28/09/26

Respeitemos o tempo

      “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” Salmos 1.1-3

      Tristes os que julgam os seres humanos pelo tempo do mundo, que acham que a vida deve ser filme romântico, onde até se enfrenta revezes, mas num final próximo acha-se felicidade, prosperidade e honra. O tempo não é igual para todos, simplesmente porque para Deus não há tempo. Não importa aos propósitos divinos se a pessoa acha o caminho espiritual mais alto na juventude e já consegue trilhá-lo, ou se leva uma vida para achar e trilhar esse caminho. Na eternidade, trinta ou setenta anos, não farão diferença, importa o que se conquistou e se guardou no fundo do coração. Muitos parecem corretos, mas desprezam os fracos e invejam os fortes, escondem corações soberbos e rancorosos. 
      Se chegarmos na presença de Deus para avaliação com o bem no mais profundo de nossos seres, ainda que tenhamos vivenciado uma vida caindo e se erguendo, tendo só no final por mais tempo estado de pé que caído, isso definirá nossa identidade espiritual, mostrará que passamos por uma prova, e ainda que repetidas vezes, fomos, enfim, aprovados. Quem entende o propósito divino com espaço e matéria no tempo, entende a si mesmo e o objetivo da existência neste mundo, assim, entende os outros com paciente amor. Quem não entende, torna-se juiz, condenando os fracos e se achando forte, reservando mágoa dentro de si, sozinho, na companhia de falsos e riquezas, que não o ajudarão na avaliação divina na vida além.

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