22/01/19

Rápido para o bem

      Tome a iniciativa para abençoar, para promover o bom trabalho alheio, para aplaudir e elogiar o outro, seja em ações, em palavras ou em postagens em redes sociais, pense muito para fazer críticas, e não faça as destrutivas, que não ensinam, mas só revelam nossas inseguranças e vaidades, contudo, não pense tanto para lançar luz sobre o próximo dando a ele a oportunidade de brilhar. “Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.” Romanos 12.14

21/01/19

Seja melhor já!

      Faça o melhor que pode, depressa e agora! Talvez amanhã você não tenha mais tempo, nem saúde para fazer, mas estará em paz, seguro que quando podia, fez, sem arrogância ou displicência, tudo o que podia e bem feito. “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do Senhor por longos dias.” Salmos 23.6

20/01/19

Só a misericórdia vence o medo

      “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” Mateus 5.7

      Perdemos tanto tempo temendo as pessoas, mesmo de uma forma inconsciente e não assumida, numa disposição que nos fragiliza enquanto empodera de maneira desequilibrada o outro. O perigo do medo é que ele se transforma facilmente em ódio. Para vencer o medo, só o amor, e o principal fruto do amor é a misericórdia, só o amor gera misericórdia genuína e não falsa piedade, e só a verdadeira misericórdia consegue conviver com todos em paz. Deus convive com nós e nos trata como filhos porque é profundamente misericordioso.
      Muitas pessoas, que muitas vezes nos incomodam muito e com as quais temos dificuldades de nos relacionar, precisam não de nosso medo, pois se há desconforto é porque de algum jeito essas pessoas nos intimidam e nós as tememos, nos vemos inferiorizados por elas. Se não necessitam de nosso temor, muito menos precisam de nosso ódio, e nem tentemos o desprezo, ele é uma utopia pretendida somente pelos covardes arrogantes que não têm coragem de se posicionar nem para odiar. 
      Muitas pessoas precisam somente de misericórdia, nascida de um coração que ama de verdade, necessitam de um olhar honesto que as contemplem como são, talvez fracas e carentes de alguém que se aproxime delas com muito carinho e as ajudem a enfrentar a realidade da qual elas fogem tanto, tentando aparentar algo que não são e que nos incomoda. O incômodo, muitas vezes, pode não ser algo pessoal, algo meramente humano em nós, mas o Espírito Santo nos revelando a verdade sobre alguém que necessita urgentemente de misericórdia, a pura e humilde misericórdia em amor que o Espírito Santo dá aos que buscam.

19/01/19

Não fique triste, se possível...

      Introdução - Depoimento da tristeza

      De tudo que se pode morrer, não morra de tristeza, nessa morte morre alma antes do corpo, e o espírito, fica preso num limbo material, pior que o espiritual. A tristeza vem devagar, mesmo que em grande intensidade, retardada por um forte desejo de se continuar sem senti-la, mas se transforma em morte letal à medida que é escondida, que é mantida em segredo, sem reação, na resignação de quem sabe que não adianta mais reclamar, dialogar, resolver, mas apenas se entristecer numa solidão profunda. Da solidão para a morte é um passo, ninguém resiste à ela, e não se iludam os bem casados e cercados de amigos pensando que estão a salvos da solidão. A carne é forte, coração, mente, pulmões, rins, fígado etc, eles podem permanecer funcionando por anos, aparentando integridade, enquanto a alma fragmenta-se, num loop de dissolver e coagular quase eterno, o inferno na carne. 
      Um dia, então, não cola mais, os pedaços se separam e se espalham, o corpo ainda vive, mas a alma perde a razão e a loucura apodera-se do ser, desprendendo o espírito que encontra no limbo um lar. Quem está fora fala, mas nada é respondido, arrepende-se, mas já é tarde, tenta dar a atenção que não deu por tanto tempo e cuja falta gerou a tristeza, contudo, o espírito já se soltou, existe cérebro, mas não existe pensamento, existe coração, mas não mais emoção que gere necessidade de relação. A solidão abriu a porta para uma dimensão onde não há mais dor, não há mais culpa, não há mais vontade de trocar amor, de exigir direitos, mas só há morte, prematura, insana, tão eterna quanto qualquer outra morte. Há volta? Sim, uma vez, duas vezes, três no máximo, mas um dia não há mais forças, o prazer do limbo físico torna-se irresistivelmente melhor e o ser entrega-se a ele para nunca mais voltar.

      Você achou triste a introdução acima, negativa, não conforme o tom de muitos púlpitos atualmente? Pois leia o texto bíblico a seguir.

      “Um bom nome é melhor do que um perfume finíssimo, e o dia da morte é melhor do que o dia do nascimento. É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério! A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração. O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o dos tolos, na casa da alegria.” Eclesiastes 7.1-4

      Não, mesmo um cristão legitimamente convertido e selado com o Espírito Santo, perdoado e obediente, enfrenta a tristeza. Alguns, até líderes, pastores e pregadores, são encarcerados de uma tal maneira pela tristeza que entram numa crise depressiva extrema, crise que pode mesmo conduzir a um estado de catalepsia, onde não há mais interação motora com a realidade. Que a tristeza como consequência de uma conscientização, como assunção de culpa, como parte de um processo de arrependimento, pode levar à cura e ao crescimento, é indiscutível, o texto de Salomão em Eclesiastes tem esse tom. “A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração”, isso é lindo e profundo demais.
      Todavia, a tristeza que advém de uma situação onde não se encontra solução, onde toda possibilidade de diálogo foi calada, e há uma resignação mórbida e errada do problema, leva à morte da alma descrita na introdução desta reflexão, e acreditem, existe muita gente nessa situação, incluindo bons e fiéis cristãos. Numa situação assim não adianta expulsar espírito maligno, o que pode até impedir a atuação do mal, mas a mente só volta ao normal com o amor daqueles que convivem com o doente, dando a ele, agora com paciência e sabedoria, a atenção da qual ele tanto carece. A mente do homem é mais poderosa que os demônios, e pode tanto conduzir à vida, quanto à morte.
      Assim, infelizmente, em alguns casos, seres humanos não se recuperam e ficam catalépticos, por muito tempo. O segredo é não abusarmos de nossos corpos, de nossa saúde, mas principalmente de nossas mentes. Doenças mentais são difíceis de serem diagnosticadas, um dos motivos principais é porque as pessoas dão a elas importância errada, ou exageram e por isso não as assumem de vergonha, ou as menosprezam e por isso também não a assumem. Contudo, elas podem se desenvolver devagar, silenciosamente, sem a devida atenção dos próximos, e só será percebida por todos numa crise, momento que já pode ser tarde demais, isso vale para vários tipos de transtornos psiquiátricos. 
      Não espiritualizemos problemas mentais, nem intelectualizemos problemas espirituais, mesmo que no ser humano, corpo, alma e espírito, estejam intrinsecamente interligados, é preciso sabedoria, ouvir bons profissionais da área médica, assim como pastores equilibrados e sérios. Mas o principal conselho é, não fique triste, se possível, não tanto e nem sempre, não ache na tristeza cama, objetivo final, mesmo que no caminho nos sentemos em poltronas de tristeza temporariamente, é isso todos nós experimentamos. A alegria sempre está disponível aos humildes responsáveis, que assumem suas vidas, sem jogar culpas nos outros, mas aceitam os outros como são, com simplicidade, confiando sempre mais no Senhor. Isso é o que pode ser feito, que Deus tenha misericórdia de nós, ele sabe aquilo que conseguimos fazer de fato...

18/01/19

Use o escape de Deus

      “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10.12-13


      Deus é bom, Deus nos entende, Deus nos conhece, Deus é vivo e age sempre a tempo para nos ajudar. O mal, seja nos diabos e demônios, seja no mundo, tem, autorizado por Deus, autonomia, e cristãos verdadeiros precisam aprender a viver com o mal. Deus livra o que ora, Deus livra até o que não ora, mas temos que ter sabedoria para saber onde, quando e como estar, não desrespeitando limites e territórios. Jesus tinha limites e fugiu de lugares que sabia que ia ter que enfrentar uma oposição do mal antes do momento, com certeza não somos mais fortes que Jesus, bem ao contrário.

      Quando a situação revela uma impossibilidade, Deus dá o escape, um jeito, seja físico, emocional ou espiritual, de fugir de uma tentação que com certeza não teríamos forças para suportar e na qual cairíamos. Se tivermos humildade para não querermos estar sempre por cima, sempre pousando de super crentes, se tivermos sensibilidade para obedecer a voz do Espírito Santo, e não só da tradição religiosa e dos homens religiosos, teremos clareza sobre o escape de Deus, o veremos a tempo de não pecar e suportar o mal em vitória. Creia, Deus sempre dá o escape, se você não está vendo-o é porque não está olhando direito.

17/01/19

Essência e aparência

      Ninguém é o que diz, mas o que dizemos, consciente ou inconscientemente, representa aquilo que gostaríamos de ser. A diminuição da diferença entre o que aparentamos e o que somos na essência representa uma evolução, que não é necessariamente para sermos melhores, mas para sermos mais coerentes. À medida que evoluímos falamos menos, nos explicamos menos, e achamos paz em ser, mais que em que relatar o que achamos que somos. Quando atingimos um grau satisfatório de coerência, a maioria de nossas palavras são verbos, indicam o que vivemos na maioria das vezes, deixam de ser só discursos vazios. Contudo, sozinho, o homem não pode transformar sua essência, ainda que seja boa, será para sua vaidade, mesmo que discreta e humanamente sábia, e se for má será honesta e sincera, mas não fará ninguém de fato feliz.
      O cristão convertido não anda sozinho, tem dentro de si o Espírito Santo, esse é o único que pode mudar para melhor a essência humana. Mas ainda assim, novo nascido e selado com o Espírito Santo, o ser humano pode seguir incoerente, que no caso do religioso, tornar-se hipócrita. Se é um neófilo, a incoerência existe por ilusão, por inexperiência, por juventude espiritual, contudo, se mesmo com tempo e conhecimento doutrinário a incoerência persistir, instala-se então a hipocrisia. Se incoerência é imaturidade, a hipocrisia é dureza de coração, de alguém que quer estar no evangelho, mas não permite que Jesus viva de fato nele. Esse falará nos púlpitos, se achará mestre, terá repertório de teorias para ensinar, mas será cego que só terá como seguidores outros cegos.

16/01/19

Destino para os que buscam felicidade

      “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito.” Provérbios 29.23

      Humildade não é escolha, não é privilégio, nem é característica, é final de processo, destino certo de quem viveu de fato, consequência do caminho dos que buscaram até a última gota de sangue a felicidade, indiferentes das opiniões alheias, pagando o preço da perda material, do orgulho e de posições sociais. Assim, quem, a certa altura da vida, já tendo vivido anos, décadas, ainda não adquiriu essa virtude, não é porque é menos espiritual, não é porque não quis ser, nem porque não nasceu com esse caráter, mas porque de fato nunca viveu a vida, nunca foi feliz, não quis pagar preços, antes preferiu agradar aos homens, ao dinheiro, não à sua melhor essência em Deus. 
      Quem buscou a felicidade e a conquistou é humilde, respeita os outros, age com misericórdia para com os imaturos, não se faz juiz de ninguém, antes tem paciência, ouve, ama, entende, porque sabe que a dor que sentiu para chegar onde está os outros também podem sentir. A vida, naturalmente, conduz todos à sabedoria e à humildade, é preciso ser muito duro de coração para não entender isso, mas sempre há tempo, enquanto há vida no corpo, que ninguém precise fazer “horas extras” num leito de hospital, sustentado com morfina, para ter ainda uma última oportunidade para morrer humilde e poder estar na eternidade próximo à paz do Senhor. 

15/01/19

Cuidado com o diabo

      Se não for para olhar o diabo através do filtro do Espírito Santo, é melhor não olhá-lo, e ficar bem longe dele, contudo, sem o Espírito Santo, mesmo não querendo olhar o diabo, se está sempre perto dele. Assim, nos convertamos a Deus, de todo o coração, cresçamos no conhecimento dos fundamentos da fé, o perdão pelo sangue de Cristo e o batismo no Espírito Santo, não temamos o diabo, e aprendamos mais sobre ele só se o Senhor nos orientar para tal. Ninguém precisa ser especialista no inimigo, somente ter certeza de que no nome de Jesus temos uma arma eficiente para combatê-lo.
      Todavia, enganam-se os que acham que aprofundarem-se no conhecimento do ocultismo, da magia, iniciaerem-se nas ordens secretas, que isso pode trazer a eles revelações de mistérios espirituais que poucos conhecem. Longe do evangelho, fora do centro da vontade de Deus, que é Jesus, sem o discernimento do Espírito Santo, não há luz, só trevas, e mesmo com todo o conhecimento espiritual, filosófico e científico existente, seremos presas das mentiras do diabo. No Espírito Santo sabemos de tudo mesmo sem nada questionar, e entendemos o principal, mesmo que sejamos só filhos de Deus no início da caminhada com Jesus. 

14/01/19

Aguardemos a justiça de Deus

      “Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. E a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne juntamente a verá, pois a boca do Senhor o disse.” Isaías 40.4-5


      Espera, povo de Deus, esperem, homens de bem, espera “povinho de Jacó”, menina dos olhos do Senhor, pequeninos de Jesus, humildes de espírito, esperem. O Deus de justiça colocará cada um em seu lugar, em sua posição, o vale será exaltado e o outeiro, abatido, o torcido será endireitado e o áspero, aplainado, nada de errado que se faz escondido permanece oculto para sempre, o Senhor traz tudo à luz, do melhor jeito e no melhor tempo.

      Tenhamos paciência por mais um pouco, Deus fará justiça, ele sempre espera que todos se arrependam e mudem, o tempo de agonia dos justos é tempo de misericórdia para os ímpios. Quando a glória do Senhor se manifesta, tudo fica menor, sem relevância, e só importa que Deus seja adorado e glorificado, por todos. Esperemos pois em Deus, desejemos a sua salvação, não a do homem, a sua justiça, não a do homem, a sua vingança, não a do homem, a sua glória, não a do homem. 

      Que valor pois tem a justiça se não esperar Deus cumpri-la? Que valor tem o sofrimento se não for pela justiça de Deus? Os que se apressam em resolver as coisas do seu jeito, que fazem justiça com as próprias mãos, mesmo que seja legítima entre os homens, não terão direito à providência do Senhor. Da mesma forma, os que sofrem por atitudes e palavras apressadas, por escolhas que fizeram fora de Deus, sem cobertura de oração, mesmo que sejam escolhas legítimas entre os homens, não terão diante do Senhor honra alguma.

13/01/19

Enganoso é o coração

      “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.” Jeremias 17.9-10


      Emoções podem ser coerentes, representarem intenções e atitudes corretas, contudo, mesmo sendo verdadeiras e sinceras, podem não resistir ao tempo e se mostrarem incoerentes e falsas. Não julguemos por vítima o que chora, mesmo desmedidamente, nem por orgulhoso o que fica impassível e não faz subir do coração as lágrimas. O íntimo do homem, só Deus conhece de fato, mas nada melhor que um dia após o outro para revelar a alma humana, para comprovar se o choro era de fato consequência de uma grande injustiça sofrida ou apenas lágrimas de crocodilo tentando fazer de vítima o arrogante agressor, maquiando de sofredor o covarde. 

      As palavras, as atitudes, as emoções, nada disso resiste ao tempo, a verdade vem sempre à tona, assim, cuidado, o coração do homem é enganoso, pode chorar por anos, enaltecendo a culpa alheia, só para encobrir uma alma que não quer se arrepender e admitir que a errada era ela, não os outros. O tempo mostra quem é quem assim como o fruto que cada uma colhe, volta o que se planta, se coerência e justiça, alegria e paz, se dissimulação e falsidade, mágoas e solidão. No final, só prova a justiça e o consolo do Senhor os que são coerentes do bem, que demonstram, falam e sentem aquilo que de fato são, e são gente verdadeiramente do bem.

12/01/19

Espiritismo kardecista: dupla mentira do diabo

      “Quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, não procurem imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam. Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou dedique-se à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium ou espírita ou que consulte os mortos. O Senhor têm repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês.” Deuteronômio 18:9-12

       O espiritismo kardecista ou semelhantes que acreditam em comunicação com os mortos, é um tipo pior de “satanismo” que aqueles que se relacionam diretamente com demônios e anjos caídos. Por quê? Porque quem se comunica diretamente com o diabo sabe com quem está lidando e não esconde isso. O kardecismo, contudo, engana duas vezes, em primeiro lugar por dizer que fala com espíritos de seres humanos desencarnados, o que é uma impossibilidade de acordo com a Bíblia, e em segundo lugar por ensinar que o homem pode receber alguma espécie de bênção, de iluminação, de cura, de crescimento, fora da relação direta com Deus e só através de Jesus.
      Não digo isso de teoria ou à distância, digo com experiência própria. Me converti aos dezesseis anos de uma criação esotérica e kardecista, sozinho com minha irmã mais nova, sem qualquer apoio de pais ou família, e mesmo buscando a Deus com sinceridade, foram mais de vinte anos, depois disso, para eu ter libertação completa do terrível mal que o espiritismo kardecista fez à minha família. O kardecista ilude com um manto de caridade, de cultura, com um culto aparentemente limpo, educado, controlado, pregando algo que para eles é mais que religião, é ciência, é uma comunhão com a verdadeira espiritualidade.
      Mentiras, mentiras e mentiras, mesmo que na prática, muitos médiuns kardecistas consigam, com alianças, terem relação com espíritos mais “altos”, ainda assim são demônios, enganadores, que não podem abençoar ninguém, e que só querem escravizar famílias inteiras com a morte. Enquanto somos seduzidos por uma literatura profunda sobre o mundo espiritual, enganados pelo incentivo de caridade que faz com que nos sintamos espirituais e evoluídos, liderados por homens com aparência de coerência moral, as trevas vão nos prendendo e destruindo. Minha família sofreu com enfermidades físicas e psiquiátricas que nunca se curavam.
      Pessoas como Francisco Cândido Xavier disseram palavras bonitas, viveram vidas superiores? Saiba você que pessoas como ele, assim como Paulo Coelho, de uma outra linha esotérica, são escolhidas a dedo pelo diabo, para serem profetas com alguma legitimidade. Assim, eles influenciam as pessoas, mas se você soubesse a verdade sobre eles, escondida, mesmo de pessoas próximas de seus círculos, saberia que são pessoas, se lúcidas, vendidas e cientes da mentira que vivem, e se crentes, doentes mentais que deveriam estar em tratamento psicológico, não ensinando espiritualidade. Toda pessoa que se permite ser possuída “esquizofreniza-se”, mas se ela já é “normalmente” transtornada, o que é muito frequente e útil para o diabo, vira morada de muitos seres, uma confusão que só o Espírito Santo pode desfazer.
      Se nós que buscamos a Deus podemos nos enganar, imagina que tem ligação tão íntima com espíritos malignos? Por que que aqueles que se consideram espíritas sérios dizem que é preciso cuidado com mediunidade? Você sabia que os médiuns mais famosos e respeitados entre os espíritas vivem em oração, jejum e “santidade”? Porque mesmo eles sabem que facilmente um médium pode ser tomado por um espírito baixo ou enganador, eles sabem que o trabalho mexe com coisas delicadas e misteriosas. Mas nós que temos o Espírito Santo sabemos que não existe essa distinção, baixo, elevado, é tudo do diabo o pai da mentira.
      Mas se as pessoas dizem que creem que receberam bênçãos do espiritismo, respondemos com o que sempre dizemos aqui: fé não justifica nada já que justifica tudo, mesmo evangélicos dentro de igrejas cristãs podem receber milagres pela fé, assim como católicos na cidade de Aparecida, sem que em nenhum desses casos exista uma experiência real com Deus através de Jesus. A fé não precisa de Deus, mas de álibis, esses podem ser qualquer objetos, sejam homens, coisas ou espíritos malignos, a fé não precisa nem da verdade, uma ilusão, uma mentira pode ser objeto de fé que cria no corpo e na alma do crente uma ação, positiva ou negativa.
      Psicossomatismo, que vem de psicossoma Gr. ψυχή (psykhé) = psico-mente + σομα (soma) = alma-corpo, é uma disposição mental com tal potência que pode deixar a pessoa doente fisicamente, isso nada mais é que fé negativa, mas a mesma “energia” pode levar a cura, mesmo que se use alguma desculpa ou razão “religiosa” para tal. O diabo e os falsos pastores conhecem bem essa força humana e a usam convenientemente, então, usar a oração respondida para justificar ou legitimar o objeto da fé, é argumento vazio, principalmente se é fé numa mentira como é o espiritismo kardecista. 
     Infelizmente nunca se viveu tanto um tempo onde os fins justificam os meios, as pessoas fazem qualquer coisa para terem rapidamente o que querem, ninguém quer pagar o preço de suportar a dor durante um tempo para então poder crescer. Se um ente querido morre, não se paga o preço do luto, nem se aceita os ensinos do evangelho, busca-se num centro espírita um contato com a alma do falecido, e então abre-se uma porta para que o diabo entre e domine a vida.
      O espiritismo kardecista é uma religião de demônios e os que se relacionam com pessoas envolvidas com ele devem ter cuidado, mostrar amor, sempre, e nunca preconceito, jamais, mas andar em oração. Cuidado jovens, que saem beijando bocas e se dando para qualquer um, quem tem intimidade com espíritas ganham deles os demônios que os acompanham, e em muitos casos quem frequenta kardecismo, antigamente chamado de “mesa branca”, facilmente se envolve com afro-espiritismos e outras religiões que se comunicam com entidades de um mal muito mais explícito.
      Nos aproximemos mais e mais de Deus, e só através de Jesus, nos envolvamos com o cristianismo, mais puro e primitivo quanto possível, o bíblico, dos apóstolos. O que o Senhor quer que saibamos ele deixou que fosse registrado no cânone bíblico, e para a maioria de nós, isso basta, salvo para aqueles com chamadas específicas para conhecer mais a fundo o mundo espiritual. O diabo é astuto, tenta-nos naquilo que é a nossa fraqueza, e sempre, sempre é mentiroso, a verdade só existe em Cristo.

      "Felizes os que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.” Apocalipse 22:14-15

11/01/19

Quem tem o poder?

      “E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem. Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas. E recomendava-lhes rigorosamente que o não descobrissem, Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Eis aqui o meu servo, que escolhi, O meu amado, em quem a minha alma se compraz; Porei sobre ele o meu espírito, E anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá, nem clamará, Nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz; Não esmagará a cana quebrada, E não apagará o morrão que fumega, Até que faça triunfar o juízo; E no seu nome os gentios esperarão.” Mateus 12.14-21

      Jogos de poder, competições na maioria das vezes discretas na vida social, seja em que área for, onde alguém quer estar acima de outro alguém do jeito errado. Nas empresas, principalmente, porque dinheiro está em jogo, nas amizades, mesmo que com menos maldade administrando as carências, e também nas igrejas, ainda que disfarçados de níveis espirituais, sempre com o objetivo de estabelecer domínio, controle de uns sobre outros. Jogos de poder podem existir mesmo na família, entre marido e esposa que ainda vivem como crianças imaturas ou sob uma tradição familiar retrógrada, seja machista ou feminista, mas sem equilíbrio. 
      Os fariseus faziam jogos de poder com Jesus, tentando mostrar que eram mais sábios, com direitos mais legítimos sobre as coisas de Deus, com mais autoridade sobre os homens, tentando ver com olhos cegos aquilo que era feito à luz do dia, e por isso tropeçando nas próprias pernas. Como acontece em todo jogo de poder movido pela vaidade e insegurança de um lado, contra a verdade pura e segura do outro, apelavam para a mentira, para falso testemunho, para fantasias. Mas quem pode vencer um homem no centro da vontade de Deus que só quer obedecer ao pai e amar os homens, mesmo com o custo da própria vida?
      Quem inaugurou os jogos de poder foi o diabo, usando nada mais que o próprio homem para tentar se mostrar melhor que Deus. Apelando para a curiosidade humana, que existia mesmo no primeiro Adão, a primeira Eva, a segunda metade do primeiro homem, mordeu o fruto da árvore proibida, perdeu a inocência e conheceu o pecado. O jogo de poder desse diabo foi tentar mostrar que podia ir além daquilo que Deus tinha dado ao homem pela criação original, o prometeu luciferiano entregou à humanidade o fogo do conhecimento do bem e do mal. Nesse primeiro jogo de poder, a morte entrou na humanidade, morte espiritual que depois fez perecer o corpo e toda a natureza do planeta.
      Mas quem tem o poder? O que ganha ou o que perde? Se é uma batalha do bem contra o mal, o bem sempre ganha, havendo confiança em Deus em santidade, João capítulo 15, versículo 7, eis o texto que revela a vitória inexorável do verdadeiro homem de bem. Essa vitória não existe porque o homem de Deus luta, mas porque ele se coloca em Deus, é Deus quem luta por ele. Contudo, se é uma batalha do mal contra o bem, a vitória não ocorrerá pela exaltação imediata do bem, mas por sua humilhação diante de Deus, assim, e ao menos temporariamente, o mal se achará vencedor. 
      Nesse segundo tipo de embate, Deus tem um propósito diferente de simplesmente conquistar território intentado pelo mal, nessa batalha é o coração do homem de bem que precisa vencer, e vencer não o mal, mas a si mesmo. É na injustiça que se exige o abrir mão de direitos e se aprende a esperar em Deus. Mesmo Jesus enfrentou os jogos de poder dos fariseus em silêncio, sem reagir, para nos ensinar essa lição, e para mostrar aos fariseus que jogos de poder devem ser ignorados pelo bem. Jesus fugiu da perseguição e orientou as pessoas para que não falassem sobre ele. 
      Isso foi um ato de covardia, de medo? De forma alguma, foi uma atitude sábia de quem espera pacientemente o tempo de Deus, e no caso de Cristo, o tempo de Deus seria trágico para ele, seria sua crucificação e morte. Assim em jogos de poder, nos autênticos, ganha quem perde, essa é um das lições mais importantes que o verdadeiro cristão deve aprender, visto que somos confrontados o tempo todo por jogos de poder de homens possuídos mentalmente, e algumas vezes até espiritualmente, por espíritos malignos, nos acusando e tentando nos destruir.
      Mas essa aparente passividade não é só um maneira de amadurecer e de permitir que Deus faça as coisas do seu jeito, é também uma chance que o homem mau recebe para mudar de posicionamento. Responder ao jogo de poder com um silêncio profundo e benigno é um gesto de amor para com aquele que se opõe a nós, para com aquele que se coloca como nosso inimigo numa guerra que na verdade é só de um lado. Dessa forma, tenhamos calma, não caiamos nos embaraços dos néscios, respiremos fundo, olhemos para Deus e depois para nós mesmos, entendamos o que somos, o que queremos ser, que com certeza deve ser pessoas diferentes daqueles que perdem tempo e paz com inúteis jogos de poder.

10/01/19

Orai sem cessar

      “Orai sem cessar.” I Tessalonicenses 5.17  

      Isso tem que ser repetido e repetido e repetido, sempre. Por um motivo que o Senhor sabe e que nós experimentamos, mesmo que não entendamos bem, oração não tem valor perene, com exceção daquela que fazemos inicialmente em nossa caminhada com Jesus para recebermos salvação. O motivo que sabemos é a nossa luta constante da carne contra o espírito, que faz com que seguremos por pouco tempo uma disposição de vitória espiritual. Assim, temos que orar todos os dias, e tudo o que fazemos na vida, em nosso trabalho, em nosso estudo, no entretenimento, nas ruas, nos shopping centers, nas igrejas, nas casas, tem que ser ungido com clamores e preces. Tenha certeza, agindo assim sempre saímos em paz das situações, temos vitória nas nossas fraquezas e somos livrados das astutas ciladas do inimigo. Oremos sem cessar! 

09/01/19

Cinco coisas sobre o amor

        “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.” I Coríntios 13.4

      

      O amor é sofredor: aquele que só quer alegria, que tem alma hedonista, mesmo maquiada de espiritualidade e moralidade, que recusa-se a perder, a sofrer em prol do direito alheio, mesmo que seja um direito injusto, esse não aprenderá sobre a profundidade do amor, do verdadeiro amor sacrificial de Cristo, e não nos iludamos, se fomos chamados para as honras do cordeiro, também fomos chamados para os seus sofrimentos neste mundo.

      O amor é benigno: sofrer por amor, só isso, não faz o amor completo, muitas vezes pode nem ser amor, mas só um sacrifício inútil, é preciso ver o próximo com bons olhos, não como um egoista insensivel, mas como um carente do afeto que nós temos o privilégio de poder ofertar, ofertar com benignidade, com a maturidade do que se coloca como pai, como irmão, e não como criança mimada que só quer receber e nada dar.

      O amor não é invejoso: antes, é grato e generoso, se alegra com a felicidade alheia, com a honra alheia, com o sucesso alheio, e que vê mesmo numa fraca esperança um futuro vitorioso, sonhando junto do esperançoso, do sonhador, em amor, incentivando a continuar, consolando na palavra que a espera terá fim, crendo mesmo estando vivendo uma falta ainda maior, no amor o outro tem lugar de destaque acima do nosso ego.

      O amor não é leviano: ele gosta com o coração, abençoa com emoção, não fala coisas boas só por educação, por política, por conveniência, não desvaloriza o sofrimento alheio, nem menospreza a dor do outro, arrogando no coração ter um problema maior, ter um direito maior de receber de todos atenção, antes é empático, se alegra com os que alegres estão e chora com os que choram, o amor leva a causa alheia a sério.

      O amor não se ensoberbece: se o amor valoriza mais o outro que a si mesmo, no coração de quem ama não há lugar para o palco, mas para a plateia, que o primeiro lugar seja do outro, que o momento seja do outro, que os aplausos sejam para o outro, então, enquanto amamos, por Deus somos amados, olhamos para fora de nós e aprendemos com a sabedoria dos outros, enquanto desfrutamos do amor de Deus onde existe a paz que permanece.

08/01/19

Soltai e soltar-vos-ão

      “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.”  Lucas 6. 37-38

      Infelizmente, muitos cristãos, frequentadores de igrejas e não da presença de Deus, se acham no direito de julgar aqueles que por algum motivo são  diferentes deles, e quando me refiro a julgamento quero dizer um julgamento para pior, colocar os outros como piores que eles. Muitos se enchem de legitimidade para serem juízes desde sobre alguém que não frequenta a mesma igreja local ou denominação que eles, até sobre os que nunca se decidiram oficialmente por Cristo numa igreja evangélica ou protestante, como se Deus fizesse tal acepção de pessoas, como se a vida fosse tão simples, como se a verdade do coração do homem pudesse ser avaliada por religiosidade e leis humanas.
      Mas se colocam como juízes assim só os hipócritas, os covardes, os sócios de igrejas-empresas propriedades de falsos pastores, que não se conhecem e não receberam de fato perdão e misericórdia porque na verdade nunca sentiram de todo o coração como são pecadores, carentes do perdão e da misericórdia de Deus. Quem assim julga acaba fatalmente também sendo julgado, com a mesma medida, com injustiça e sem amor, acaba sendo condenado e aprisionado, cercado pelo desprezo e pelo desrespeito de muitos que também sofreram julgamento. Isso é uma lei do universo, ninguém escapa disso, é causa e efeito, plantio e colheita, quem julga é julgado.
      A verdade, contudo, é que aqueles que conhecem a Deus, que são amigos de Jesus, que provaram a misericórdia do Senhor, não julgam, mesmo os que os julgaram, esses são misericordiosos e sabem, que enquanto vivos neste mundo há uma oportunidade para todos se aproximarem de Deus e receberem dele perdão. Dessa forma, se alguém quer liberdade, deixe caminhar livre, se alguém quer respeito, respeite, se alguém quer misericórdia, seja misericordioso, se alguém não quer ser julgado, mesmo pela verdade de tudo que fez de errado e de vergonhoso, não julgue, não condene a um fim que ainda não chegou, e que mesmo que seja um julgamento correto, compete só a Deus, o único e supremo juiz, fazer.

07/01/19

Demos a outra face

      “Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas. Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.

      Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses; E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.

      E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.

      Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.” 

Lucas 6.26-36


      A estética moral do evangelho assim como sua eficiência espiritual reside na essência do texto acima, não exigirmos direitos, de ninguém, mas esperarmos em Deus quando, quanto, como e se devemos recebê-los. Como se enganam os que acham que vitória em Cristo é receber honra social e material só porque cremos no Deus todo poderoso e dono de tudo, os que veem o caminho com Jesus asssim, que o interpretam simplesmente como sendo escolher o lado que é vencedor para receber direitos visíveis e a curto prazo, erram e caem facilmente nas mãos de hereges. O evangelho tem a ver com transformação do nosso homem interior, com ganho e aperfeiçoamento de caráter, e no ser humano isso é feito, em grande parte das vezes, com perdas, não com ganhos, com humilhação, não com exaltação, com abrir mão, dar um passo atrás, guardar silêncio e não reagir. 

      Dessa maneira deixamos Deus fazer as coisas, nos defender, lutar por nós, dar as respostas, sem que vendamos nossa paz por preço algum. Se a conquista de nossa vida eterna, do perdão dos nossos pecados, da proteção contra todo mal, se tudo isso ganhamos pela vida, morte e ressurreição do próprio Deus encarnado e sem pecado, então não podemos trocar isso por uma provocação do homem mal e egoista que se deixa ser usado por demônios mentirosos. Muitíssimo maior é o que está em nós, muito mais precioso e puro que qualquer homem, mulher, diabo ou seja lá o que for. Assim não percamos tempo nem paz permitindo ficar em nosso coração ou se converter em palavra ou atitude qualquer insegurança que faça com que nos rebaixemos perante a vaidade e a maldade dos outros. Antes sigamos as orientações acima, sempre oferecendo a outra face em paz e em humildade.


06/01/19

Atrás de nossos olhos

      “Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona.” Provérbios 20:5

      Quem vê cara não vê coração, mas quem olha nos olhos, com sensibilidade espiritual, verá a verdade, revelada nas palavras e ações ou escondida delas. Para o sincero, contudo, até o silêncio é revelador, até a ausência de posição, de argumentação, de iniciativa abre o coração e entrega a emoção, represeda pelo tempo. Mas é preciso um certo trabalho, para remover com cuidado as pedras de mágoa lançadas pelos egoistas, que não sabem amar, mas só usar, se houver esse respeito acharemos lá no fundo das águas uma alma ainda doce. Conquistaremos então um bom amigo, grato pela elegância que tivemos em dar-lhe atenção, desnudo ante o nosso afeto, que poderá retribuir com o mesmo afeto, olhando com paciência os nossos olhos e vendo, dentro de nós, aquilo que ninguém jamais viu. 

05/01/19

Poderoso em obras e palavras

      “E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.” Lucas 24.19-20

      “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1.1-4, 14

      Um mundo em trevas, acostumado com a hipocrisia de religiosos que pregam e não praticam, crucificou Jesus, mas será que hoje é diferente, mesmo nas igrejas evangélicas? Será que realmente damos valor para quem fala e vive o que fala? Infelizmente não, damos tanta atenção e honra para os que discursam em púlpitos luxuosos, coisas agradáveis aos nossos ouvidos, profecias de alegria e de vitória, sempre sobre um inimigo que está do lado de fora, nas pessoas, no diabo, no mundo, mas nunca em nós mesmos. A esses, que fazem da alma andor para a incoerência, cujas palavras são vazias e só servem para manipular os tolos, muitos ouvem, e pagam caro para ouvir, enquanto o Espírito Santo é calado.
      Se fosse possível ou mesmo necessário, respeitando todo o contexto histórico, social e cultural atual e pelas referências atuais de Deus encarnado, se Jesus vivesse nesses tempos o que viveu há dois mil anos atrás também seria crucificado. A coerência de falar e fazer, e principalmente de ser verbo de Deus, que diz e cria, que verbaliza e passa a existir o que foi tido, e isso em boas obras, sempre desperta ódio daqueles que se acham donos das religiões oficiais. Infelizmente, depois os seguem as massas, volúveis e inconstantes, como folhas secas ao vento. Abramos os olhos para discernirmos os hipócritas dos verbos, verbos são aqueles que praticam o que falam e praticam obras realmente agradáveis a Deus.
      Deus não usa meramente palavras, tudo o que ele diz acontece, as palavras de Deus são sempre “verbo”, e o “verbo” de Deus, o potencial que ele usa para manifestar sua vontade criativa no mundo, desde o início dos tempos, é Jesus, Jesus é o verbo de Deus. Em Cristo encarnado, o verbo de Deus se fez carne, toda a vontade essencial de Deus para o homem encarnou-se e andou entre os homens. Por isso Jesus é mais que um profeta, um líder religioso, um criador de religião, ele não pode ser equiparado a ninguém, por mais sábio, caridoso e santo que esse seja. Quanto a nós, que falamos e não vivemos, seremos julgados não só pelas más ações que fizemos, mas pelas palavras ruins ou falsas que dissemos. 

04/01/19

Os últimos serão os primeiros

      “E eis que derradeiros há que serão os primeiros; e primeiros há que serão os derradeiros.” Lucas 13.30


      Ah, a nossa pressa, de chegar, de fazer, de ter, de mostrar, por causa da nossa ansiedade de viver. Assim, nos vendemos, agradamos as pessoas erradas para sermos livres e acabamos escravos, fazemos um monte de coisas para ter um futuro confortável, e acabamos sem um presente feliz. O tempo de Deus não funciona assim, ele não contempla quantidade, mas qualidade, e entenda certo, não estou dizendo que podemos passar um monte de tempo fazendo bobagens para ter um curto tempo no final fazendo a coisa certa, não é isso. Contudo, Deus pode nos deixar nos bastidores por muito tempo, não fazendo algo de errado, mas também não sendo admirados por estarmos fazendo a coisa certa.

      Muitos de nós talvez precisem passar por décadas de silêncio, para então, um dia, sermos levantados por Deus para fazermos uma coisa, simples, mas que abençoará a muitos e fará valer, pelo menos para nós, por todo o tempo passado no ostracismo. Por quê? Para ser útil nas mãos de Deus e com Deus, repito, as coisas funcionam diferentemente. Assim, não se sinta menos por ser o último, o último a ser lembrado, a ser usado, a ter uma oportunidade para mostrar seu melhor. O seu melhor precisa de tempo para ser lapidado e só lapidado será belo, terá um brilho ímpar, será objeto de admiração pela beleza que sempre teve, mas que só apareceu depois de lapidado, lapidado pelo tempo de Deus.

03/01/19

Quem perde, acha

      “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, acha-la-á.” Mateus 10.39         


      Quem perde, acha, um dos princípios fundamentais do evangelho, mas será que entendemos de fato isso? O que significa perder? O que é achar? Bem, pode variar, de pessoa para pessoa, e Deus não cobra de mim baseado naquilo que cobra do outro, nem o contrário. Deus conhece a cada um de nós com profundidade, sabe o que é importante para cada um de nós, e acima de tudo, sabe o preço que cada um de nós tem. Até onde vamos para defender um ponto de vista, para exigir um direito? E não me refiro aqui a ponto de vista errado, nem direito ilegítimo, contudo, tem um ponto em que o lícito se torna inconveniente, que continuar de posse do que é justo, significa perder a paz e agredir o outro, mesmo que o outro seja injusto.

      Por que vivemos num mundo errado, dominado pelo homem cruel e pelos demônios é que devemos saber o momento de parar, de entregar os pontos, de dar ao que nos pede a capa, a capa e a camisa, por um simples motivo, continuarmos vivos, vivos em Deus e para Deus. Quando entendemos a importância de abrir mão de vaidades, de dar a última palavra, de vencer uma discussão, de não nos impormos como superiores pela força, seja ela física ou intelectual, quando preferimos abaixar a cabeça e sair do jogo, muitas vezes diante de uma maioria que nos vê como perdedores, é que entendemos o ensino de Jesus em Mateus 10.39. É nesse ponto que perdemos por amor do Senhor, e quando isso ocorre, ganhamos a verdadeira vida.

02/01/19

Andamos por fé, não por vista

      “Porque andamos por fé, e não por vista” II Coríntios 5.7


      Assim, nada de darmos pro homem mais valor que ele tem, Deus é maior e cremos nele, nada de darmos pro diabo mais poder que ele tem, Deus é maior e cremos nele, nada de darmos pra este mundo mais importância que ele tem, Deus é maior e cremos nele, nada de darmos pra esta vida mais beleza que ela tem, Deus é maior e cremos nele. O homem hoje nasce e amanhã morre, do pó ao pó, frágil é e pouco dura. O diabo é mentiroso e perdedor, já está condenado, é anjo caído destinado ao inferno. O mundo é mau e sua honra é falsa, nele não há justiça. A vida é vã e seu prazer é finito, inviável pra dar a paz que permanece. 

      Nada de nos ocuparmos demais em armazenar para o futuro, ainda que andando com sabedoria no presente. Nada de confiarmos nas promessas humanas, elas só tentarão nos escravizar para servirmos aos homens. Nada de olharmos demais para os próprios umbigos, nossos sentimentos são enganadores e míopes. Nada de acharmos legitimidade na mágoa ou na crueldade humana, são deuses tão falsos quanto os ídolos e os demônios. Andemos por fé em Deus, olhando para Deus, em paz pelo perdão que Cristo nos dá, indiferente das circunstâncias, da realidade, da nossa saúde, da política e da economia do mundo, fazendo o nosso melhor e descansando no Senhor, que recompensa todos aqueles que nele creem.

01/01/19

Um 2018 com mais vitória!

      “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” Jeremias 29.11-13


      Vitória de fato, fim do tempo de deserto, de disciplina, de espera, mas com respostas de Deus e ouvidos, nossos, sensíveis e obedientes para entenderem e obedecerem essas respostas, sejam elas, sendo de Deus, quais forem.