Quando
vemos o pecado e não o pecador, estamos olhando para o passado, amarrando a
pessoa a algo que ela pode nem mais ser, essa é uma ótica demoníaca. Desse
jeito negamos o amor de Deus em perdoar o que o busca e deixamos de dar uma
nova chance para que alguém se arrependa e mude. Olhe certo, lembre-se, todos
nós estamos em constante mutação, e nas mãos de Deus mudamos sempre pra melhor.
06/05/13
05/05/13
O sobrenatural de Deus
Deus
pode todas as coisas, contudo, em boa parte das vezes, ele usa coisas naturais
para fazer aquilo que são milagres para os homens, mesmo que essas coisas
naturais sejam, no presente, coisas sobrenaturais para eles.
O
sobrenatural nada mais é que uma maneira de explicar aquilo que é obtido pela
fé e que a ciência não pode comprovar, contudo, para Deus, tudo é natural, e
para os que creem, tudo, mesmo as coisas mais simples e pequenas, são milagres
sobrenaturais de Deus e por isso Ele deve ser adorado.
04/05/13
Se a igreja católica mudasse...
Se
a igreja católica usasse a influência política, o poder econômico, o respeito
da opinião pública, o acesso aos fiéis, a tradição que tem, para compartilhar o
evangelho real e bíblico, o poder do nome de Jesus, o mundo poderia ser
realmente transformado, em todas as esferas.
Contudo,
não é para ser assim, o romanismo teria que abrir mão dos valores desse mundo
que ele tanto preza, e com certeza se isso acontecesse o poder real desse mundo,
que é o Diabo, o perseguiria, como acontece com os cristãos genuínos que pagam
o preço para viver e pregar a verdade.
A nós
compete pregar, sem receio, pois muitos filhos de Abraão estão enfileirados no
catolicismo, muitos desses são os que mantêm alguma dignidade na igreja chamada
de universal, e em alguém momento eles terão que deixar essas fileiras e tomar
uma atitude séria com relação a aquilo que vivem e acreditam.
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03/05/13
Menos retórica e mais vida
Me
preocupa gente despreparada usando púlpito e microfone, despreparo
primeiramente de vida, depois de comunicação com o povo, gente sem chamada para
o ofício.
Contudo,
me preocupam também pregadores "certinhos" demais, e isso na
oratória, a vida prática, porém, parece distante deles, o que falam e como
falam soa como encenação, soa falso.
Esses
conhecem todos os truques para emocionar a galera, para levar o povo
pentecostal ao clímax, contudo geram um emocionalismo que não permanece e nem
produz reais frutos espirituais de Jesus nas vidas.
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02/05/13
Prepare-se para o momento sabático
Não
faça nada quando Deus está te dando um período sabático, um momento de
descanso. Contudo, para que esse momento seja realmente de descanso é
necessário que se tenha guardado a provisão para ele nos momentos de trabalho,
através da obediência.
Foi
assim com o maná, durante cinco dias Israel deveria colher o suficiente para
aquele dia, no 6º dia, porém, deveria colher para aquele dia e guardar para o 7º,
o sábado, quando não haveria maná vindo do céu, e Israel deveria descansar.
Na
obediência, o momento de descanso é bênção, no entanto, se não for obedecido o
mandamento de Deus, o descanso se torna agonia, já que nada pode ser feito e
também não se tem provisão para passar esse momento de nada a fazer (reflexão
em Êxodo 16).
01/05/13
Amigos, irmãos, evangélicos ou não
Eu
bem que gostaria de viver com muitos "irmãos" da igreja a liberdade
de discutir pontos de vista diferentes para aprender e ensinar, a humildade, de
receber e de dar perdão para ventilar uma amizade real, a disponibilidade para
amar e ser amado, para conversar, orar, chorar e rir, que tenho com amigos não
cristãos.
Mas
muitos ditos “irmãos” estão sempre tão ocupados em salvar o mundo que se esquecem
de dar atenção ao próximo, que está ao seu lado, desculpem-me a franqueza, mas
sinto isso no meio de nossa igreja, não é rancor, apenas uma constatação.
Por
que então, alguns dos meus melhores amigos não são evangélicos? Ou é porque sou eu que não
sou evangélico de verdade, ou são meus amigos que são mais evangélicos do que
muitos dizem que são, ou então é porque meus "irmãos" evangélicos não
são tão "evangélicos" assim. Bem, são muitas possibilidades...
O
que sei é que testemunho de luz se dá nas trevas e não na luz, quero caminhar
com paciência com meus amigos não evangélicos até o último momento possível,
aguardando com amor e temor que eles sejam salvos, acredito que esse é o
caminho do Evangelho.
Mas graças a Deus tenho encontrado excelentes amigos na Igreja, entre meus irmãos espirituais.
.
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30/04/13
Sobre as letras das músicas cantadas nas igrejas
“A palavra de Cristo habite ricamente em vós,
em toda a sabedoria; ensinai e aconselhai uns aos outros com salmos, hinos e
cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração.” (Colossenses
3.16).
O
livro de Salmos é o livro de louvores oficial e mais antigo, usado pelos
israelitas, que estabelece o uso da música e da poesia como instrumento de adoração
e testemunho de Deus e de suas manifestações no antigo testamento. Contudo, no Evangelho, na nova
aliança, a salvação pelo nome de Jesus, é a ênfase da vida cristã, é o centro
da Bíblia, toda a história do povo judeu foi usada por Deus para que Cristo
nascesse, vivesse, morresse e ressuscitasse, cumprindo a obra de salvação.
A
vida do homem mudou, suas batalhas, sua dor, seus anseios, o novo testamento
reflete essa mudança, a diferença em relação ao homem do antigo testamento. Enquanto
que no velho testamento as batalhas eram físicas, militares, assim como a bênção
se refletia na vida material, nas riquezas, em uma agricultura e numa pecuária prósperas,
quando se vivia livre em uma terra própria, e não em terra do inimigo sob a
escravidão, Jesus veio trazer na nova aliança a benção espiritual, interior,
mais que a exterior. Portanto as letras das músicas cantadas na igreja do novo
testamento devem refletir isso.
Sim,
os arquétipos criados por Deus através das vidas dos personagens, na maioria líderes
de clãs, reis e profetas, nos dão material sobre vidas, lutas, quedas e vitórias,
que podem e devem ser usado para motivar, consolar e ensinar o povo de Deus dos
dias de hoje. Contudo, é necessário que se entenda que são arquétipos (modelos
ou exemplos da essência).
Hoje,
Jesus ensinou uma maneira diferente de se interpretar a vida e de vencer inimigos,
que não é a do antigo testamento. Na verdade, na nova aliança, nós não temos
inimigos, nós não os fazemos e nem temos que lutar contra eles, são as pessoas
que se colocam nessa posição, e elas estão assim porque antes de nos odiarem,
odeiam a Cristo. Da mesma maneira é Deus quem luta por nós, enquanto nós fazemos nossa
parte obedecendo e crendo nEle.
Usando
de forma equivocada a temática do antigo testamento, muitas letras são compostas
colocando o povo de Deus numa frequente guerra contra tudo, pessoas, situações,
demônios, mesmo que a Bíblia nos oriente em Efésios 6.12 que nossa luta
principal não é contra a carne e o sangue, devemos nos lembrar, como dito em João
8.44, que o Diabo é o pai da mentira, quem dá legitimidade a ele é o nosso coração,
portanto nosso inimigo real somos nós mesmos.
Na
verdade o grande tema do Evangelho está em Mateus 6.33, “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas essas coisas
vos serão acrescentadas.”. Nosso louvor desse ser a Deus por Jesus, nossa
vida deve ser compartilhar a salvação que há em Jesus, e disso, dessa obediência,
as outras coisas vêm. Muitos estão pedindo desesperadamente por dinheiro, casa,
bens, casamento e emprego, porque estão deixando de buscar o reino de Deus em
primeiro lugar.
Esse
deve ser o tema das músicas da nova aliança, do povo de Deus do novo
testamento, da Igreja do mundo moderno, caminhar e falar de Jesus, mais do que
qualquer outra coisa. Em Apocalipse 5.12-13, João registra o louvor dos
louvores, que será cantado eternamente:
“Eles proclamavam em alta voz: O Cordeiro que
foi morto é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra,
a glória e o louvor. Também ouvi todas as criaturas que estão no céu, na terra,
debaixo da terra, no mar e tudo que neles existem, dizerem: Ao que está
assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o domínio
pelos séculos dos séculos!”.
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29/04/13
Criança precisa ser criança
“Então lhe trouxeram algumas crianças para
que lhes impusesse as mãos e orasse por elas; mas os discípulos os repreendiam.
Jesus, porém, disse: Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais, porque o
reino do céu é dos que são como elas.” (Mateus 19.13-14).
Os
discípulos se escandalizaram porque acharam que as crianças não eram dignas
daquele respeito de Jesus, mas Jesus as honrou como eram, como crianças, e
mais, ensinou que o reino do céu é daqueles que são como elas, e não o contrário.
Preocupam-me
adolescentes criados na igreja, com pais aparentemente fieis, mas sendo,
querendo e parecendo algo que nada tem a ver com Jesus. Contudo, me preocupam
também crianças, que precisam ser crianças, mas que expressam atitudes
superficiais de espiritualidade, já que isso não pode e nem precisa ser
profundo nelas.
Às
vezes vejo pais crentes encorajando crianças a cantar, pregar (mesmo a receber dons espirituais), mas como
adultos "espirituais", se é que isso é espiritual, elas ficam
estranhas, parecem anões emocionais, soam falsas, isso satisfaz mais a vaidade
dos pais do que qualquer necessidade real da criança.
Pai
cristão: ore por seu filho, dê o exemplo de espiritualidade, leve seu filho à
igreja, mas deixe-o ser criança, isso o fará crescer de forma sadia, equilibrada,
essa é a vontade de Deus, não adiante as coisas. (Não espero que todos concordem com isso, mas esta é minha opinião).
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28/04/13
Graça
Graça,
talvez a qualidade de Deus que mais defina a eternidade, graça que nos salvou,
que cuida de nós, que estará conosco no céu, graça, algo que não haverá no
inferno.
Graça
é graça, alegria que não custa nada, que nos é concedida gratuitamente, é o
sorriso de Deus, informal, a intimidade de um pai que coloca o filho em seu
colo e o faz rir, faz graça.
Que
sejamos menos formais e mais graciosos, isso também é ser espiritual. “A graça do Senhor Jesus esteja com todos.”
(Apocalipse 22.21).
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27/04/13
Sobre ciência e fé
Não
vejo cristão criticando a ciência, cristãos lúcidos sabem o lugar certo da fé e
do método científico, sabem que são coisas distintas, e ambas relevantes. Contudo,
vejo cientista criticando o cristianismo, do alto de sua arrogância vazia
duvidando de algo que se não se pode, cientificamente, provar que existe,
também não se pode provar que não existe, Deus. Portanto esses cientistas estão
sendo incoerentes não com a fé, mas com seu próprio cientificismo.
Se
seguisse cada um em sua área, e se houvesse tempo, todos chegariam a um mesmo
lugar, mas quem está abreviando o tempo não são os cristãos, são os maus cientistas.
Meu caminho não é piorado pela ciência, mesmo se ela conseguisse provar que o
que eu creio não é verdade. Contudo, quando a fé confirmar que os cientistas arrogantes,
não todos, já que eu aqui não estou fazendo o que muitos cientistas fazem sobre
os cristãos, generalizando, quando a fé provar que esses cientistas estão
equivocados, o caminho de muitos será a agonia total e sem volta.
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26/04/13
Tirando, ensaiando e apresentando uma música
Na
ministração musical atual, alguns pontos são comuns nessa última fase da adoração
musical nas igrejas brasileiras, bem, nos últimos anos têm acontecido assim, na
maneira que usarei como base para o texto a seguir, mas isso poderá mudar. Contudo,
visando dar orientações práticas e fundamentais para a preparação e execução da
adoração musical, usarei aquilo que tem sido recorrente, na maioria das igrejas
(evangélicas e mesmo copiada por outras igrejas cristãs). Alguns pontos são bem
iniciais, se você já tiver conhecimento deles, siga em frente.
1º Tirando
uma música:
- veja
com o líder que versão será usada, uma música pode ter várias, a versão
original do CD/DVD, versões ao vivo, etc. Confirme também a tonalidade, às
vezes interessa mudar a tonalidade original para facilitar o uso na igreja;
- é
muito importante que se tenha um conhecimento de teoria musical, tanto de
cifras quanto de figuras rítmicas;
- o
conhecimento de notas (altura e não somente duração) pode não ser necessário,
quando o instrumento for usado só para execução de acordes de acompanhamento ou
fazendo o baixo, porém, quando o arranjo tiver solos é interessante que se
conheça leitura musical, não somente os guitarristas, como também outros
instrumentistas, os de cordas, sopros, e tecladistas, que geralmente executam
esses timbres no sintetizador;
-
procure tirar sua parte do arranjo, partiture sua parte, se não tiver condições
técnicas para isso, ouça várias vezes até decorar;
- enfatizo
que o talento de tirar uma música de ouvido é muito importante e define o músico
que tem uma aptidão realmente séria para a música, contudo é de suma importância
que se aprenda não só a ler, como a fazer a partitura, isso facilita o aprendizado
da música, agiliza, assim como permite que o grupo de instrumentistas toque a
mesma coisa.
2º Estrutura
da música de adoração:
I. Introdução:
um solo simples e marcante é apresentado, essa parte pode ser repetida enquanto
o ministro introduz a adoração para a congregação.
II.
Estrofe 1ª vez: frequentemente é executada sem marcação rítmica marcante,
bateria, contrabaixo, etc, portanto deve ser claro e definido o instrumento de
base, piano ou violão/guitarra base.
III.
Coro: é onde a mensagem principal da música é compartilhada, um crescimento de
harmonia e ritmo ocorre.
IV.
Introdução 2ª vez: repetida com mais peso.
V.
Estrofe 2ª vez: geralmente a marcação rítmica fica em evidência, com a entrada
da bateria e do contrabaixo.
VI.
Coro: enfatiza-se ainda mais a música, com guitarra distorcida, cordas e
metais.
VII.
Ponte: também chamada de parte C (sendo parte A, a estrofe, e parte B, o coro),
é o que os americanos chamam de “bridge”, essa parte é tocada, via de regra,
somente uma vez, constitui uma maneira de enfatizar mais o coro que virá
depois, muitas vezes com a subida da tonalidade.
VIII.
Coro: nesta repetição, o coro atinge o ápice da música, pode ser repetido mais
de uma vez.
IX.
Ministração: essa parte é característica da música evangélica (gospel), é onde
se executa um tema simples repetidamente para ser “cama” para a ministração do
líder diante da congregação; alguns chama essa ministração de “mantra”, que
apesar de ser um termo ligado às religiões orientais, também pode definir um
costume que sempre existiu na música israelita, por exemplo, portanto não é
necessariamente algo profano (estamos conscientes
de que a repetição de temas pode levar as pessoas a um transe hipnótico,
contudo quando há sinceridade e foco em Deus eu acredito que essa ferramenta
seja perfeitamente útil para que as pessoas obtenham uma comunhão mais próxima
a Deus pelo Espírito Santo, isso é um assunto a ser mais conversado...).
X.
Coro: essa parte é repetida mais uma vez, mas deve-se ter sabedoria, já que a música,
nesse ponto, e se foi usada toda a estrutura citada até aqui, já levou a
congregação a uma certa exaustão emocional, portanto pode ser interessante
voltar ao coro, mas sem os instrumentos rítmicos (bateria e contrabaixo),
somente cantada pelos ministros, deixando a congregação mais à vontade.
XI.
Final: a introdução é repetida, com poucos instrumentos; a permanência
prolongada no acorde final funciona como um “amém” a tudo o que a música
ministrou, é oportunidade para uma ministração final onde a congregação tem
liberdade para expressar o que aprendeu com a adoração musical.
3º Ensaiando
a música:
-
estabeleça, do início ao fim do ensaio, um clima de culto, de adoração, mesmo
na intimidade musical da banda; ore para começar, ore enquanto ensaie, ore para
terminar; não adianta querer que de Deus honre no culto quando se agiu com
displicência e superficialidade durante todo o resto do tempo;
- é
de suma importância que todos os instrumentos toquem a mesma coisa, de preferência
igual ao arranjo original do CD/DV; contudo, mesmo que algumas diferenças em
relação à gravação original existam, deve-se chegar a um consenso de forma que se
toque a mesma coisa;
-
tocar a mesma coisa é acertar na harmonia, para isso as cifras devem ser
completas, com baixos invertidos, dissonâncias, etc, indicadas na partitura
quando devem ser mudadas, através das figuras rítmicas;
-
tocar a mesma coisa é sincronizar o andamento e o tempo, bumbo e contrabaixo devem
estar falando a mesma coisa; piano, violão/guitarra base, devem arranjar clichês
diferentes, mas balanceados; contrapontos, feitos pelos metais, cordas e
guitarra solo, não devem confrontar-se entre si, nem atrapalhar a voz (veja
mais sobre isso na reflexão Às vezes basta educação: tocando com banda);
-
repetindo: tocar igual, de forma sincronizada e respeitosa, pode ser mais
importante que tocar exatamente da maneira que a gravação musical está; músico,
seja humilde, se a maioria tirou a música de maneira diferente da tua, mesmo
que você tenha certeza de que tirou de maneira mais próxima a original, e se
depois de dialogar for resolvido por consenso que o arranjo fica melhor se
tocado do jeito dos outros, concorde, toque como todos tocam; não faça “braço
de ferro” com os outros instrumentistas, a beleza de se tocar em banda está na
cumplicidade, na harmonia, no sincronismo, no casamento perfeito, não abra mão
disso por nada;
-
as vozes, em se tratando de ministração da congregação, não precisam ter um
arranjo muito elaborado, isso pode confundir e prejudicar a congregação, o uníssono
sempre funciona bem, é melhor que correr riscos; usando arranjo de vozes, entre
em acordo com o técnico de som, de maneira que a voz principal, e todo grupo de
louvor tem (e deve ter) um líder, com unção, técnica e carisma, levantado por
Deus, essa voz é que deve ser realçada, sobre todos, cantores e instrumentos.
4º Apresentando
uma música, fazendo a ministração:
- siga
o arranjo que foi definido nos ensaios;
- não
“invente moda”, siga o arranjo que foi definido nos ensaios, isso é muito
importante;
-
contudo, qualquer alteração, na estrutura, volume de arranjo, etc, pode ser
pedida pelo líder e pelo pastor, portanto, fique muito atento a isso; isso pode
ocorrer principalmente na ministração feita depois da pregação da palavra,
enquanto o pregador está fazendo o “apelo”, lembre-se que nesse momento a
palavra do pregador tem prioridade e liderança, portanto toque e cante de olho
no pregador, em suas orientações;
- se
um errar todos devem errar com ele, no sentido de não permitir da maneira que
for, que um erro técnico roube a unção, se errar, sorria e sorria, a unção sempre
deve falar mais alto;
-
repetindo: a voz humana, seja do pregador, do líder do grupo e da congregação,
deve receber da banda, instrumentos e 2ªs vozes, apoio, de maneira que seja
enfatizada, e nunca atrapalhada;
- lembre-se
todo o trabalho que você teve até aqui, tirando a música, ensaiando e orando,
foi para que a congregação tivesse uma experiência ímpar de adoração, de
intimidade com Deus.
.
25/04/13
Pessoas, isso é que importa
O
maior desafio que temos numa igreja é a convivência com as pessoas, amar,
perdoar e tomar a iniciativa para ajudar, é bem mais importante que organizar
eventos, participar de ministérios, possuir cargos e ser visto no púlpito.
Tudo
isso faz parte da organização do corpo de Cristo, mas são os seres humanos que
importam, foi por eles que Jesus veio, a eficácia de nossa espiritualidade é o
grau de atenção pessoal que damos a eles, não o status social que possuímos.
.
24/04/13
Religião se discute, sim
“Enquanto Paulo esperava por eles em Atenas,
sentia grande indignação, vendo a cidade cheia de ídolos. Por essa razão,
discutia na sinagoga com os judeus e os gregos tementes a Deus, e todos os dias
na praça com os que ali se achavam.
Alguns filósofos epicureus e estoicos puseram-se a debater com
ele. Uns perguntavam: O que este falador quer dizer? E outros diziam: Parece
ser propagador de deuses estranhos. Pois Paulo anunciava a boa-nova de Jesus e
a ressurreição.” (Atos 17.16-18).
Não
se faz guerra por religião, não se comete qualquer forma de violência, seja
física ou verbal, em nome de convicções religiosas, contudo, religião se
discute, sim, argumenta-se, se ouve e se fala, estabelece-se diálogo, franco,
sincero, não somente com argumentos lógicos e intelectuais, doutrinários e
técnicos, mas também com troca de experiências sensoriais, com o coração, como
não conversaríamos sobre algo que define a eternidade da identidade humana? Mas
para isso tem que se conhecer o que se acredita e acreditar no que se conhece.
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23/04/13
Você tem certeza disso?
Insisto
na constatação de que muitos cristãos têm posicionamentos equivocados sobre os
homoafetivos porque na realidade nunca tiveram que conviver realmente com eles,
principalmente dentro da igreja, acompanhá-los em oração, caminhar dia a dia
com eles.
Quando
digo conviver significa conviver com várias pessoas com essa característica,
não somente com algumas, já que cada caso é um caso diferente. Só depois disso
tudo é que podemos bater no peito e dizer que temos uma opinião bíblica,
fechada e completa sobre o assunto.
Mas
isso não acontece somente em relação à homossexualidade, muitas outras questões
os evangélicos não conhecem na prática, muito preconceito, hipocrisia e
superficialidade existe em nosso meio, e eu não estou me colocando fora desse
meio.
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22/04/13
Culto racional
Está
cheio do Espírito Santo? Está avivado? Mostre isso com atitudes de amor, de
justiça, de misericórdia, de santidade equilibrada, isso é bem mais produtivo e
agrada muito mais ao Pai que manifestações imaturas, egocêntricas, emocionais e
corporais, que muitas vezes não levam a nada, a nenhuma transformação de mente,
isso sim é oferecer um culto racional a Deus.
Não
digo isso me achando maduro, mais espiritual, mas como alguém que já convive há
alguns anos com a Igreja de Cristo, em todas as suas facetas, tradicionais e
pentecostais, já vi que existem coisas que não passam da noite de
domingo para a manhã de segunda-feira, demonstrações equivocadas de avivamento
que não geram qualquer fruto na realidade de uma segunda-feira, quando nossa
espiritualidade tem realmente que funcionar.
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21/04/13
Sepulcros caiados
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!
pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem
formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a
imundícia." (Mateus 23:27).
Forma
bonita, arrumada, mas conteúdo mal resolvido, totalmente desarmonizado, em se
tratando de crente, reagir com religiosidade positiva, recheando o argumento
com versículos bíblicos, mas não viver, na realidade, nada disso.
Não
use falsa espiritualidade para fugir de uma responsabilidade, não jogue nas
mãos de Deus aquilo que é tua obrigação, uma atitude de misericórdia cobre
multidões de pecados, toda a oração do mundo não substitui uma ação de amor.
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20/04/13
Bem-aventurados os misericordiosos
Não
julgue uma pessoa pelo que os outros te falaram dela, pode nem ser verdade,
pode nem ser tudo o que falaram, principalmente quando você não sabe todos os
lados da história, e mesmo que a pessoa tenha errado, como saber se ela se
acertou ou não com Deus e com as outras pessoas?
"Bem-aventurados os misericordiosos, porque
eles alcançarão misericórdia." (Mateus 5.7).
19/04/13
Tome a iniciativa
“Vós me buscareis e me encontrareis, quando
me buscardes de todo o coração.“ (Jeremias 29.13).
O
diabo fez uso de uma falsa espiritualidade quando tentou Jesus no deserto (Mateus 4.1-11),
ele utilizou textos bíblicos, promessas divinas, para que Jesus escolhesse a saída
mais cômoda para a luta que passava. Jesus resistiu, escolheu o caminho da dor,
da prova, da privação, da negação do eu, de perder para ganhar obedecendo
aquilo que era plano do Pai para sua vida.
Existem
momentos que o Senhor não age porque esse é o momento de nós agirmos. A
disposição disfarçada de falsa espiritualidade que joga tudo nas mãos de Deus, é
desculpa para que nós não façamos a nossa parte, seja com Deus, com as pessoas
ou com nós mesmos, seja na profissão, nos ministérios da igreja ou na vida
privada e afetiva, nesse equívoco podemos usar até promessas do Senhor, para se esquivar de uma responsabilidade que é só nossa.
Tenha
coragem e tome a iniciativa, Deus pode estar esperando um passo seu para que
Ele dê nove em sua direção, resolvendo os problemas que você considera mais
impossíveis em sua vida.
.
18/04/13
Maravilhosos caminhos de Deus
“Ao abrir o cesto, viu a criança, que estava
chorando, e teve compaixão dela. E disse: Este é um dos filhos dos hebreus. Então
a irmã do menino perguntou à filha do faraó: Queres que eu vá chamar uma ama
dentre as hebreias, para que crie esse menino para ti?
A filha do faraó lhe respondeu: Vai. A moça foi e chamou a mãe do
menino. E a filha do faraó lhe disse: Leva este menino e cria-o para mim; eu te
pagarei. E a mulher levou o menino e o criou.” (Êxodo 2.6-9).
A mãe
do bebê Moisés lançou-o nas águas do rio para salvá-lo da morte, mas achando
que nunca mais o veria. A filha do faraó o achou e contratou a própria mãe para
criá-lo. Que mudança para quem nasceu destinado à morrer? Quem mudança para uma
mãe que achou que nunca mais veria o filho?
Moisés
se tornou um príncipe do Egito e a mãe pode criá-lo, ganhando pra isso, e vê-lo
depois em honra, adotado pela filha do faraó. Ah, os caminhos de Deus,
misteriosos, maravilhosos, além de tudo o que imaginamos ou queremos.
Se
você lançou suas esperanças no rio da vida, esperando o impossível, mas está triste,
pesaroso, confie, Deus te conduzirá a um destino de bênção, fará algo que você
não espera, maior que tudo o que você imagina, seu destino de morte será
transformado em vitória, Deus fará o impossível acontecer.
.
17/04/13
Perdoar é o único remédio
Todos
sabem disso: não são os outros que nos acusam, somos nós que somos acusáveis,
não são os outros que nos incomodam, somos nós que somos incomodáveis, isso é
filosofia.
Contudo,
mesmo assim, perdoe, verbalize isso com convicção, eis a cura para ações
objetivas do mal ou para disposições internas e subjetivas, isso é espiritual e
nem todos sabem disso.
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16/04/13
Não "engula sapos", ame
Amar
é uma atitude positiva, porém de ataque, é a única maneira de converter a
negatividade que é produzida pela injustiça recebida exteriormente e que causa
mágoa, medo e ódio, no interior, em paz e perdão. E deve ser assim, um ataque
certo, já que mágoa, medo e ódio não se vencem ficando numa defensiva tímida.
Veja
que muitas vezes fazemos de tudo para não amar: perdoamos, oramos pela pessoa,
tentamos praticar um autocontrole, usamos a racionalidade, mas para permanecer,
na verdade, numa indiferença. Dizemos: "eu estou em paz, não tenho nada
contra ninguém, até oro pela pessoa", contudo não se pode ficar em cima do
muro, não podemos não ter nada contra e nada a favor, ao mesmo tempo, ou se ama
ou se odeia, e desprezo também é uma espécie de ódio, talvez a mais covarde.
Porém,
se a negatividade não for expurgada em forma de amor continuará dentro de nós
como "sapos engolidos", "sapos" transformam-se em doenças,
físicas e psicológicas. Perdoe, mas não deixe de amar, o remédio mais eficaz
para as doenças do ser humano.
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15/04/13
Você é coerente?
Isso
não é fácil não, por dois motivos: primeiro porque sem o Senhor somos seres
falidos, destruídos pelo pecado, arrogantes, egoístas, achamos que podemos
inventar as próprias verdades, rejeitando Deus, creditando, mesmo que inconscientemente,
honras ao inimigo, isso inviabiliza qualquer coerência.
O
segundo motivo é que mesmo conhecendo o evangelho podemos cair na vaidade de
querer ser espiritual, simplesmente para mostrar a nós mesmos e aos outros que
somos melhores, assim nos tornamos hipócritas, uma característica que somente
os religiosos podem possuir, seja o que for que seja a religião que se tem.
Se
você não consegue ser o mesmo em todas as esferas de tua existência, saiba que ninguém
consegue, não sem Deus. Nivele-se em oração, é orando que nossas motivações e
sentimentos são conhecidos e transformados, mas seja humilde, Deus não precisa
mais do que tua humanidade para manifestar a vida eterna através de Jesus.
Somos
coerentes à medida que assumimos e sentimos todas as nossas incoerências,
diante de nós mesmos e diante de Deus.
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