“E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.” I Coríntios 13.2
Alguns são morais e não são espirituais, outros são espirituais e não são morais. Moral é praticar virtudes, principalmente amor, santidade, humildade, que têm como consequência paz e justiça. Espiritual é se relacionar com o plano espiritual, onde não há só Deus, pai, filho e Espírito, e anjos de luz, há também demônios e outros “espíritos”. No cristianismo usamos o termo espiritual como sinônimo do moral, mas são coisas distintas, e às vezes independentes. Certos bruxos e ocultistas (sem generalizar ou fazer juízo de valor) podem ter habilidades espiritualísticas e não serem morais, já muitos cristãos são morais e não são espiritualizados. No cristianismo tradicional opõe-se a espiritual o chamado carnal, conceitos de moralidade, não de experiência mais íntima com a espiritualidade.
Verdade é que só conectados ao Deus Altíssimo podemos ser altamente morais e elevadamente espirituais, só com as duas coisas provamos a melhor vontade de Deus com maturidade. O capítulo treze da primeira carta de Paulo aos coríntios exorta sobre a necessidade de sermos morais, citando a principal virtude, o amor, ainda que tenhamos toda a intimidade com o plano espiritual através dos dons do Espírito Santo. Moral está mais ligada a obras, algo mais objetivo, espiritual é relacionado com fé, algo subjetivo. Obras podemos fazer, mesmo sem termos relação com o plano espiritual, mas sem fé não temos acesso a conhecimentos espirituais, por isso muitos católicos e protestantes preferem obras que fé, moral que espiritual, o visível que o invisível, e aqui também digo sem fazer juízo de valor.
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