“Então disse Moisés ao Senhor: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.
Ele, porém, disse: Ah, meu Senhor! Envia pela mão daquele a quem tu hás de enviar. Então se acendeu a ira do Senhor contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? Eu sei que ele falará muito bem; e eis que ele também sai ao teu encontro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração. E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a tua boca, e com a dele, ensinando-vos o que haveis de fazer. E ele falará por ti ao povo; e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.”
Êxodo 4.10-16
Quanta diferença há no Moisés da passagem acima em relação ao Moisés descrito antes, aquele que fez justiça com as próprias mãos. Será que Moises antes tinha dificuldade para falar? Penso que sim, mas não tinha consciência, o imaturo sai fazendo achando que pode, só o tempo para torná-lo conhecedor de si. Contudo, o ser humano tende a acomodar-se em extremos, antes Moisés queria fazer rápido e do seu jeito, agora tinha medo, sentia-se incapaz para a tarefa. Deus respondeu: quem faz a boca do homem não sou eu? te ensinarei o que hás de falar. Ainda assim Moisés acovardou-se, Deus, “irado”, indicou Arão como auxiliar. Anos sendo humilhados para entendermos nossa missão, ensinam, mas nos traumatizam, importa pormos nós e Deus nos lugares certos.