06/06/26

Tristezas e luzes

      “Com o benigno, te mostras benigno; com o homem íntegro te mostras perfeito. Com o puro te mostras puro; mas com o perverso te mostras rígido. E o povo aflito livras; mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás. Porque tu, Senhor, és a minha lâmpada; e o Senhor ilumina as minhas trevas.II Samuel 22.26-29

      Muitas pessoas veem luzes à frente, assim acham objetivo para direcionarem seus caminhos, sentido para viverem, motivo que as fazem sentirem-se especiais. Todos queremos ser especiais. Essas luzes não precisam ser algo megalomaníaco, mesmo visto e elogiado pelas outras pessoas, mas ser forte o suficiente para incentivar-nos a viver. Luzes podem ser metas profissionais, afetivas, religiosas, que podem ser usadas de forma sadia, equilibrada, mas que também podem ser obsessões para compensar inseguranças, carências, doenças emocionais. Algumas pessoas veem luzes ruins e de forma obstinada as perseguem até o fim da vida, ainda que por muitas vezes o universo tenha lhes dito que eram luzes equivocadas. 
      Mas há outro tipo de pessoa, que não vê luzes, assim, sente-se inútil, menor, vazias, triste. Isso não significa que pessoas assim não lutarão para darem sentido às suas vidas, farão isso, afinal, o que os outros veem e pensam pode importar para nós mais que a verdade. Com o tempo, os que não veem luzes, cansam-se, é então que tristeza se instala, sem metas não haverá incentivo. O que nos leva à tristeza: a falta, o limite, a fraqueza? Estamos tristes conosco, com as pessoas, com Deus? Podemos ser tristes por nós e pelos outros, mesmo providos totalmente, física, emocional e espiritualmente por Deus, mas se andamos com Deus, não podemos estar tristes com ele. Deus é perfeito, sabe exatamente como clarear nossas trevas.
      Vemos luzes? Já as vimos, mas se apagaram? Nunca as vimos? Fingimos vê-las? Que luzes são, azul neon de ilusões e fantasias, de mentiras e vaidades, ou branco puro e muito claro de Deus? O que nos torna residência fixa e funda da tristeza é não vermos luzes, mas mais que isso, não vermos a iluminação do Altíssimo. Ainda que a tristeza venha e seja forte, que nos enfraqueça e nos adoeça, podemos parar, descansar, crer e ver a luz do Senhor, ela nunca se apaga, ainda que nos pareça pequena. A luz de Deus não precisa ser grande ou reconhecida pelas pessoas, basta ser verdadeira. O tempo nos revela a luz genuína, se formos humildes aprenderemos com ele e seguiremos com sentido, motivo e objetivo.

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