22/06/13

Seja família

“Bem-aventurado todo aquele que teme o Senhor e anda em seus caminhos! Pois comerás do trabalho das tuas mãos; serás feliz, e tudo te irá bem.
Em tua casa, tua mulher será como a videira frutífera, e teus filhos, como brotos de oliveira ao redor da tua mesa. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
O Senhor te abençoe de Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida e vejas os filhos de teus filhos. A paz esteja sobre Israel!” (Salmo 128)

Muitos erram pela pressa, ansiosos tomam decisões erradas que surtirão maus efeitos pelo resto da vida, isso acontece principalmente na área matrimonial. Para esses o conselho é esperem, o momento certo e a pessoa certa EM Deus. Contudo, outros, covardes, veem o tempo passar sem coragem para tomar uma decisão, esses sim podem perder a melhor oportunidade de suas vidas, oportunidade que pode não ocorrer mais.
A lição que tenho aprendido, é que família é a coisa mais importante que provamos nesta vida, não uma que somos obrigados a entender, mas aquela que construímos com as próprias mãos e que escolhemos amar: esposa e filhos. Mas é preciso coragem pra isso, é preciso deixar o orgulho e dividir, não somente corpo e casa, mas sonhos, prioridades, a alma.
É sobre esse fundamento que se chega às conclusões verdadeiras sobre a existência, a espiritualidade, o autoconhecimento. Sem essa experiência sempre seremos teóricos, frios porque nunca nos compartilhamos, e solitários porque nunca amamos. Do que vale ciência, arte e filosofia, se não amamos?
Obviamente muitos dirão que estão sós por opção, que são felizes assim, isso pode acontecer, afinal de contas, só Deus para saber das peculiaridades e complexidades de cada ser humano. Eu, particularmente, acho que quem fica só é porque quer, mesmo que esse desejo não seja assumido ou consciente, sou da opinião que viver junto é a melhor escola da vida, então, aventure-se, viva junto, viva em família, mas sempre com Deus a frente.
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21/06/13

Doenças mentais: reconheça-as

Uma grande dificuldade que ocorre com quem tem uma doença mental, transtornos psiquiátricos, etc, é que ele mesmo não sabe que está doente, portanto não procura um médico e consequentemente não tem sua enfermidade diagnosticada e trata. Isso é facilmente entendido pelo fato da enfermidade residir justamente na parte do ser humano responsável por interagir com o meio social, com a realidade, aquela que estabelece o critério de avaliação sobre o que é ou não é normalidade.
Junte-se a isso o desconhecimento das pessoas sobre enfermidades mentais. A maioria alia doença mental a uma loucura radical, que muitas vezes é tratada pelo cinema e pela mídia como digna de isolamento social extremo, o que realmente era verdade há algumas décadas. Então, mesmo que se note alguma coisa, ninguém quer admitir tal mal em si ou em alguém próximo. Por isso, muitos preferem identificar algum problema mental simplesmente como estresse ou depressão, que é mais “light”, está na moda, e pode ser simples consequência de quem está trabalhando muito, portanto é mais uma medalha de honra do que uma doença (veja reflexão “Depressão: causa ou consequência?”).

(Entenda que eu não estou me referindo aqui a doenças mentais identificadas no nascimento (ou adquiridas a partir de alguma outra enfermidade ou acidente) que realmente impedem a pessoa de um convívio social normal, como síndrome de down, autismo, etc, e repedindo, eu não sou profissional da área, apenas compartilho conhecimentos baseados em experiências pessoais sobre o assunto, caso identifique alguém com alguma dos problemas citados, procure um médico da área.)

 A orientação mais adequada é para os que se julgam “normais”, que gozam de um estado equilibrado de saúde, esses sim tem o dever de identificar a doença, portanto precisam estar atentos aos próximos com amor e sem preconceito. São esses que devem tomar a iniciativa de buscar tratamento, já que os doentes não podem fazê-lo prontamente, e o conselho que dou é que busquem informação a respeito. Depressão, transtorno bipolar, TOC, esquizofrenia, síndrome do pânico, etc, os nomes são muitos, mas precisamos desestigmatizar esse assunto e ajudar quem precisa.
  Só para citar um exemplo de estigma, muitos aliam doença mental à violência, sim, isso pode acontecer, mas na maioria das vezes a enfermidade leva a pessoa a uma passividade, a um distanciamento da realidade, muito mais que a uma reação violenta a ela. Quem é violento o é, sem ou com enfermidade, obviamente que a enfermidade o deixa mais sensível. Estamos também conscientes de que existem psicopatias que realmente privam a pessoa de sensibilidade, de respeito à vida humana, levando-a a prática de violências terríveis numa absoluta frieza.
 O mais sensato é se informar a respeito, segue um link com uma matéria bem interessante sobre doenças mentais, “Conheça as doenças mentais mais comuns e saiba onde procurar ajuda”, mas fique à vontade para buscar mais informações, lembrando sempre que a consulta de um profissional da área, médico psiquiatra, é o caminho mais correto para saber sobre o assunto.
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20/06/13

Cuidado com os olhos

“Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar com desejo para uma mulher já cometeu adultério com ela no coração.” (Mateus 5.28).

Antes de tornar-se fato consumado de traição, numa relação declaradamente afetiva e física com alguém que não seja a pessoa com quem já se tenha assumido um compromisso, o adultério ocorre em coisas mais sutis e subjetivas.
O olhar é o primeiro a trair, um olhar que diz mais que as palavras, essas, as segundas a trair, e não fazem isso nem pelo que dizem, mas pela maneira como elas são ditas.
Aja com cuidado, mantenha seus sentimentos mais apaixonados pela pessoa que você assumiu um compromisso, não permita que eles vazem pelos olhos e pelas palavras, para outra pessoa.
Feliz demais é aquele que se apaixona e aprende a amar uma pessoa e pode ficar com ela para sempre, então não brinque com seus sentimentos ou com os dos outros.
Um olhar traiçoeiro pode ser o estopim de uma traição que trará consequências amargas, na maioria das vezes, sem volta, que machucará muita gente e te fará perder um tempo precioso em tua vida.
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19/06/13

Depressão: causa ou consequência?

Já se tornou lugar comum dizer que depressão é o mal do século, mas ela sempre existiu, quer no século XXI, no XX, no XIX, ou antes. Em tempos passados o mal que ela causava e os males que a causavam, podiam afastar realmente a pessoa de um convívio social normal. Contudo, alguns entendem errado esse mal, ele não é uma causa em si, não em grande parte das vezes, mas consequência, consequência que pode ter causas diferentes.
A depressão é a rendição máxima que faz com que desistamos de tudo, de trabalhar, de conviver com as pessoas, mesmo de se alimentar, de se levantar da cama e de manter as mínimas condições de higiene. Os sem-teto que vemos nas ruas, são pessoas que chegaram a esse estado, eles não têm forças nem para terminar com a vida física. Mas existem casos bem extremos, de pessoas que parecem viver num eterno estado depressivo, ou que resolvem sair da depressão dando fim a própria vida. Obviamente, sofrem com mais facilidade desse mal, pessoas com alguma tendência pra ele, ou que nasceram com uma disposição, ou que adquiriram ainda na infância tal disposição, contudo, entra-se em depressão por vários motivos.
Um dos motivos é o estresse, esse sim é um mal da vida moderna. Cansa-se muito e rapidamente, não o corpo, mas a mente, pela velocidade que a resposta é exigida no mundo atual, velocidade ditada pelos meios de comunicação, pela mídia, pela internet, etc. A alta competitividade também é causa de depressão, principalmente nos jovens, acuados para fazer um bom curso superior, se encaixar no mercado de trabalho, obter prosperidade, ter independência, adquirir bens, casar-se, etc.
Traumas, sejam acidentes ou violências, também levam as pessoas a um estado depressivo, já que marca o homem com uma dor que tem dificuldade para ir embora. Traumas tiram o sono, o prazer, a vontade de seguir em frente com a vida, e aprisiona a pessoa a um medo desproporcional de viver.
Contudo, doenças psicológicas, transtornos, psicoses, etc, essas, sim, parecem estar em moda nos tempos atuais, mesmo que antes já existissem, só que não diagnosticadas ou tratadas de uma forma genérica e radical. Essas enfermidades fragilizam as pessoas e as deixam mais propensas a entrar num estado depressivo.

Um engano que muitos cometem, principalmente porque doenças psiquiátricas são estigmatizadas, por falta de informação ou por medo (já que ninguém gosta de ser chamado de louco ou de ter um próximo taxado assim), é achar que toda enfermidade mental é depressão.
Pessoas com enfermidades psiquiátricas, como transtorno bipolar, etc, são mais propensas à depressão porque elas se desgastam mais, convivendo com sua doença. Um bipolar, além de todas as obrigações que a sobrevivência na sociedade exige, trabalho, estudo, relacionamento social, ele ainda tem que conviver com sua “insanidade”, isso cansa e muito e pode levar ao estresse que se não for cuidado conduz a um estado sério de depressão.
Veja que estresse por cansaço, praticamente todos nós, em algum momento da vida, temos, mas não numa proporção que leve a uma depressão real. Muitos, mesmo, dizem que estão em depressão para se fragilizar e arrumar desculpas para desistir, mesmo que não estejam realmente em depressão. É claro que fica difícil saber quem veio antes, o ovo, ou a galinha, mesmo que seja a princípio uma mentira, a insistência pode levar a uma depressão real.
Se a depressão for causada por doença mental, a doença precisa ser tratada, para que a depressão não volte. Muitos preferimos ser diagnosticados como depressivos já que isso, de uma forma doentia, parece ter algum mérito, podemos achar que chegamos a esse estão porque nos esforçamos muito, trabalhamos demais, e muitos só se dão valor quando são valorizados pelas outras pessoas por serem produtivos e vencedores. Contudo, os doentes mentais, mesmo que produzam pouco socialmente, gastarão muita energia para manterem-se sãos, e isso pode levar à depressão.
Não jogue a culpa de tudo sobre a depressão, não a possua sem realmente a ter, não a use como desculpa para não ser socialmente acessível ou para não estar produtivo. Também não a use, quando ela for real em sua vida, para disfarçar enfermidades psiquiátricas mais sérias, que podem ser as verdadeiras causas de sua depressão. Ame-se, trate-se, aceite-se e seja feliz.   

Amigos, eu não sou profissional da área médica, muito menos psicólogo ou psiquiatra, só estou compartilhando conhecimentos baseados numa experiência pessoal e próxima dos problemas citados. Se você acha que tem algum problema nessa área ou conhece alguém que tem, procure um profissional da área médica. Não tenha medo de estigmas e de preconceitos, problemas mentais podem ser tratados atualmente de maneira satisfatória e sem grandes traumas.
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18/06/13

Siga com responsabilidade

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado; mas faço o seguinte: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, pelo prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3.13-14).

Viver do passado, principalmente de um mal passado, sentindo-se eternamente culpado por algo de errado que se fez, é inútil. Não podemos mudar o passado e temos a obrigação de seguir em frente, portanto devemos nos perdoar e caminhar.
Contudo, não aprender com os erros passados, não refletir sobre eles, com profundidade e seriedade proporcionais ao tamanho deles, é irresponsabilidade. Para que os mesmos erros não sejam cometidos novamente é preciso avaliá-los.
Que o passado não seja pedra que nos amarre ao fundo do poço, mas degraus que nos conduzam para fora dele.
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17/06/13

Tire os óculos

“Desvenda-me os olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei.” (Salmos 119.18).

A vida parece chata, de uma cor só? São as lentes que você está usando, a vida não é para ser uma mesmice sem graça, mas multicolorida, repleta de opções, para ver isso, todavia, é preciso tirar os óculos com lentes de uma cor só.
Que óculos são esses? Os da resignação ou da racionalidade incrédulas, que insistem em ver a coisas sem fé, sem Deus, somente pela ótica humana, materialista e derrotista.
Os olhos do espírito ungidos pelo Santo Espírito podem ver longe, além da dor, além dos traumas, além do passado, além de erros grandes e dos tropeços, e além de qualquer maldição demoníaca mentirosa que insiste em dizer que não há mais jeito para as nossas vidas.
Há jeito sim, em Deus sempre há, mas quem tem que tirar os óculos com a lente de uma cor só somos nós, faça isso, enxergue a vida com os olhos de Deus e seja feliz.
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16/06/13

Perdoe

”Quem perdoa a transgressão busca a amizade, mas quem traz o assunto de volta afasta os amigos íntimos.” (Provérbios 17.9).

Quando você acusa alguém que não pecou ou que pediu perdão a Deus pelo pecado que cometeu, você está acusando não a pessoa, mas aquele que advogou a causa dela e lhe permitiu perdão, isso é, Jesus.
Cuidado, nunca sabemos se alguém já se concertou com Deus, e mesmo que não o tenha feito, não somos juízes de ninguém, apenas réus companheiros experimentando a perdão do advogado de todos, Jesus.
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15/06/13

Mentiras satânicas

”Dou testemunho a todo que ouvir as palavras da profecia deste livro, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro” (Apocalipse 22.18).
O verdadeiro satanismo tem origem, razão de ser e objetivos de subversão, em cima do cristianismo genuíno. O mais perigoso dos satanismos é aquele, não que nega o cristianismo, mas que o aprova, concorda com ele, contudo, oferecendo uma leitura que vai além, a decifração de mistérios, criados e revelados por ele, obviamente.
Revelações de mistérios antigos, possíveis apenas a um grupo seleto, dentro de uma ordem secreta, eis aí uma forte sedução para eruditos arrogantes e viciados em conhecimentos, que se sentem acusados pelo cristianismo verdadeiro.
A maior mentira não é a que nega a verdade, mas aquela que acrescenta a ela outras "verdades". Contudo, quanto mais sofisticado for o conhecimento, quanto mais sutis forem as diferenças e quanto mais abrangente for a abordagem, mais maléfica é a origem, mais cínica é a intenção e mais perdição traz ao homem.
Só o homem simples conhece a Deus, pois renuncia à vaidade de querer e poder saber tudo, e anda com Deus num caminho estreito, mas de paz sem igual. Essa paz nenhum “hierofante” tem através da ordem secreta que for, iniciações que na verdade só amarram o homem ao grande inimigo de nossas almas. A grande sabedoria, a sabedoria oculta, Deus revela aos simples através de Jesus, esse é todo o mistério.
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14/06/13

O jejum que Deus quer

"Sacrifício aceitável para Deus é o espírito quebrantado; ó Deus, tu não desprezarás o coração quebrantado e arrependido.” (Salmos 51.17).

Tolo o cristão que alia à abstinência de comida e bebida, de descanso do corpo e dos prazeres materiais, à santidade e intimidade de Deus. Os espiritualistas, ocultistas e idólatras também fazem isso, e com muita convicção e contrição, não sendo isso o que lhes entrega legitimidade e facilidade para se aproximar de Deus. O jejum que agrada a Deus é o de um coração humilde, que pratica a justiça e refreia seus instintos carnais para que o Espírito de Deus apareça em sua vida.
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13/06/13

Elogie sim!

"Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra." (Romanos 13.7).

Com a desculpa de que o elogio infla o ego, deixamos de incentivar as pessoas, já foi provado, pela área da psicologia, que grande parte dos problemas dos homens, suas carências e inseguranças, vem de uma infância sem incentivos, sem elogios, só de nãos e de silêncios de severidade. 
        Algumas pessoas dizem que quem elogia está sendo usado pelo diabo, isso até pode acontecer, mas a possibilidade é menor, já que se as pessoas querem prejudicar de alguma forma aquelas que desempenham um bom trabalho, seja por inveja ou por outro motivo, elas não vão elogiar. 
        Pensar assim é princípio do reverso, quando se acha melhor privar a pessoa de tudo, do que ensiná-la a conviver com algo. Na verdade, muitos que adotam o princípio de não elogiar são pessoas frias, que nunca foram elogiadas e que não sabem, elas sim, conviver com o elogio.
Elogie sim, mesmo o pregador ou o levita. Isso alegra, motiva, e tenha certeza, o ego não produzirá novamente um trabalho digno de elogio, não na Igreja, se deixar-se levar pela vaidade. Se a pessoa se equivocar com o elogio, aprenderá a valorizá-lo, e não mais que aquilo que Deus quer e pensa dela.

Elogie sempre!!

12/06/13

Vítima ou agressor?

Sei que o cristão enfrenta pessoas que se colocam como suas inimigas, isso é uma realidade, mas se trata principalmente de inimigos que não são cristãos e que perseguem os cristãos por causa de Cristo. Veja bem, por causa de Cristo, todavia não são todos os conflitos que ocorrem na vida do cristão que são motivados por isso, acreditar nisso, então, pode ser uma psicose, ou no mínimo uma irresponsabilidade.  
O ponto desta reflexão é o seguinte: preocupa-me a maneira como as pessoas usam a palavra que prega que Deus vai lutar pelos cristãos e destruir aqueles que se colocam contra ele, que diz que o cristão é uma vítima de perseguições e Deus é seu defensor. Meu temor está no fato de muitos usarem essa palavra como desculpa para continuar como vítimas, e não assumir a responsabilidade por seus erros, pela sua atitude, não de vítima, mas de agressor.
Equilíbrio está na consciência de que todos nós, de alguma maneira, somos vítimas, mas também somos agressores. Só nesse equilíbrio é que existe humildade, para pedir perdão, e amor, para perdoar. Essas iniciativas devem ser executadas pelo cristão, e não ser tomadas como responsabilidade de um Deus vingador.
Não menosprezemos a humildade e o amor, podem ser armas poderosas, se usadas, não para destruir, mas para construir uma relação de amizade e fraternidade entre os homens. Em muitas questões que cristãos imaturos estão pedindo a vingança de Deus, essa vingança não ocorrerá, pois a vontade de Deus é que humildade e amor sejam experimentados.
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11/06/13

Deixa a ira

"Deixa a ira e abandona o furor, não te aborreças, pois isso só lhe trará o mal." (Salmo 37.8)

Ira é espada do coração ferido, amor, escudo do coração curado, o que se apressa para a vingança, acaba tropeçando e caindo sobre a própria espada, mas aquele que espera, com a espada abaixada e com o escudo levantado, enfraquece a ira, fortalece o coração e segue em paz.

10/06/13

Sabedoria: saindo e voltando

"A sabedoria grita nas ruas e levanta sua voz nas praças." (Provérbios 1.20).

Só se adquire sabedoria saindo, para fora da gaiola das ideologias dos outros, da zona de conforto da aprovação dos outros, da cama do conhecimento feita pelos outros, libertando-se da infantilidade de simplesmente considerar tudo questionável.

Achar tudo questionável é tão questionável quanto achar tudo inquestionável, achar tudo questionável é se enclausurar na gaiola do próprio egoísmo, os humildes entenderão com o tempo que algumas coisas são, sim, inquestionáveis.

Sair é conhecer coisas novas, decidir em cima do que se experimentou com a própria alma e assumir os riscos por isso, sem partida não existe conhecimento, já que o verdadeiro conhecimento é novidade, novidade só se acha escapando do conhecido e entrando no desconhecido.

Contudo, sair não é para todos, tantos são felizes dentro da gaiola, onde dia a dia são alimentados e protegidos, vendo o mundo por trás das grades, e mesmo que lhes abram a porta, eles continuarão lá, satisfeitos com o que têm, mas nesses, de pouco conhecimento, também há sabedoria.

Muitos estão na gaiola, não porque têm medo de sair, mas porque já saíram uma vez, e então, retornaram, para esses sabedoria é se contentar com o pouco e com a simplicidade da gaiola, esses já foram lá fora, viram o que havia e agora estão em paz, debaixo da proteção do criador de tudo, deles mesmos e da gaiola, que não é humana, mas espiritual.

"Quem é simples, volte-se para cá. E ela diz aos insensatos: Vinde, comei da minha refeição e bebei do vinho que tenho preparado." (Provérbios 9.4-5).
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09/06/13

Medidas extremas

Quando vejo as cracolândias na TV, espanto-me com o nível baixo que o ser humano pode chegar. Não, religião, filosofia ou esoterismos de butique, não podem mudar as vidas desses viciados em craque. Só Deus pode, aquele Deus emocional que os racionais tanto criticam. Alguém que foi fanático pelo mal só terá cura se fanático pelo bem, para esse não existe meio termo (e  no fanatismo que me refiro não cabe qualquer tipo de violência ou extremismo, mas apenas uma paixão real e pessoal por aquilo que se acredita e vive). Mas será que existe meio termo para algum de nós?

Na imagem ao lado, a pessoa vendendo água com a bandeira do Brasil sobre os caixotes, é algo muito significativo, representa o descaso, não só das autoridades, mas das pessoas em geral, com a essência da vida humana. Água não mata a fome de quem está morrendo com falta do pão da vida, Jesus é o pão da vida.
“E Jesus lhes declarou. Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.” (João 6.35).
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08/06/13

Tome uma posição

Criticar os que propõem soluções e que como seres humanos podem cometer erros nesse processo, muita gente gosta, principalmente aqueles que ficam em cima do muro, como semideuses, analisando tudo do alto de suas “pseudos” sabedorias, e que querendo isentar-se de erros acabando não acertando nunca, não tomando posição alguma e não ajudando ninguém.
Tenho percebido, contudo, que os que mais criticam as instituições, as religiões e os governos, são pessoas intimamente mal resolvidas, solitários que não tem a coragem sequer de viver um grande amor. Nada pode "horizontar" mais a alma humana, permitir a ela humildade, que aventurar-se num relacionamento a dois.
Bem, o maior relacionamento a dois que existe é o relacionamento com Deus, não com os “deuses” (e os covardes amam usar esse termo, num plural helênico) e não com o ecumenismo, isso seria uma espécie de poligamia. Mas se é necessário coragem para se viver com outra pessoa, muito mais coragem é necessário para se viver com Deus, conhecê-lo, respeitá-lo, abrir-se com ele e segui-lo.
Tome uma posição, pode ser que ela não seja a mais certa, pode ser que ela o leve a um beco sem saída, você só saberá disso se posicionar-se e seguir em frente. A verdade, porém, é que quando existe sinceridade e vontade de encontrar Deus, nenhuma tomada de posição é inútil, Deus conhece o sincero e a esse Ele se revela.
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07/06/13

Integridade ao orar

Começar a orar a Deus, num falar desenfreado, jogando para fora tudo o que se sente, é remédio, é cura, é preciso. Contudo, como seres racionais e mais complexos que somos, que possuem além da faculdade de sentir as coisas, de armazenar e analisar sentimentos, uma mente, que pensa, armazena e verifica informações, é preciso orar também de uma maneira racional.
Pense antes de começar a falar com Deus, em primeiro lugar porque ele conhece o que realmente está em seu coração, portanto se você falar uma coisa e sentir outra, ele saberá de sua incoerência e uma oração incoerente dificulta a resposta de Deus. Por quê? Porque Deus sabe que se existe incoerência haverá inabilidade nossa de receber e aplicar sua resposta.
Quando não se sabe o que se quer, não se dá valor ao que se tem e ao que se possa receber, tudo fica confuso. Esse é o segundo motivo de porque devemos pensar antes de orar, conhecimento interior e aquisição de capacidade de agir de forma eficaz.
Então pense, realmente, veja o que existe em seu coração, não fale uma coisa, sentindo outra, e não tenha medo de falar exatamente aquilo que está sentindo. Temos medo quando vemos que nosso sentimento não é tão puro assim, não agrada Deus, não é aquilo que Deus deseja que sintamos e não é aquilo que nós queremos sentir para agradar a Deus.
Mas não importa, diga o que sente, com temor a Deus, e mesmo que o sentimento seja muito forte, demonstre a intenção sincera de ver modificado seu coração, de forma a agradar a Deus, contudo, seja sincero. Na verdade a cura e a libertação que a oração pode dar começam aí, só de posse dessa verdade é que Deus pode e começa a agir.
Muitos de nós não temos nossas orações respondidas simplesmente porque não sabemos orar, porque na verdade nunca oramos, encenamos um personagem de alguém que gostaríamos de ser para agradar a Deus, mas que não somos, como se pudéssemos enganar a Deus sobre qualquer coisa.
Olhe para dentro de você, com calma, com razão, veja o que você é, o que você quer, mesmo que pareça errado, verbalize isso, depois então coloque as coisas diante da vontade de Deus, pedindo para que ele mude aquilo que tem que ser mudado. Todavia, deixe que Deus mostre o que precisa ser mudado, através da presença do Espírito Santo na oração, através dos textos bíblicos que você lê e estão em sua mente, e através das lições aprendidas nas pregações e estudos bíblicos.
Ao orar tenha calma, poucas palavras sinceras, valem muito mais que longos períodos de declarações emocionais, mas incoerentes, querendo esconder a verdade sobre nossos corações. Isso é ser íntegro, se mostrar por inteiro, ser o mesmo, na mente e no coração, sem falsidade, é a esse homem que Deus responde e faz o impossível.

“Quanto a mim, tu me sustentas na minha integridade e me colocas para sempre na tua presença.” (Salmos 41.12).
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06/06/13

O topo do mundo

“Diabo o levou ainda a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles; e disse-lhe: Eu te darei tudo isto, se, prostrado, me adorares. Então Jesus lhe ordenou: Vai-te, Satanás; pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto.” (Mateus 4.8-10).

Depois de jejuar por quarenta dias no deserto, Jesus foi tentado pelo Diabo, o inimigo tentou Jesus nas principais áreas da vida do ser humano. Primeiramente foi na necessidade física, aquilo que Jesus precisava de imediato naquele momento, a fome. Depois o inimigo sugeriu uma saída sobrenatural, através não de uma solução material, mas de uma intervenção espiritual, os anjos.
Por último, após Jesus negar ajuda do mundo material e do mundo espiritual, que poderiam ter vindo de Deus, conforme o Diabo, esse ofereceu a sua ajuda direta, tentando aquilo que talvez seja a maior fraqueza humana, a vaidade, uma fraqueza a que o homem pode sucumbir no final de um processo, quando já venceu todas as outras fraquezas. Mas esta solução, toda a glória do mundo, teria o preço maior, a adoração do próprio Diabo por Jesus.
A todas as três tentações, Jesus respondeu com textos bíblicos, aniquilando completamente a intenção do Diabo. Jesus, no “topo do mundo”, foi tentado com aquilo que poderia ser sua maior fraqueza, assim acontece com todos nós, cada um de nós tem um topo do mundo, a realização de nosso maior sonho. O Diabo, de alguma maneira, talvez estudando nossas vidas, não o que temos no coração, pois isso só Deus sabe, mas vendo nossas ações e reações, consegue essa informação, e ele vai usá-la contra nós.
Qual é topo do mundo pra você? É um casamento? São bens materiais, dinheiro, casa, carro? É uma faculdade, uma profissão, uma posição? São valores intelectuais, viagens, cultura, conhecimento, arte? São valores espirituais, ter uma vida santa, ter um ministério?
Qualquer coisa pode ser usada pelo inimigo se o coração quiser as coisas, qualquer coisa, mesmo as aparentemente certas e espirituais, para os fins errados. Qual é o fim correto? Uma vida simples, humilde, vencedora, sim, mas sem extremismos, e acima de tudo uma vida que dê a Deus, e somente a Ele, a glória, a honra, o primeiro lugar. A glória pertence a Deus não só porque Ele é o criador e mantenedor de tudo, mas porque nosso coração humano não pode, não sabe e não precisa administrar essa glória, nós não devemos ter essa glória e muito menos o Diabo.
Qual é o topo do mundo pra você?
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05/06/13

"...e o rei estava nu"

A velha história se repete diante dos nossos olhos, roupas de intelectualidade, de religiosidade, mesmo as físicas, “científicas”, não cobrem, não protegem a alma humana, culpada pelo maior e principal pecado, caminhar longe de Deus.
Tantos se gabando, nem pelos bens materiais que possuem, pois os maiores arrogantes se acham no caminho da espiritualidade, se acham pensadores profundos e sérios da existência, se veem vestidos de lucidez, de inteligência e de coerência, estão nus. Se não acreditam no Deus dos textos bíblicos, se não tiveram uma experiência de novo nascimento através de Jesus, estão como o rei da historinha, nus e não sabem.
As roupas da filosofia e da erudição estão sempre se renovando, são sempre novas, estão sempre na moda. Quanto a mim prefiro a velha roupa do cristianismo, surrada, porém limpa, branca, lavada pelo sangue de Cristo. Ela é a única que pode me levar a viver a eternidade com Deus, uma eternidade de paz, de regozijo que a mente humana sequer imagina.

(Se não conhece, leia a fábula no link.)
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04/06/13

Aceitação pode ser a única solução

“E quem não toma a sua cruz, e não me segue, não é digno de mim. Quem achar a sua vida irá perdê-la, e quem perder a sua vida por causa de mim a achará.” (Mateus 10.38-39).
Insisto no ponto de que Deus trabalha mais em nosso caráter quando é preciso aceitar certas realidades como imutáveis do que quando é necessária fé para crer no impossível. Isso de forma alguma representa diminuir o poder de Deus, mas representa a diminuição de nosso próprio ego, atingindo a verdadeira humildade, insisto nesse ponto...
Parar de se confrontar e aceitar algumas situações que realmente não poderão ser mudadas, aceitar as coisas como são, nessa aceitação há desgaste das vaidades e assentamento do espírito na humildade. Nessa aceitação aproximamos nosso homem interior de Jesus, foi aceitando, e não lutando com uma força que ele até tinha para escolher outro destino, que Cristo se deu pelo homem, concedeu vida através de sua própria morte.
O homem atual, neste positivismo desenfreado, nesta prosperidade obrigatória, num sistema competitivo e que exige de todos o nível máximo de sucesso, não quer perder, não aceita sua própria humanidade. Achando-se semideus, ele coloca no lugar de Deus as coisas, as pessoas, a si mesmo, e nega-se o direito de ser frágil e dependente.
Os fortes não precisam de Deus, não querem Deus, os fracos colocam os pés no chão, pegam a mão do Pai e caminham ao seu lado, protegidos, acarinhados, como filhos amados.
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03/06/13

Culpa e ganância

"Nisto conheceremos que somos da verdade e tranquilizaremos nosso coração diante dele; pois, se o coração nos condena, Deus é maior que nosso coração; ele conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, pois guardamos seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista." (I João 3:19-22).

    Perdoe-me, mas farei nesta reflexão uma interpretação pessimista da vida, materialista, que existe em todos, mas bem mais nas vidas daqueles que não experimentam Deus.

    Percebo que a vida é dividida em fases, a primeira, por nossa inexperiência e imaturidade, a culpa é muito forte. É ela quem nos motiva a criar preconceitos por aquilo que os outros fazem de certo. Como não conseguimos (não queremos, não podemos ou nem precisamos) por em prática a visão de vida equilibrada dos outros e por isso nos sentimos incomodados, nós adotamos conceitos equivocados, achamos um jeito de usar uma ótica ruim da visão alheia para nos proteger, deixar-nos longe daquilo que faz com que nos sintamos de alguma maneira errados. Esse preconceito é notadamente forte com relação à vida espiritual, à religião, e principalmente ao cristianismo, já que esse prega sem medo, ser o único caminho para se alcançar perdão e vida com Deus.
Contudo, com o tempo, a culpa, que não desaparece totalmente, ameniza-se. Nosso coração se esfria e as coisas não fazem mais com que nos sintamos assim tão culpados. Com isso, uma consequência aparentemente positiva, surge, paramos de ser tão preconceituosos com as diferenças, infelizmente aquilo que nos deixa compreensivos com o bem dos outros também nos deixa condescendente com o nosso próprio mal.

Na segunda fase a vida passa a objetivar de forma mais direta os bens materiais, então é a vez da ganância para obter esses valores se tornar nossa prioridade: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." (Mateus 6:24).
Pelo dinheiro traímos colegas, sonegamos impostos, sacrificamos o tempo que deveríamos passar com Deus e com família, prejudicamos nossa saúde, seja física, emocional ou espiritual. Passamos a ser animais cujo único objetivo é acumular riquezas, já que tudo o mais fica sem graça, sem prazer. Os sonhos, não morrem, mas ficam distantes, perdemos a pureza, a vontade de mudar as coisas, aquela, que mesmo que sob o ponto de vista egocêntrico da juventude, existir.

Só Jesus para nos dar uma visão absoluta da vida, já que a visão não é nossa, mas de Deus. Só Jesus para fazer com que vejamos as diferenças com amor, com misericórdia, não concordando com tudo, mas esperando em Deus a mudança. Só em Jesus podemos discordar sem sermos preconceituoso, ser diferentes sem sermos insanos ou arrogantes.
Também, só Jesus para permanecer grande e maravilhoso em nossos corações, mesmo com o passar dos anos, mesmo que nossos sonhos pareçam mais distantes e pequenos, mesmo com a realidade da sobrevivência neste mundo ditando prioridades tão diferentes das emocionais e espirituais. Só Jesus mantêm nossos corações jovens e vivos, mesmo que nossos corpos envelheçam e se cansem.
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02/06/13

Sobre palavra revelada

A palavra chamada de revelada, termo usado bastante pelos pentecostais (e é claro que não é posse exclusiva dos pentecostais, todos a recebem, pentecostais, tradicionais, etc, mesmo que não a nomeiem assim), é assim chamada porque é revelada, porque o Espírito Santo concede uma interpretação e uma aplicação não esperada, não descoberta pela inteligência e sentimento humanos, não facilmente, mas pela sabedoria de Deus.
Como tal, como revelada, não pode ser inventada, é uma atitude de humildade e de dependência do Senhor que permite que o homem a conheça. A palavra revelada não pode ser buscada de maneira obsessiva pelo pregador, como se ele tivesse a obrigação de compartilhá-la sempre, mesmo porque ela não é necessária sempre.
O estudo diário e sério da Bíblia, da palavra de registrada de Deus, deve ser a regra para encontrar alimento para a alma, já que pode se buscar a palavra revelada não porque já se buscou de todas as formas e não se achou uma palavra de conforto, de esperança. Muitos querem a palavra revelada por preguiça, porque já a provaram uma vez e sabem que ela “resolve”, muitos pregadores a procuram por saber que ela “mexe” com a congregação de maneira sobrenatural.
Leia a Bíblia, pregador, compartilhe um estudo bíblico, gaste tempo para produzi-lo, oração, trabalho não somente espiritual, mas racional, mas esteja preparado, pois quando menos esperar Deus pode surpreendê-lo com uma palavra revelada.
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01/06/13

Estamos realmente vivendo um avivamento?

Parece e muitos dizem, mesmo fora do nosso país, que o Brasil está experimentando um avivamento espiritual. Isso pode ser deduzido baseando-se no crescimento do número de igrejas evangélicas assim como do povo dito evangélico. Contudo, junto disso vemos uma sociedade perdida, de pais que se preocupam com bens materiais e se esquecem dos filhos, e de filhos que não dão nenhum valor às virtudes, ao estudo e ao trabalho, promovendo e fazendo parte de uma cultura bandida, onde o marginal (o traficante) é o herói.
Se a igreja evangélica, aqueles que mais deveriam dar o testemunho do evangelho no mundo, está crescendo, porque então não desempenha um papel mais modificador no Brasil (e no mundo)? Estamos realmente vivendo um avivamento, como proclamam o número imenso de “profetas”, sejam pregadores, pastores ou músicos?
Acredito que vai chegar um tempo, e está próximo, onde o povo de Deus na terra terá coerência, conteúdo, espiritualidade real, e isso, de maneira alguma significa perfeição, não mesmo, mas significa lidar com as fraquezas, limites e erros, com honestidade, com sinceridade, com humildade, medindo-se por Jesus e não por valores humanos, materiais e superficiais.
É claro que o joio acompanhará o trigo até o final e como diz a Bíblia, no final, o amor de muitos se esfriará. Mas a Igreja precisa amadurecer não só para dar um testemunho de mais qualidade no mundo como também para poder subir na primeira chamada, no arrebatamento, e se livrar do tenebroso e doloroso período que o mundo vai passar.
Eu acredito que antes do início do fim ainda provaremos um avivamento genuíno, no Brasil e no mundo.
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