é estar vazio. A escolha melhor exige esforço mental, emocional e físico. Trabalhemos para estarmos no Altíssimo.

17/09/26

De quê não fugir

      “Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; 
      não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” 
II Coríntios 4.16-18

      Fuja de quem te propõe negócios ou serviços que lucram lesando os outros, deixando de pagar impostos, usando propaganda enganosa. Fuja do homem ou da mulher que seduz num primeiro contato ou toque, que só tem atributos físicos e externos para oferecer, mas que depois aprisiona em ciúmes e violências. Fuja dos que levantam bandeiras ideológicas para prevalecerem sobre os outros, não por terem agendas legítimas, mas só por serem inseguros, carentes, vaidosos, que só sentem-se importantes através de submissão alheia a si. Não fuja do que você já orou e entendeu que é prova de Deus para você, daquilo, que ainda que te peça resignação, humildade, consagração, te fará um ser humano melhor para a eternidade.

16/09/26

Não se apegue ao que nunca foi teu

      “Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos. 
      Porque somos estrangeiros diante de ti, e peregrinos como todos os nossos pais; como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança. Senhor, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua.” 
I Crônicas 29.13-16

      Não se apegue a certas pessoas e a certos acontecimentos do passado, achando que se não mantê-los vivos em tua mente você não terá o que te faça sentir-se amado e valorizado. Entrega tua vida nas mãos de Deus, acerte-se com ele e olhe para frente. Siga trabalhando em teu aperfeiçoamento moral, tendo o reino de Deus na eternidade como prioridade. Faça alianças em amor e santidade com as pessoas e Deus te dará uma reputação para se orgulhar, pessoas e acontecimentos que poderá levar dentro de você como felicidade e justiça. Enquanto vivos neste mundo, ainda que idosos, há possibilidade de sermos melhores, de termos o que realmente precisamos e que nos deixa satisfeitos por inteiro. Não desista! 

15/09/26

Humildade, estilo de vida

      “Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhorie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.” Salmos 19.12-13

      Ser quebrantado dói, e Deus pode usar uma variedade grande de coisas, situações, pessoas, para nos quebrantar. Contudo, só precisamos ser quebrados quando estamos exaltados, e se não aprendermos a andar humildes, seremos quebrados sempre. Ser quebrado não é necessariamente sofrer uma humilhação pública, não para os que temem a Deus e andam perto dele, o quebrantamento pode ser vivenciado em silêncio, sem ninguém saber. O que anda com Deus não precisa, não mais, ser envergonhado diante dos homens, mas ainda assim precisa ser quebrantado, no orgulho, na vaidade, para seguir humilde. Humildade é proteção contra todo o mal, externo e interno, é estilo de vida sempre vencedor porque nada tem a perder.

14/09/26

Discrepante existência humana

      “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Romanos 8.18

      Existir neste mundo é viver uma discrepância, adquirir valores eternos enquanto se administra valores fúteis. Futilidades parecem relevantes porque delas dependem nossa sobrevivência material, mas é ilusão. Quando se chega ao final da vida física se percebe como tudo foi rápido e quanta coisa a nada levou. Valeu a pena o afeto verdadeiro de algumas pessoas, um bom casamento, filhos criados com o nosso melhor, nossa amizade com Deus tornar-se mais íntima, as virtudes que finalmente escolhemos perseverar em praticar. No final tudo perde a graça, mas é então que somos mais livres para cultivar espiritualidade. Os sábios entenderão isso, não cairão em depressão ou no ceticismo, mas se aproximarão mais do Altíssimo.