“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” Romanos 8.31-33
O que é maior dentro de nós: nosso pecado, o homem ou Deus? Se é nosso pecado, nos sentiremos culpados sempre, perdoados ou não, a vontade de Deus será desprezada e seres humanos acusadores se tornarão nossos senhores. Se é o homem, ainda que andemos certo com Deus, seremos desestabilizados sob crítica alheia, pela maldade do outro, tendo ou não tendo essa maldade legalidade pelo nosso erro, estando esse erro resolvido ou não. Mas se for Deus, nosso pecado nunca será tão grande, condenação alheia nunca terá tanto valor, mas o que Deus faz por nós e pensa de nós será maior e suficiente para que tenhamos paz e sigamos com fé e esperança. Glorifique Deus dentro de você e o resto não terá assim tanta importância, seja o que for. Deus é mais! Preciso acrescentar duas reflexões a este texto.
A primeira é sobre emocional e racional. Podemos resolver certas coisas racionalmente, e em se tratando de cristianismo dizermos a nós mesmos que cremos em Deus, recebemos o seu perdão e temos direito às dádivas, principalmente materiais, de Deus. Todavia, ainda assim, emocionalmente não experimentarmos paz nem proteção contra acusações, sejam internas ou externas. Pensar e sentir o que se pensa, com coerência, principalmente quando se trata de paz, amor e bem, é algo que se conquista com fé e trabalho moral, trabalho esse que toma posse e segue praticando o que é certo. Fé protege, mas bom e insistente trabalho protege mais e por mais tempo. Mas tenhamos cuidado para não nos desviarmos do bem de tal maneira, que nos sintamos em paz com o erro, criando estratégias racionais que nos fazem funcionar ainda que tudo o mais nos acuse.
A segunda reflexão é sobre interior e exterior. Penso que Deus queira nos conduzir a equilíbrio sempre, assim termos uma existência interior coerente tanto quanto possível com a exterior. Isso significa termos paz com Deus e com os homens, repetindo, com os homens tanto quanto possível e quando isso não afetar nossa paz com Deus. Contudo, sermos por fora o que somos por dentro, nos pensamentos e nos sentimos, mesmo que não seja no ideal de Deus, demonstra verdade e boa sinceridade. Isso pode ser mais útil a Deus e ao universo, para nos conduzir ao ideal, que incoerência, hipocrisia e falso moralismo, enfim, mentira. Verdade é luz e Deus só trabalha para construir na luz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário