30/05/11

Para entrar em Canaã

 1ª. atitude de Israel: por em ordem a religião, fazendo a circuncisão e celebrando a páscoa.

          “E sucedeu que, ouvindo todos os reis dos amorreus, que habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os reis dos cananeus, que estavam ao pé do mar, que o Senhor tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passassem, desfaleceu-se-lhes o coração, e não houve mais ânimo neles, por causa dos filhos de Israel.
          Naquele tempo disse o Senhor a Josué: Faze facas de pedra, e torna a circuncidar segunda vez aos filhos de Israel. Porque todos os do povo que saíram estavam circuncidados, mas a nenhum dos que nasceram no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado.
          Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal, celebraram a páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó. E cessou o maná no dia seguinte, depois que comeram do fruto da terra, e os filhos de Israel não tiveram mais maná; porém, no mesmo ano comeram dos frutos da terra de Canaã. Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim”.
                                                                                           Seleção do livro de Josué, capítulo 5.
         
          2ª. atitude de Israel: entrar em Canaã e ofertar a Deus em primeiro lugar.

          “Ora Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem entrava. Então disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos.
          Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas. E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.
          Tão-somente guardai-vos do anátema, para que não toqueis nem tomeis alguma coisa dele, e assim façais maldito o arraial de Israel, e o perturbeis. Porém toda a prata, e o ouro, e os vasos de metal, e de ferro são consagrados ao Senhor; irão ao tesouro do Senhor”.
                            Seleção do livro de Josué, capítulo 6.

          O Pecado de Israel.

          “E transgrediram os filhos de Israel no anátema; porque Acã filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel. E voltaram a Josué, e disseram-lhe: Não suba todo o povo; subam uns dois mil, ou três mil homens, a ferir a Ai; não fatigueis ali a todo o povo, porque poucos são. Assim, subiram lá, do povo, uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai’.
             Seleção do livro de Josué, capítulo 7.

          3ª. atitude do povo: obedecer as estratégias de Deus e então receber as provisões dEle.

          "Então Josué levantou-se, e toda a gente de guerra, para subir contra Ai; e escolheu Josué trinta mil homens valorosos, e enviou-os de noite. E deu-lhes ordem, dizendo: Olhai! Ponde-vos de emboscadas contra a cidade, por detrás dela; não vos alongueis muito da cidade; e estai todos vós atentos. Porém eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e será que, quando nos saírem ao encontro, como antes, fugiremos diante deles.
          Deixai-os, pois, sair atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós como antes. Assim fugiremos diante deles. Então saireis vós da emboscada, e tomareis a cidade; porque o Senhor vosso Deus vo-la dará nas vossas mãos. Tão-somente os israelitas tomaram para si o gado e os despojos da cidade, conforme à palavra do Senhor, que tinha ordenado a Josué. E depois leu em alta voz todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, conforme a tudo o que está escrito no livro da lei”.
                            Seleção do livro de Josué, capítulo 8.
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Antes de iniciar a conquista de Canaã, Israel teve que fazer duas coisas: regularizar a sua religião, através da circuncisão e da páscoa, e se santificar.
          A primeira conquista tinha que ser icônica, Jericó era uma poderosa cidade fortificada. Deus usou a estratégia do toque das trombetas. Para que os muros caíssem, bastou que o povo caminhasse ao redor da cidade, tocando as trombetas, e finalmente desse um grande brado. Jericó sabia do seu inimigo, estava com muito temor de um povo cujo Deus tinha feito sucumbir o exército egípcio no mar. Na verdade mais icônica foi a saída de Israel do Egito, isso gerou uma fama que fez temer toda a região.
          Contudo, Deus pediu que nada fosse tomado como despojo, não para uso particular do povo. Somente as peças de ouro, prata e ferro deveriam ser tomadas para uso no serviço religioso, para louvor única e exclusivamente de Deus.
          Israel não obedeceu a ordem de Deus na tomada de Jericó. Juntou-se isso à presunção do povo que já começou a achar que a força que tinha vinha deles, e ocorreu que Israel não teve vitória sobre Ai. 
          Após punir os desobedientes e purificar o povo, Josué reúne um exército, maior do que os presunçosos tinham reunido, e com uma estratégia de guerra conquista Ai. Deus novamente usa de estratégia, não foi somente uma guerra direta seguida de vitória, o Senhor nos ensina que uma grande vitória, como tinha sido a de Jericó, é precedida de esforços adicionais, de uso de inteligência, de cuidado e respeito para com os que se põem como inimigos.
          Agora sim, após a segunda vitória, Deus autoriza o povo a tomar para seu uso particular os despojos. Deus ensina que tudo tem o seu tempo, mas dar glória a Deus, reconhecendo que dele vem a vitória, deve ser prioridade.
          Por último, Josué conclui o restabelecimento da religião, que o próprio Deus havia dado a Israel, com a leitura integral dos textos da lei. Por que o restabelecimento da religião era tão importante? Porque a prosperidade e permanência de Israel em Canaã, tinha como condição sine qua non a obediência dessa religião.  

27/05/11

Ainda crê no velho evangelho?

    Ou, em que evangelho você crê, hoje? Sim, porque na nossa procura pela verdade, misturada com a nossa busca de aprovação para fazer as coisas que sempre achamos que fossem erradas, e que como não conseguimos deixar de fazer, procuramos explicações que apoiem a prática delas, nessa empreitada nós desconstruímos e tornamos a construir o evangelho, várias vezes. E o que resulta daí? Qual é o evangelho que cremos hoje, afinal das contas? O que nele há genuinamente de Deus e de inventado pelos homens?
    Já vou concluindo logo de cara, quem acha paz é o simples, o que apesar de conhecer os mistérios de Deus, visto que amadureceu como cristão, ainda tem como fundamento de sua vida os primeiros ensinamentos. O que foi que nós aprendemos no princípio de nossa caminhada senão que “se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”? (Primeira carta de João, capítulo 1, versículo 7).
    É simples o evangelho, não tem complicação, ocorre que alguns dizem que já sabem e vivem isso, que a coisa é mais profunda, que precisam ir além. Contudo eu questiono o que é esse ir além, se é conhecer as profundezas de Deus, ou adicionar ou subtrair novas doutrinas, criando um teologismo mais agradável aos corações rebeldes, como o povo de Israel fazia quando se afastava do Senhor e buscava profetas que falassem coisas que eles queriam ouvir, e que não representavam a vontade de Deus.
    A pergunta é uma só: você ainda encontra paz no evangelho do início da sua caminhada? A quanto tempo você não dá testemunho de uma benção real, que você tem certeza que veio de Deus, que te trouxe grande alegria? A caminhada com Deus experimenta bênçãos todos os dias, é renovada a cada manhã. Nela, a leitura dos textos bíblicos, mesmo com todas as questões levantadas, de contexto histórico, de confronto com a ciência, essa leitura sempre encontra um alimento para a alma, que dá forças para que continuemos a caminhar com Deus, o nosso velho amigo.
    É engraçado como mesmo não conseguindo por em prática as coisas mais simples, nós queremos descobrir e entender questões mais complicadas, com isso ajuntamos ainda mais acusação sobre as nossas cabeças. Quanto mais se sabe mais se é cobrado, se não por Deus, por nossas próprias consciências, como já foi dito, “abençoada seja a ignorância”. Mas o final do evangelho é igual ao princípio, “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”, primeira carta de Paulo a Timóteo, capítulo 1, versículo 5.
    Por que buscamos tanto a verdade, navegando entre congregações, atracando o barco da nossa alma em doutrinas, e novamente sendo levados para o mar das dúvidas por qualquer outro vento? “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”, evangelho de João, capítulo 14, versículo 6, desse verso, todos  nós nos lembramos, é do início da nossa caminhada. Mas é isso, Jesus é a verdade, não há a necessidade de busca-la, quem caminha com Cristo já achou a verdade. A verdade de Jesus é entendida pelo nosso espírito e não pela mente, visto que é aí que o Espírito Santo começa a agir, “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós”, evangelho de João, capítulo 14, versículo 17.
    Talvez você esteja achando que esta reflexão seja um retrocesso, que seja apologia à estagnação espiritual, que diz que o que caminha com Jesus não deve pensar e entender as coisas com mais profundidade, mas talvez seja um pouco disso mesmo. Contudo eu vejo mais como um alerta para que tenhamos limites, para que, tentando entender o oculto, não nos percamos em divagações que nos levam a lugar algum e que acabam tirando o sabor do evangelho.
    Cuidado, se a sua caminhada com Deus está ficando sem gosto, sem prazer, sem esperança, já que você acha que já orou tudo, buscou tudo, ouviu tudo, leu tudo, cuidado, você pode ter ultrapassado os limites do bom e velho evangelho, aquele que diz: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”, evangelho de João, capítulo 10, versículo 10, e também “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”, evangelho de João, capítulo 7, versículo 38.
    Se for necessário, volte para o velho evangelho, ainda há tempo.   
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26/05/11

Na ordem de Deus há saída em glória

        "O Senhor desnudou o seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus. Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos do Senhor. Porque vós não saireis apressadamente, nem ireis fugindo; porque o Senhor irá diante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda. Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado, e mui sublime". Livro de Isaías, capítulo 52, versículo 10 ao 13.

        Quando Deus age, agimos com calma, sem pressa, tudo dá certo, as coisas acontecem naturalmente. Talvez esse seja o maior milagre de Deus, usar as coisas naturais. Pelo menos eu acredito que esse seja o modo que mais molda o nosso caráter, já que o processo natural leva tempo, tempo que nós não gostamos de esperar. 

        Mas não é preciso pressa quando Deus vai na frente, quando a iniciativa é dele, para cumprir a sua vontade que é a melhor. Um dia a gente acaba aprendendo, que ser prudente, aguardar a hora certa, a hora de Deus, é muito bom. Aquilo que é construído com essa sabedoria permanece de pé para sempre, nada e nem ninguém pode derrubar. 

        Veja que no texto acima (aconselho que sejam lidos os capítulos 51 e 52 de Isaías, para melhor entendimento do contexto), a ordem para a santificação deveria ser obedecida imediatamente, contudo, a ordem para a movimentação, para deixar o lugar onde o povo era escravo e conquistar o novo lugar, onde seria novamente livre, essa ordem deveria esperar que Deus tomasse a frente. Portanto, enquanto Deus não manda seguir, espera, no mesmo lugar, mas em santidade, não saia fugindo nem envergonhado.

        Todavia, eu acredito que as duas coisas ocorreram simultaneamente, já que a pressa não era do povo mas de Deus. Não adianta, quando chega a hora de Deus nos honrar não tem quem segure, Deus faz e pronto, de uma maneira que não fique dúvidas de que é ele quem está agindo. Bendito seja o nosso Deus que na hora certa nos coloca em lugar de honra, e opera justiça sobre aqueles que se colocam como nossos inimigos.
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23/05/11

Crê somente

"Regozijo-me com a tua palavra como quem acha grande despojo".
Salmo 119, versículo 162

"Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá".
Evangelho de João, capítulo 11, versículo 25

"O que percebendo Jesus disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente".
Evangelho de Marcos, capítulo 5, versículo 36

 (Veja todo o contexto dos textos para um entendimento mais correto.)

       Desculpem-me os filósofos, os poetas, mas nenhuma palavra traz ao coração do homem tanta alegria, tanta satisfação, tanta paz e resposta, como a palavra de Deus, que é revelada pelo Espírito Santo que habita aqueles que caminham com Jesus. É inexplicável como um problema que tanto nos angustia, nos escraviza, é resolvido facilmente com uma palavra que Deus decide nos revelar. Quando digo resolvido, não significa que ele seja desfeito naquele momento, mas nós achamos, na palavra revelada de Deus, um consolo que nos dá forças para esperar pelo momento em que o problema realmente será resolvido, mesmo que isso demore muito tempo. E que problemas Deus resolve? Até a morte, tanto a espiritual quanto a física. O que devemos fazer? Nada, somente crer, porque na verdade muitas vezes chegamos num momento tal de angústia que não temos forças para mais nada, mas somente para crer, em silêncio, esperando que Deus faça o seu milagre. Vigie e creia, alegre-se com a palavra de Deus, ele vai te abençoar.

20/05/11

O Senhor remiu a seu servo Jacó

"As primeiras coisas desde a antiguidade as anunciei; 
da minha boca saíram, e eu as fiz ouvir; 
apressuradamente as fiz, e aconteceram. 
Porque eu sabia que eras duro, 
e a tua cerviz um nervo de ferro, 
e a tua testa de bronze. 

Já o tens ouvido; olha bem para tudo isto; 
porventura não o anunciareis? 
Desde agora te faço ouvir coisas novas e ocultas, 
e que nunca conheceste. 
Agora são criadas, e não de há muito, 
e antes deste dia não as ouviste, 
para que porventura não digas: 
Eis que eu já as sabia. 
Nem tu as ouviste, nem tu as conheceste, 
nem tampouco há muito foi aberto o teu ouvido, 
porque eu sabia que procederias muito perfidamente, 
e que eras chamado transgressor desde o ventre. 

Por amor do meu nome retardarei a minha ira, 
e por amor do meu louvor me refrearei para contigo, 
para que te não venha a cortar. 
Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; 
escolhi-te na fornalha da aflição. 

Saí de Babilônia, fugi de entre os caldeus. 
E anunciai com voz de júbilo, 
fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; 
dizei: O Senhor remiu a seu servo Jacó". 

Seleção do capítulo 48 do livro do profeta Isaías

19/05/11

Cura real, é possível?

    Desculpe-me, não conheço a profundeza do seu coração, na verdade ninguém conhece, muitas vezes nem nós mesmos conhecemos as profundezas dos nossos corações, mas eu me recuso a acreditar em quem diz que já lutou tudo o que podia e o problema não foi solucionado. Veja que a solução do problema às vezes não é a solução do problema, mas é a posse de uma força maior, que somente Deus dá, para que possamos conviver com o problema, isso também pode ser a solução do problema. Sinto, contudo, que muitos desistem sem que tenham tentado, com todo o coração, achar uma cura real para seus problemas.
        Sei também que muitos podem viver na exceção, na verdade todos nós somos exceções, todos nós temos nossas especificações individuais, mas muitos podem escolher um caminho que não é o ideal de Deus e mesmo assim Deus, pai de amor que é, continuará cuidando e abençoando tais pessoas. Obviamente que a vida na exceção nunca alcançará aquilo de melhor que Deus tem, na exceção se viverá sempre na margem, e nunca no centro da vontade de Deus. A reflexão que segue agora, tem como objetivo compartilhar a experiência que eu tenho tido, minha luta, até as últimas consequências para alcançar a vitória. Não sou dono da verdade e nem tenho solução mágica para ninguém, mas peço que você leia com atenção e pense, será que você já lutou com todas as suas forças para ter seu problema solucionado? Refiro àquele-me problema maior, que talvez o esteja torturando por tantos anos. Seja como for talvez você não concorde com tudo o que vou dizer, mas leia até o fim então ore a respeito.
A questão não é se o problema vai deixar de existir, não em curto prazo, a questão é não deixar que o problema nos domine, que seja maior do que nós, que nos amedronte. Se isso acontecer, mesmo que o problema deixe de existir na realidade, continuará existindo dentro de nós, represado como ansiedade, como fobia, como mágoa, criando doenças de todas as espécies. O problema “somatizará”, será movido da psique (alma) para o corpo. A única saída é tornar a trazer o problema do corpo para a alma, para então ser curado, isso não por medicina, psicologia, qualquer espécie de ciência ou de objeto de fé, mas através da nossa fé na atuação do Espírito Santo de Deus (não que a ciência não possa auxiliar na cura, mas ela no máximo ajudará no conhecimento do problema, a cura real só pode haver através da atuação de Deus). Uma vez que o problema está na alma, sentido, medido, pode então ser enfrentado no espírito, e então ser solucionado através da oração.
Portando não podemos aceitar o problema como sem solução, mesmo que ele ainda exista, ele não pode escravizar-nos, devemos vê-lo como algo fora de nós para então começar a lutar diante de Deus pela solução completa dele. Essa solução existe, se lutarmos da maneira certa, com convicção, usando a força que encarcerou o problema dentro de nós para expulsá-lo para fora, de uma vez por todas. Não devemos dizer que somos fracos, que não podemos lutar contra o problema, pois se tivemos força para fechar o problema dentro de nós, também teremos força para arrancá-lo para fora de nós, a força usada é a mesma, só que agora usada a nosso favor, mas isso diante de Deus, confiando que Ele e só Ele pode solucionar o problema. Se for assim o problema pode ser resolvido e para sempre, como um milagre.
Não, não é qualquer oração que pode trazer de volta o problema para a alma para então ser solucionado pelo Espírito de Deus. A solução deve começar como algo racional, sim, entendida, desejada, mas é a parte emocional que fará a luta. Lutar com a parte emocional significa sentir o problema e a solução, com todas as forças, com todas as emoções. Isso deve ser feito sozinho ou na companhia de irmãos espirituais que não se escandalizem com a cura. A vergonha deve ser deixada de lado, a covardia, já que oração que cura será exteriorizada por berros, por pranto, mesmo por gemidos inexprimíveis e línguas estranhas. Todo o nosso corpo deve se mover nesse sentido, a oração que cura deve sair das entranhas, é o único jeito de trazer o problema do corpo para a alma.
Mas é primordial que se entenda que não é a força que despendemos, a nossa fé, que trará a cura, mas o direcionamento dessa força e dessa fé para Deus, devemos tomar posse de toda a autoridade que nos foi dada em nome de Jesus, de modo que a glória e a honra, pela solução do problema, sejam somente de Deus. Isso ocorrerá naturalmente se a luta for feita através do Espírito Santo de Deus que habita em seus filhos, luta essa que deve ser sentida pela nossa alma e pelo nosso corpo, repetindo, com todo a nossa emoção. Portanto a cura deve começar e findar-se em Deus, todo o nosso ser, corpo, alma e espírito, serão testemunhas e objeto de cura do Espírito de Deus. Essa verdadeira batalha de todo o nosso ser, em Deus, diante de Deus, pode durar algum tempo, mas a certeza da solução têm os filhos do Senhor, selados pelo seu Espírito.
Orai e vigiai, aquele está de pé cuide que não caia, os que persistirem até o fim serão salvos, a cura é para sempre, mas novos problemas pode ser vividos e “somatizados” caso o filho de Deus não permaneça no centro da vontade de Deus. Lembrar o problema resolvido, não por remorso, nem com medo, mas para se manter a consciência do quanto ele foi sério e de quanta luta foi necessária para que ele fosse solucionado, é meio caminho para não se adquirir novos problemas. A melhor maneira de permanecermos vitoriosos, contudo, e nos mantermos sempre em posição de batalha, se não pelos nossos problemas, pelos problemas dos outros. O filho de Deus maduro não deve ficar em posição indiferente, ou simplesmente na defesa, a melhor defesa é o ataque, como se costuma dizer. Nossa lutar só terá fim quando partirmos desse mundo, seja pela morte ou pelo arrebatamento, portando devemos vigiar, sempre.
        Quer um exemplo bíblico de alguém que lutou até as últimas consequências por seu problema? Davi, estude sua vida nos livros históricos da Bíblia assim como no livro de Salmos. Aliás, muitos Salmos são verdadeiras lições de catarse e de libertação através de psicoterapia, contudo uma terapia conduzida por quem mais conhece o coração do homem, Deus. Leia agora o Salmo 69.

18/05/11

De quem é a culpa?

"O Senhor prova o justo e o ímpio, 
a sua alma odeia ao que ama a violência"
 
Livro de Salmos, capítulo 11, versículo 5

    Injustiça e mesmo alguma humilhação vêm para todos, tanto para os que caminham com Deus quanto para os que não. Contudo, os próximos a Deus veem as aflições deste mundo de maneira diferente da maneira como veem os que estão distantes de Deus. 
    Abrindo parênteses logo de cara, não caminhar com Deus não implica necessariamente em fazer males, agir com injustiça, deixar de fazer o bem. O homem pode ter uma vida de ações aparentemente justas e boas sem que ande com Deus. 
    Fechando parênteses, a diferença está na ótica, na maneira como se vê a injustiça sofrida. O que caminha com Deus vê como uma provação, uma maneira de crescer, de vencer uma fraqueza sua que ainda está pendente. Por isso não coloca a culpa de tal injustiça nem nas pessoas e muito menos em Deus. Ele procura em seu coração forças para reagir de maneira benigna à injustiça, e é claro que se agir assim contará com a ajuda de Deus, com o consolo de Deus, com a paz de Deus. Essa paz tira do coração do homem todo o desconforto trazido pelas fantasias de violência. Sim, porque na maioria das vezes, os que andam com Deus não exteriorizam a violência mas são atormentados por fantasias dela.
   O que não anda com Deus, que pode até ser religioso e esforçado, não verá a injustiça como uma oportunidade de crescer. Ele se revoltará contra ela, procurará culpados para que ela exista. Ao invés de lutar contra a própria fraqueza, lutará contra as outras pessoas e até contra Deus, mesmo que chame Deus de "destino" ou genericamente de "vida". 
   Ação para vencer a própria fraqueza que não seja através de Deus, mesmo que tomada por quem caminha com Deus, é violência. O que é violência? Tudo aquilo que se faz que não seja a vontade de Deus. A vontade de Deus sempre confronta, em primeira instância, o próprio indivíduo e não os outros. O que caminha com Deus chama a responsabilidade para si mesmo. Violência é odiada por Deus, é justiça feita com as próprias mãos, que uma vez executada impede Deus de entrar na história. 
   Contudo, quando a injustiça é assimilada da maneira correta, diante de Deus, com o homem procurando entender o que ele pode melhorar e não jogando a responsabilidade para os outros, Deus mesmo se encarrega de lutar pelo injustiçado, é dado lugar à ira de Deus, dele será a vingança, caso ela seja necessária.
    Davi sabia muito bem o que era esperar pela justiça de Deus, enquanto estava foragido na caverna de Adulão, protegendo-se dos ataques de Saul, aguardando que se cumprisse a promessa de ser empossado como rei de Israel. Ele não se apressou, fazendo justiça com as próprias mãos, não faltou com respeito a Saul, mas esperou, sem violência. Na hora certa Deus cumpriu a promessa em sua vida.
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17/05/11

É assim que me sinto

        "E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome", Apocalipse 3:7,8.

    Não sei quanto a você, mas é assim que eu me sinto. Nunca fui forte, errei muito, acabei me cansando de errar e escolhendo o caminho certo, não porque achei o certo melhor, mas porque enjoei de andar pelo errado e o certo se tornou a única opção. Como fui burro, o caminho certo não enjoa, nele há fonte de água para a vida eterna jorrando constantemente. Assim é a minha história. 
    Me consola muito saber que Deus me entende, me perdoa e continua me abençoando. Mas será que sou exceção? Não são, todos os chamados para experimentarem a Deus, fracos? Acredito que sim, pelo menos todos os que realmente andam com Deus se consideram assim. É nos fracos que Deus é forte, usando um chavão do "evangeliques", ao contrário de todo o positivismo moderno, de toda a pregação na fé em si mesmo, e mesmo do triunfalismo insano que até o meio evangélico prega. 
    Eu prefiro acreditar em "toma a tua cruz e segue-me", em "no mundo tereis aflições mas tende bom ânimo, eu venci o mundo", e assim vai. Esse é o evangelho que tenho experimentado, o evangelho que até conta com a fraqueza do homem, como plano B, já que é só assim que nossa dura serviz é dobrada e pode conhecer os mistérios de Deus.
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12/05/11

Os amigos de Deus conhecem seus mistérios


        "O Senhor Deus me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem", Livro do profeta Isaías, capítulo 50, versículo 4.

        "A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam", Evangelho de Lucas, capítulo 8, versículo 10.
 
        "Porque o perverso é abominável ao Senhor, mas com os sinceros ele tem intimidade", Livro de Provérbios, capítulo 3, versículo 32.

        "Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer", Evangelho de João, capítulo 15, versículo 15.
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08/05/11

Todo trabalho seja honrado diante de Deus

         "Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá, tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar, tem gente enganando a gente, veja nossa vida como está, mas eu sei que um dia a gente aprende." Renato Russo

       Escrevo esta reflexão com uma tristeza muito grande em meu coração, você, que me acompanha neste blog, peço que me entenda nesta cumplicidade de ser humano com ser humano, se eu conseguir te ajudar em alguma coisa com isso, glórias a Deus, senão, tenha apenas misericórdia e ore.
        Estou triste por ver como algumas pessoas, e pessoas de liderança que precisariam estar mais preparadas para valorizar todo mundo, sem distinção, não valorizam trabalho intelectual e artístico. Isso é uma ofensa direta a mim e a minha família, onde estudo é prioridade. Não, não somos melhores que ninguém, de forma alguma, mas gostamos de usar o cérebro, e de trabalhar com compartilhamento de conhecimento. Minha esposa é mestra em matemática, eu vivo de aprender e compartilhar sobre cultura de música e instrumentos musicais, além de estudar prática de piano e órgão, minhas filhas têm um excelente aproveitamento em todas as escolas que frequentam.
        Contudo, para alguns, trabalho de verdade é só o braçal, eu respeito o trabalhador braçal, tanto quando respeito o neurocirurgião, mas sei que o neurocirurgião se esforçou, ou porque teve oportunidade ou porque escolheu se esforçar, muito mais que uma faxineira. Não, emocionalmente e espiritualmente somos todos iguais, diante de Deus e de estados civilizados, mas devemos honrar a quem honra merece, ao invés de ficar incentivando as pessoas a fazerem atividades que exigem pouco estudo, a se acharem até melhor que pessoas cultas e bem formadas. Infelizmente são muitos desses desinformados, não todos, que pagam hereges e pilantras nas igrejas, que elegem corruptos e manipuladores na política.
         Então, que trabalhadores braçais deem aulas aos filhos desses que não valorizam conhecimento, que quem se satisfaz com pouco estudo escrevam os livros científicos para esses que desrespeitam os que se esforçam mais, que primitivos batedores de tambor produzam a música utilizada no entretenimento e nas cerimônias religiosas, no lugar de violinistas, pianistas e trompistas, que se esforçaram para desenvolver suas aptidões naturais através de horas a fio de estudo.
      O mais ingrato e injusto disso tudo, é que tais equivocados não entendem, que do trabalho braçal se descansa fácil, uma boa noite de sono e já estamos novos. Agora de tocar um instrumento musical, lendo partitura, administrando mãos, dedos e teclas, prestando atenção a um regente, e ainda tento que fazer tudo isso com sentimento, não de forma repetitiva e fria, como se fazem alguns trabalhos físicos em chão de fábrica, descanso para isso é difícil. Muitos entram em estresse e depressão profundos, após se dedicarem por anos a preparo e ministração de aulas, tentamos dormir e notas e números, ideias e raciocínios, ainda permanecem grudados em nossas mentes.
        O que me consola é Deus, é sempre Deus, esse é justo, amoroso, e realmente nos conhece, sabe de nosso trabalho e esforço, esse Deus, a quem sirvo, recompensará cada um conforme a obra que fez, nesse Deus eu não julgo ninguém, nem me considero melhor, nesse Deus eu espero, a esse Deus eu obedeço, é esse Deus que tem sustentado a mim, minha esposa e minhas filhas, de maneira maravilhosa, esse Deus tratará com cada um. Repito, aqui não existe qualquer tipo de desrespeito para com os trabalhadores braças, mas sim, respeito para com os que se esforçam intelectualmente.

        "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados." Mateus 5.6

José Osório de Souza, 5/09/15, 22:45 horas

07/05/11

Bibliolatria, pecado não assumido

      A Bíblia não é um livro de regras que devem ser obedecidas cegamente, do 1o. verso de Gênesis ao último de Apocalipse. 
      As palavras ditas por Jesus nos evangelhos têm prioridade sobre as palavras de Paulo nas cartas, o Novo Testamento de forma geral tem prioridade sobre o Antigo Testamento. Isso sem falar de contexto histórico e cultural e de linguagem metafórica que devem ser considerados nos dois testamentos escritos do século I pra trás. 
      Mas olhar a Bíblia assim dá trabalho, exige que pastores e ovelhas pensem, estudem e orem buscando do Espírito Santo orientação. Aliás em termos de Novo Testamento, quando a Bíblia se refere à palavra de Deus ensinada e obedecida, se refere ao "paracleto" Espírito Santo, não a um cânone de 66 livros escritos por homens, a própria Bíblia não dá ao cânone, a legitimidade que teólogos dão a ele.
     Contudo, em nome dessa "bibliolatria", preconceitos são mantidos, ciência é menosprezada, o Evangelho é restringido e o Espírito Santo, amordaçado. Quem tem interesse nisso? Não se engane, não é o mundo, mas lideranças cristãs que têm como objetivo controlar as massas e enriquecer-se materialmente.

      Ps.: eu amo a Bíblia, toda ela, tenho mais de 30 versões diferentes de vários cânones em casa, nenhum texto no mundo, filosófico ou religioso, é tão sábio, tão profundo, tão abrangente e tão usado por Deus como os textos bíblicos.

      "O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 

Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. 

Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido." 
I Coríntios 13.8-10

Certezas que tenho sobre homossexualidade


Não sou médico, pastor ou psicólogo, e também não sou nem fui (se é que isso é possível), homossexual, como você pode ver na aba “Sobre mim” aqui no blog, tenho cinquenta e três anos, estou bem casado, e tenho duas filhas. Não, meu caminho não foi fácil, mas hoje posso ter certeza de algumas coisas, não de todas, uma delas é a felicidade que tenho com minha esposa e com a minha sexualidade.
Compartilharei nesta reflexão uma opinião, que pode ser mudada sim, estou aberto à vida, ao conhecimento e principalmente ao Espírito Santo, o maior de todos os ensinadores. Portanto, o que espero, é que você só considere esta opinião, junte-a a sua e a outras tantas, então coloque tudo isso diante de Deus, em oração, e peça a orientação dele.
Meu objetivo é incentivar as pessoas a pensar, a orar, a amar, a viver sem hipocrisia ou morosidade intelectual e espiritual. Os tempos pedem crentes maduros e lúcidos, isso é oferecer a Deus um culto racional.

1. Cristãos versus mundo: homofobia inventada

Homossexualidade ou homoafetividade, assunto que tem movimentado a opinião pública, os políticos e evangélicos no momento. Por um lado eu vejo os não cristãos, em sua maioria, querendo convencer a sociedade de que os cristãos são homofóbicos, uma mentira, tentando fazer o direito da minoria ser prioridade sobre o da maioria, um atentado à democracia, proclamando uma guerra que não existe.
Por outro lado vejo os cristãos defendendo bandeiras de princípios tradicionais cristãos, se levantando politicamente, o que é positivo, mas também entrando numa guerra que não é legítima do cristianismo. E ainda por outro lado, vejo o diabo ganhando com tudo isso não só pela mentira que os não cristãos divulgam como pelo posicionamento equivocado que os cristãos têm.
Qual é o lado de Deus nesta história toda? Bem, o lado de Deus está revelado no evangelho: amor ao pecador e não ao pecado e possibilidade de salvação e comunhão com Ele através de Jesus. Isso parece simples, mas é tudo o que é necessário para que o homem tenha paz.
Os cristãos, muitos dos quais que atualmente gostam tanto de se colocar como vítimas, não assumindo a responsabilidade de seus erros e nem a atitude cristã de humildade e de amor, que é semelhante à disposição que muitos homossexuais tomam, também se colocando como vítimas, esses cristãos não se aprofundam no assunto, não só da doutrina bíblica, mas principalmente no convívio real com pessoas com a questão homoafetiva.
(Como em outras reflexões, não tratarei o assunto homossexualidade como doença, formação e muito menos como opção, enfim, não o verei como um problema, mas como uma característica, no momento é como sinto que devo tratar a questão, sinto isso com o coração em absoluta paz com Deus.)
Percebo o medo, disfarçado de indiferença e de arrogância, que os crentes evangélicos têm do assunto principalmente quando compartilho reflexões a respeito neste blog e no Facebook. Isso não é nada mais, nada a menos, que efeito de uma hipocrisia que produz tanta incoerência no meio cristão. Fala-se de amor, mas não se vive o amor, falar-se de milagre, mas não se busca o maior de todos os milagres que é o amor.
Não, não quero cair no discurso dos desviados, que deixando o caminho de Deus, não falam mais de juízo, de santidade, mas só pregam o amor, não o amor de Deus, mas aquele da filosofia, da poesia, das religiões em geral. O amor de Deus é um amor responsável, que ama o errado, mas deixa claro que se ele não tomar jeito terá um fim longe de qualquer manifestação de amor de Deus. Deus é amor, mas Deus é justiça: Jesus é a plena manifestação do amor e da justiça de Deus.
O cristão não vive o amor quando declara nos púlpitos que homossexualidade é abominação ao Senhor, mas nunca realmente andou com um homossexual, ouviu sua dor, acompanhou por anos sua dificuldade enorme em ter atração pelo sexo oposto. A grande maioria esmagadora dos cristãos não sabem nada sobre os homossexuais, nada mesmo.
Os que os cristãos pregam são textos bíblicos radicais e que talvez não se prestem, não com a interpretação que eles fazem, à realidade sociológica atual. Quero deixar bem claro, neste momento, que eu acredito na Bíblia em sua totalidade, no cânon de sessenta e seis livros que Deus permitiu que fossem oficializados como inspirados por Deus na Bíblia usada pelos protestantes, evangélicos, crentes, seja lá qual for o nome que se dê aos cristãos que não são católicos ou ortodoxos.

2. Conveniência na obediência das leis

Contudo, quem estuda a Bíblia com seriedade e lucidez sabe que existem muitas “regras” que a Bíblia orienta que não são praticadas. Mesmo aquilo que era considerado abominação no antigo testamento (veja reflexão Abominação), não o é mais, mas prefiro evitar exemplo do antigo testamento já que as orientações não eram somente espirituais, mas eram físicas, médicas e higiênicas. Com o evangelho e principalmente no mundo atual, com o desenvolvimento científico, muitas orientações não são mais relevantes.

(Sobre orientações que a Bíblia dá no novo testamento e que não são seguidas, não pelo consenso das igrejas chamadas de evangélicas, cito alguns exemplos:
- o véu que a mulher deveria usar nos cultos (I Coríntios 11.5);
- a orientação mais severa de Paulo de que as mulheres não deveriam sequer falar nos cultos (I Coríntios 14.34);
- a orientação de que os escravos deveriam obedecer e honrar seus senhores, não havendo qualquer menção à escravatura como algo errado, como se pensa na sociedade atual;
- o batismo que os vivos faziam pelos mortos (não está no apócrifo Macabeus não, mas em I Coríntios 15.29);
dentre outros.)

Contudo, meu objetivo com esta reflexão, como próprio nome diz, é confessar, com coragem, já que a maioria dos cristãos não pensa sobre o assunto e muito menos revela o que realmente acha, as certezas que tenho. Não, não estou fechando o assunto para o meu coração, estou aberto para mudar de opinião caso o Espírito Santo me convença disso, mas saiba que eu penso assim baseado em fatos, na realidade de caminhar com pessoas com esta questão e principalmente na realidade de caminhar com Jesus.

3. Cura emocional para os que buscam a Deus com humildade

A primeira coisa que gostaria de dizer é que como tudo na existência humana, talvez seja impossível estabelecer-se uma regra, não depois que a psique humana começou a ser olhada, estudada, respeitada e tratada, existem casos, casos e casos. Não constatar isso é fechar os olhos não só para as pessoas e para a vida, mas para si mesmo. A generalização é sempre míope, encerrar o assunto homossexualidade numa gaveta, colocando todos os que vivem essa questão como errados e contra o plano original de Deus para homem e mulher, é algo que não cabe no ser humano do século XXI. As coisas já não são e nem precisam ser, tão simples assim, e isso não significa que estamos desprezando os ensinamentos bíblicos como absolutos e atemporais. Significa que Deus deu ao homem moderno, através das ciências, da psicologia, da medicina, etc, mais ferramentas para conhecer a profundidade e extensão de sua sabedoria, recursos que os homens antigos não tinham (e nem podiam ter).
A sexualidade homoafetiva pode ser expressada por vários motivos, acredito sim que em muitos casos pode ser revertida, já vi casos reais assim. Incluo nesse caso pessoas traumatizadas por algum motivo com o sexo oposto, essas podem ser literalmente curadas e de forma efetiva. Isso acontece, obviamente, com humildade, com o caminhar com Jesus, com liberação e posse de perdão, através da vida com Deus. Mas mesmo nesse caso, a complexidade do ser humano sempre oferecerá dificuldades, dores e pesares que só quem vive sabe.

4. Libertinos e promíscuos: Sodoma e Gomorra

Existe também outro tipo de homossexualidade, e esse tipo, no meu entender, é aquele que a Bíblia cita quase que na maioria dos textos. Refiro-me à busca desenfreada por prazer físico, com o objetivo de saciar uma fome espiritual. Necessidade do espírito não é saciada com prazeres do corpo, isso é impossível. Nesse caso as pessoas são levadas, como diz em Romanos 1.24-32, pessoas que não conhecem a Deus e já se desviaram dele de maneira extrema, as suas próprias paixões, indo até as últimas consequências para obter o prazer carnal. Bacanais e orgias, festas com sexo coletivo onde todos se relacionavam sexualmente com todos, homens, mulheres e mesmo animais, sempre existiram. A homossexualidade existente nesse ambiente é pecado sim, deve ser confessado e deixado, essa obsessão, assim como tantas outras, só pode ser curada pelo sangue de Cristo.
Contudo, julgar todos os homossexuais como promíscuos é generalização burra e preguiçosa, o mesmo tipo de engano pode acontecer se acharmos que toda relação sexual de héteros é promiscuidade. Mesmo os homossexuais “verdadeiros”, e uso esse termo (verdadeiros) com cuidado, podem ser promíscuos. Então o pecado não é a homossexualidade, mas a promiscuidade. Existe prostituição tanto entre gays quanto entre heterossexuais, e em ambos os casos é pecado, é doença que pode e deve ser curada.
Penso que os textos bíblicos que relatam sobre Sodoma e Gomorra (Gênesis 18 e 19), dizem respeito à promiscuidade, assim como à falta de hospitalidade que os sodomitas tiveram por não receber bem Ló e os anjos (algo que era levado muito a sério no oriente naquele tempo), e não necessariamente à homossexualidade.
Na verdade o que mais nos choca com relação à homossexualidade é a relação física que pode acontecer, e principalmente a relação entre homens homossexuais, a feminina não é tomada com tanta severidade, não por uma sociedade machista e viciada em sexo como a nossa. Mas nessa interpretação já existe malícia, quando se acha que o que busca relacionamento homossexual o busca somente pelas possibilidades “diferentes” de obtenção de prazer carnal.

5. “Verdadeiros” homossexuais?

Não, não é assim que funciona. A homossexualidade “verdadeira” (e novamente peço cuidado com o termo) o é no coração, na alma, na essência do ser humano, e não nos órgãos genitais. Conheço pessoas que nunca tiveram uma relação sexual com o sexo oposto, e essas têm verdadeira ojeriza por esse tipo de relação, tanto quanto os heterossexuais têm pela relação com o mesmo sexo. Essas pessoas se apaixonam, sim, e desejam, com todo o seu coração, alguém do mesmo sexo. Elas são diferentes, uma diferença que a ciência ainda não encontrou, ou está partindo para encontrar, no cérebro, mas que notamos em tantos casos no corpo, nas formas, no rosto, nos quadris, no jeito de andar e de falar, e isso desde a mais tenra infância.  
Não, muitos casos nunca sofreram qualquer tipo de abuso e tiveram uma criação afetiva equilibrada, mas mesmo assim não sentem atração pelo sexo oposto. Se você, crente, não sabe disso é porque não olhou direito, não com o olhar de preconceito e reprovação, mas com o olhar maduro do amor.
Contudo, novamente digo com relação à complexidade da psique humana, fica muito difícil dizer quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Fica difícil entender se as pessoas querem relacionamentos com o mesmo sexo porque tiveram abusos do sexo oposto, ou se por preferirem relação com o mesmo sexo se sentem abusadas pelo sexo oposto.
O que eu sei é que tanto héteros como gays sofrem abusos sexuais, um hétero não se torna gay por causa disso, mas se torna uma pessoa reprimida e machucada, e o gay, por sua vês, continua sendo homossexual, mas um homossexual machucado, e assim como o heterossexual, uma pessoa violenta e passível de também cometer abusos, já que se dá o que se recebe.
A resposta é sempre a mesma: existem casos, casos e casos. Como descobrir que caso é qual caso? Da única forma que se pode saber a verdade sobre tudo nesta vida, na luz de Deus. Com coragem vou fazer uma afirmação, coragem que preciso ter como crente convertido há quase quarenta anos, ligado oficialmente a uma igreja tradicional e legítima, levita atuante no ministério musical: eu acredito, sim, que existam pessoas que têm uma natureza que lhes orienta a ter uma relação afetiva somente com pessoas do mesmo sexo. Acho também que existem outras pessoas para as quais o relacionamento sexual físico não é assim tão importante como é para a maioria (se isso é normal ou não, não sei, bem, o que é normal afinal de contas?).

6. Uma sociedade machista, os eunucos e o profeta Daniel

Permitam-me compartilhar uma interpretação que faço que tenta explicar porque havia leis tão sérias sobre a questão homossexualidade. Não vou me referir aqui à promiscuidade homossexual, mas a simples relação afetiva. Nos tempos do antigo testamento, não havia máquinas, indústrias, mecanismos eletromecânicos que faziam o trabalho produtivo, não sofisticados como os que passaram existir a partir da revolução industrial. Agricultura e pecuária eram trabalhos executados por mão de obra humana e animais.
Além disso, a manutenção de bens, terra e gado, era feita através, muitas vezes, de confrontos bélicos. Nessa sociedade a família era considerada abençoada quando tinha muitos filhos, e principalmente, filhos homens. Esses por sua vez deveriam se relacionar com mulheres para ter mais filhos. Filhos eram a mão de obra para a agricultura e para a pecuária, assim como soldados para a guerra. Uma relação homossexual não interessava porque não gerava filhos, isso não quer dizer que homossexuais não eram úteis, eram sim, e de maneira bem especial.
Mas será que aqueles que não têm atração pelo sexo oposto deveriam então viver como assexuados, será que isso não seria um caminho de Deus para algumas pessoas? Não sei, não sei se as pessoas, pela menos a maioria delas, conseguem viver assim, sublimando os desejos e instintos... E se puderem, elas não deveriam então dedicar suas vidas á caridade, ao sacerdócio católico (que pede castidade de seus sacerdotes)? Por que alguns homens eram escolhidos para serem eunucos, função que tinha entre outras responsabilidades administrar os haréns? Com certeza era conveniente para os reis ter assexuados cuidando de suas esposas.
Daniel, um dos célebres profetas do antigo testamento foi escolhido como eunuco, veja em Daniel 1.3-9 a respeito das habilidades e privilégios desse homem de Deus. Não podemos dizer com certeza que Daniel era homossexual, mas sabemos que ele era eunuco, e um eunuco com conhecimentos especiais, que foi honrado na corte do rei Nabucodonosor.

7. Levantando bandeiras

Tenho a coragem de dizer, que como cristão, até o momento eu acredito que possam existir pessoas na condição homoafetiva, que só conseguem se relacionar afetivamente com pessoas do mesmo sexo. Nessa relação não está implicada, necessariamente, uma ligação física, sexual, mas como diz o termo, afetiva. Bem, a coisa mais natural do ser humano é sua necessidade não apenas de amigos, o que já é algo precioso e necessário, mas de um amigo especial, mais próximo, com quem possamos dividir as maiores intimidades, com quem possamos compartilhar um teto, bens, e a maior de todas as parcerias humanas, a criação de filhos.
Contudo, não penso que seja correto os excessos, o que para os héteros pode ser o machismo ou o feminismo exacerbado, para os gays são as cirurgias para alterações em órgãos e estéticas naturais e o “travestismo” exagerado. Assim como mostra insegurança e falta de autoestima a autoafirmação de um heterossexual masculino através de exercícios físicos e uso de medicamentos (chamados "bomba") para realçar características da virilidade masculina (pelo menos de acordo com o que muitos pensam ser virilidade), ou de uma mulher heterossexual que fica viciada em cirurgias plásticas e outros recursos para atenuar suas características femininas, assim, a meu ver, age um transformista ou o que se submete a procedimentos cirúrgicos para mutilar seus corpos. A sexualidade está na alma, e esta não pode ser amputada ou maquiada.  
Assim como os heterossexuais devem manter sua privacidade afetiva na intimidade, entre quatro paredes, como se diz, o mesmo cuidado precisam ter os homossexuais. Assim como aqueles que representam a maioria, precisam ter a humildade e o carinho para com os outros, assim devem proceder os gays, que são minoria, que não são menos e nem pior, mas que não podem (ou não querem) constituir família, terem e criarem filhos legitimamente seus. Sim, casais homossexuais devem ter direito civil de compartilhar bens, assim como estão aptos, sim, a criar filhos, ainda mais num mundo com tantas crianças precisando de homens e mulheres afetuosos e respeitosos que elas podem chamar de pais.
Delicadeza, cuidado, respeito mútuo, assunção das características naturais, sejam físicas ou emocionais, tudo é deve haver, em todos, e tudo isso só é realmente possível caminhando-se com Deus, nascendo-se de novo através de Jesus, estudando e praticando a Bíblia.
A arrogância não deve haver em nenhum lado, nem nos cristãos, por saberem que são filhos de Deus, nem nos gays, por se sentirem vítimas. Vítimas todos somos, de alguma maneira, exceções somos todos, em alguma instância, mas humildes todos devemos ser para conhecer a Deus, conhecer a nós mesmos, e respeitar a todos.

8. Crente, responda algumas perguntas, por favor

Você cristão não concorda comigo? Você acha que já tem uma posição sobre o assunto e pronto? Então eu pergunto: você convive com alguém com a questão homossexualidade?
Se acha que alguém próximo a você tem a questão, esse alguém se sente à vontade para se abrir com você sobre o assunto?
E se essa pessoa se abriu com você, você já o levou a uma igreja?
Se a pessoa está na igreja, você está pronto para caminhar com ela, não esperando que uma mudança ocorra assim, num estalo de dedos, ou em curto prazo (o que realmente pode acontecer), mas você está pronto para caminhar com ela, talvez por anos?
Você realmente entende a dor de alguém que não sente atração por alguém do mesmo sexo, mas que não é promíscuo, que teme a Deus, que é convertido, e que até é líder dentro da igreja? Você acha que isso é possível ou pensa que se alguém é gay é porque vive em pecado?
A resposta que tenho é uma só: se eu entendo a minha dor, se convivo com ela diante de Deus, com honestidade, com sinceridade, eu também entenderei a dor do outro, seja ela qual for.

9. Você, gay, por favor, considere isto

Todos, todos nós temos dores, sofrimentos, questões que consideramos impossíveis. Todos também, de alguma maneira, sofremos preconceitos. Baixo, altos, magros, gordos, cabeludos, calvos, brancos, negros, homens, mulheres, gays, todos sofremos, sejam por características naturais, por enfermidades, sejam físicas ou psicológicas, por obsessões, transtornos, vícios, fraquezas.
Mesmo aquela pessoa que nós achamos mais perfeitinha, mais de acordo com as estéticas e valores sociais, no seu coração ainda haverá uma dor, um sentimento de rejeição, um complexo de inferioridade. Então não se “vitimize”, não se esconda atrás de sua dor, ou ache álibi para ela na maldade dos outros.
Busque a Deus, e não pense que isso vai ser fácil, não é não, na verdade é um trabalho que só terá fim na eternidade. Mas é no processo dessa busca que temos nosso homem interior transformado, para que se pareça mais e mais com Jesus.
Enquanto isso seja coerente consigo mesmo, busque a felicidade e a possua, sem medo, pague os preços para isso. Deus respeita quem sai de cima do muro e se posiciona, a esse ele responde prontamente. Saia do armário, venha pra luz, Deus te ama, e muito, mas você precisa se submeter à vontade dele para experimentar todo esse amor.

       (Você pode ler outras reflexões sobre o assunto em Homossexualidade e respeito.)
 .

Amigo

      Deus existe, sinto-o ao meu lado, não se impõe pela sua grandeza, não me repugna por ser santo, nem me invade com sua sabedoria, ele apenas espera, quieto, como o melhor dos amigos, na verdade melhor amigo só existe um, Deus.
Ao meu lado Ele vai comigo, se eu ando, Ele anda, se eu, corro, Ele corre, se eu paro pra descansar e me sento, Ele senta-se comigo. Nunca me atropela, assim como não me segue de longe, não, Ele está bem perto, esperando. Não sou eu que espero por Ele, é Ele quem espera por mim, espera que eu me cale, que eu desista, que eu pare e olhe pra Ele.
Eu não olho, não por enquanto, mas sinto seus olhos me olhando, discretos, tranquilos, olhos do Jesus homem, olhos de Deus encarnado, olhos eternos filtrados pela humanidade, pelos limites, pela carne. Sim, Jesus ressuscitou e está no céu, mas os trinta e três anos que viveu nesse mundo foram para que eu me lembra-se dEle como homem, para que fosse mais fácil pra mim achar consolo, achar Deus, achar um amigo.
Enquanto me segue eu entro na igreja, sento-me na cadeira e ouço os homens, eles gritam, emocionados, tomados, por Deus? Às vezes, mas muitas vezes só pela humanidade, humanidade que sonha, que deseja, que precisa, que mente e se engana, mas que busca com todo o coração a Deus.
Também, às vezes, os homens ouvem o que o Espírito Santo fala, ouvem e entendem, com os ouvidos da alma, entendem e conseguem verbalizar, não só sentir, e as palavras chegam até mim, são tomadas pela minha mente e deitadas sobre o meu coração.
Então, e só então, eu consigo olhar pra Deus, que está ao meu lado, não, não está no altar. Então, como que por um milésimo de segundo, eu tenho paz, eu a seguro, seguro tão forte que minhas unhas entram na carne da palma de minha mão que sangra, um sangue sem cor, sem cheiro e sem corpo. Mas é inútil, aquela sensação única, deliciosa, sobe do meu peito e escapa por entre meus dedos, como um vapor, quente e perfumado, a presença de Deus em mim.
A paz se foi, mas Deus continua perto e sempre estará assim. Não, ter a amizade de Deus não significa ter a paz que permanece, na verdade a dor e a agonia são tão grandes como as de outros homens, que correm insanos, ou esperam incrédulos e por isso nunca experimentam Deus ao lado. Contudo, mesmo quando não há paz, mesmo quando existe sofrimento, ainda assim sei que Deus está, perto de mim, calado, esperando que eu pare, que eu faça a pergunta certa, para que Ele possa então me responder.
Quando Deus fala é pouco, quando Ele responde, é tudo, quando Ele acha em mim boa vontade, é único, inefável, mas suficiente para que eu continue e encontre sentido na vida.

        (Talvez este texto não represente a reflexão triunfalista que você queria ler, nem eu vejo as coisas desta maneira o tempo todo, mas acredite, quando o escrevi procurei expressar toda a sinceridade e emoção que minha alma continha naquele momento, acho que se você pensar bem, também já sentiu assim alguma vez, mas não deixe que isso o desanime não, siga crente, Deus é fiel.)
 .

Homossexuais: estamos preparados para amá-los?

   Pra começar a falar sobre o assunto, primeiro gostaria de refletir sobre qual deve ser a disposição do que se põe na posição de evangelista, de entregador de boas novas aos homens, sejam os homens quais forem, tenham eles os problemas que tiverem. Isso é indiferente do posicionamento que se possa vir a ter sobre o assunto homossexualidade: se é pecado ou se não é; se é escolha, que se adquire por opção e pode então ser revertida; se é enfermidade que se nasce com ou que se adquire com a criação, mas que pode ser curada; se deve ser encarada como característica e não como doença, logo não precisa de cura.
O pregador deve saber em primeiro lugar que o Evangelho é uma porta aberta para a comunhão com Deus, para isso deve haver reconhecimento de pecado e tomada de posse de perdão do pecado reconhecido através do cordeiro de Deus, Cristo Jesus. Por meio do perdão cremos que o homem está apto a receber a intervenção de Deus em sua vida, bênçãos, curas, seja na área material ou espiritual, no corpo, na alma ou no espírito. Como porta aberta, até a morte da pessoa o Evangelho deve ser pregado a ela, com amor, com paciência, com fé, de que pode haver uma transformação poderosa em sua vida, caso ela se converta ao Senhor Jesus. Essa deve ser a segurança do pregador, sua convicção, seu princípio fundamental, pois que crédito tem o médico que não acredita em seu diagnóstico e em seu tratamento de cura?
Tendo em vista essa convicção tem-se que confiar que se a salvação pode acorrer até no último momento de vida, não podemos lançar uma pessoa a um julgamento antes do tempo. O amor ao não salvo deve ser exteriorizado principalmente pelo respeito por ele, e o que deve ser mais respeitado é sua condição de perdedor, de escravo de vícios, de detentor de uma condição que o envergonha. Sim, o pecado deve ser odiado, mas não o pecador, resumindo, nada é desculpa para que não tratemos as pessoas com amor e com respeito.
A pergunta que desejo fazer com essa reflexão é a seguinte: até que ponto a igreja evangélica está preparada para receber, conviver e tratar pessoas com a “questão” homossexualidade?
Não, a igreja não está pronta para receber essas pessoas quando de púlpito se chama homossexuais por termos pejorativos, que ofendem, humilham tais indivíduos. É preciso entender que homossexual não pode ser colocado no mesmo nível de um viciado em drogas, de um alcoólatra, ou mesmo de um promíscuo. Com alguma dificuldade as pessoas admitem ter problemas com drogas, cigarro ou álcool, mas é bem mais difícil admitir que se convive com a questão homossexualidade. Tratar essas pessoas com termos pejorativos é afastá-las ainda mais da “solução”. (Será que tal solução existe? Será que é uma doença que precisa de cura? Nem a ciência tem ainda uma resposta pra isso.)
Quem se aproveita dessa atitude de falta de respeito é o Inimigo, que fomenta ódio no coração dos homossexuais e simpatizantes pela igreja e pelo Evangelho. Outros, que foram criados dentro da igreja com essa questão, permanecem nas igrejas, mas calados, guardando para si angustiosamente um problema que lhes parece ser sem solução. Esses ou vivem toda uma vida na hipocrisia ou se afastam da igreja com a mesma revolta que os incrédulos que nunca frequentaram uma igreja.
Tratar as pessoas com essa questão de forma vulgar é uma forma de generalizar o problema, quem faz isso tem a falsa impressão de facilitar a solução, mas mesmo que seja essa a razão ainda assim não é desculpa para negar amor. Mas cada caso é um caso, existem motivos e atitudes diferentes dos homossexuais, colocar todos dentro de uma só panela é uma disposição covarde. Nem todos os homossexuais são promíscuos, nem todos são radicais violentando seus corpos com transformismos, nem todos experimentam essa situação buscando formas torpes de prazer carnal. O que existe, na maior parte dos casos, é a necessidade de ser amado, de se ter uma companhia especial para o resto da vida, muitos nem estão a procura de sexo, mas de afeto, como tantos nesse mundo, como eu, como você.
Se a maioria dos evangélicos não está pronta para receber homossexuais em suas igrejas, muito menos está pronta para conviver com eles. Você já imaginou um travesti participando de um culto com você, sentado ao seu lado? Você conseguiria conviver com um casal gay aprendendo a Bíblia junto de você numa célula familiar? Indiferente da posição que você tenha sobre o assunto, poucos teriam paciência para caminhar com essas pessoas, esperando uma interferência divina. Se receber e conviver é difícil para a maior parte dos evangélicos, mais difícil ainda é tratar essas pessoas, buscar uma cura.
Caso você não tenha concordado com a opinião que expressei aqui, por favor, faça a você só uma pergunta: você já conviveu com pessoas com essa questão? Se você conviveu, já caminhou com elas? Se você caminhou, foi durante quanto tempo? Se você testemunhou uma mudança nessas vidas, essa mudança foi duradoura? Sim, acredito que por um motivo ou por outro, muitos que caminhavam na homossexualidade mudaram de vida, mas muitos não conseguem sair desse caminho. Não, esse assunto não é simples, eu não tenho uma palavra final sobre ele, um veredicto, uma acusação ou uma defesa, muito menos uma solução genérica, contudo o Espírito Santo me orienta que devo ter amor por essas pessoas e que nesse amor, há uma solução.
Se todos devem tratar os homossexuais com respeito, muito mais aqueles que acreditam que tais pessoas podem mudar de vida, infelizmente, na maior parte das vezes, são esses justamente os que menos demonstram respeito, a maioria fala de um assunto que na verdade não conhece, não respeita porque nunca esteve realmente próxima dessas pessoas para amá-las da maneira como elas precisam ser amadas.
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Quem somos?

Sabe, cristãos genuínos (evangélicos, crentes, protestantes, pentecostais...) não são pessoas sem crítica, que não pensam, que não estudam, que não apreciam arte e literatura, que odeiam ateus, evolucionistas, idólatras e homossexuais (e não existe qualquer juízo de valor ao citar esses grupos), que se vestem com mau gosto, que sustentam e seguem cegamente líderes mal intencionados, que se posam de "santarrões", que se privam disso ou daquilo, que não brincam e que não convivem com gente diferente delas. Não, isso não é uma defesa, o Evangelho não precisa de advogados, antes ele dá aos homens a oportunidade de serem suas testemunhas, essas são pessoas comuns, como eu e você, que se aproximam de Deus e que se relacionam com Ele dia a dia.
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"Aluga-se motivo de vida"

      Não satisfeitos por tirar de nós as coisas boas que temos, tem gente querendo roubar de nós até os nossos problemas. Até a nossa infelicidade eles tentam arrancar de nós, como se não tivéssemos direito nem de ter as nossas próprias dificuldades.
      Como? Se contamos um problema, eles sempre têm um problema maior para contar. Se dizemos que estamos com um dente cariado, eles têm um canal para tratar, se contarmos que estamos gripados, eles estão com pneumonia, se quebramos um dedo, eles arrumam um jeito de quebrar as duas pernas.
      Pior ainda são aquelas pessoas que acham motivo para viver sofrendo por causa do sofrimento dos outros, fazendo um jogo de culpa interminável. Você então fica numa situação que parece que nem pode sofrer sua dor, já que ela pode fazer sofrer a outra pessoa. Não estou sendo ingrato com aqueles que se preocupam com a gente, mas isso tem limites.
      Seja como for, dá vontade de colocar no jornal o anúncio “Aluga-se motivo de vida”. Pode ser qualquer um, sempre tem gente interessada, já que tem muitos sem motivos para viver, então ficam cobiçando os motivos dos outros. Eu sei que isso é mentira, todos nós temos motivos para viver. 
      Ocorre é que muitas pessoas não se olham no espelho, não conhecem sua identidade.
Seria cômico se não fosse trágico, mas tem gente querendo até nossos problemas, afinal para quem não tem nada até uma dor interessa, quem não tem programa para domingo de manhã, visitar o pronto atendimento para resolver uma doença imaginária pode ser um programa legal.
      Você já viu aqueles caras que só namoram garotas problemas? Ou meninas que só se apaixonam por cafajestes? Não que garotas problemas e cafajestes não tenham direito de amar. Contudo tem gente que não se apaixona pelas pessoas mas pelos problemas delas. Isso é perigoso já que nesse caso não se quer o problema resolvido, é necessário mantê-lo já que sem ele a pessoa amada perde a graça, se é que isso é amor.
      Sem falsa modéstia, eu tenho motivos e de sobra para viver, sejam bons ou maus, nada além do normal. Acontece que tenho espelho em casa e me olho sempre. Mas não é por causa disso que posso usar meus problemas como insígnias para aumentar a minha patente como ser humano. Ter mais problemas não faz ninguém melhor que o que tem menos problemas.
      O melhor espelho que existe é se relacionar com Deus. Só nos conhecemos de verdade quando conhecemos a Deus. Identidade é isso, se conhecer, tê-la nos faz pessoas que não precisam sonegar outras pessoas para se sentir melhor. Se sentir bem, por sua vez, não é não ter problemas, ou não ter inseguranças. Não existe nada de errado em ter inseguranças e muito menos em admiti-las. Contudo, quando olhamos para Deus, nós conseguimos nos ver e achar o melhor motivo de todos para viver.
      Quer motivo de vida? Caminhe com Deus, olhe para ele, tudo o mais fica menor, menos importante. O mais importante é se relacionar com o Senhor, saber o que ele pensa de nós, Deus sempre acredita na gente, em nossa superação.

Abominação

Os versículos 1 e 2, do capítulo 4, do livro do profeta Jeremias, dizem o seguinte sobre o termo abominação: “Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, volta para mim, e se tirares as tuas abominações de diante de mim, não andarás mais vagueando, e jurarás: vive o Senhor na verdade, no juízo e na justiça, e nele se bendirão as nações, e nele se gloriarão.”.
      Outra versão do texto diz: “"Se você voltar, ó Israel, volte para mim", diz o Senhor. "Se você afastar para longe de minha vista os seus ídolos detestáveis, e não se desviar, se você jurar pelo nome do Senhor, com fidelidade, justiça e retidão, então as nações serão por ele abençoadas e nele se gloriarão."”.

      Abominação, você achou a palavra forte? E é mesmo, o dicionário a define como algo repulsivo, contrário à moral, ligado à idolatria, algo nojento. Mas estamos falando aqui de abominação aos olhos do Senhor, isso aumenta ainda mais a seriedade da palavra.
      O termo abominação nos arremete a dois extremos, ou achamos que não tem a ver conosco, visto que é algo muito exagerado, ou pensamos que nos acusa em tudo, visto que a Bíblia usa esse termo para muitas coisas. Os livros Levítico e Deuteronômio contêm muitas orientações sobre o que o povo de Israel não deveria fazer por ser considerado abominação perante o Senhor:

      “E, se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, e comer da carne do sacrifício pacífico, que é do Senhor, aquela pessoa será extirpada do seu povo”, Levítico 7:21.
      “Também todo o réptil, que se arrasta sobre a terra, será abominação, não se comerá”, Levítico 11:41.
      “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação, certamente morrerão, o seu sangue será sobre eles”, Levítico 20:13.
       “Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher, porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus.”, Deuteronômio 22:5.
      “Não trarás o salário da prostituta nem preço de um sodomita à casa do Senhor teu Deus por qualquer voto, porque ambos são igualmente abominação ao Senhor teu Deus”, Deuteronômio 23:18.
      “Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém”, Deuteronômio 27:15.

      Havia uma diversidade de coisas que era considerada abominação, referente a muitas áreas da vida, como alimentação, relação sexual, idolatria, costumes, etc. Tudo era colocado no mesmo nível. Para realmente entender isso, temos que deixar a preguiça espiritual que nos faz ver a Bíblia simplesmente como um livro de leis. Isso facilita o entendimento somente daqueles que não querem buscar a Deus para saber qual é o princípio que existe por traz dos mandamentos. É mais fácil também para aqueles que ignoram totalmente o contexto histórico no qual foram dadas essas leis.

      Deus estava construindo uma nação, nação essa que teria a missão de dar testemunho dele para o resto do mundo. Então Deus tratou de proteger Israel de todas as maneiras. As orientações do Pentateuco dizem respeito não somente à vida religiosa do povo, idolatria, mas também à saúde física, alimentação e higiene, assim como à vida íntima, sexualidade e casamento.
      Veja que naquele tempo não havia um sistema público de saúde, Deus tinha que orientar o povo em todas as áreas, em detalhes, e com seriedade, punindo os que não obedecessem tais orientações. Se não fosse assim, o povo teria sucumbido. As orientações médicas foram tão certas que durante a idade média, quando a chamada peste negra assolou a Europa, o povo judeu sofreu menos com a epidemia, visto que obedeciam as orientações de Deus com relação à higiene, dadas em seus livros sagrados.
      Para saber o que Deus quer falar conosco hoje, através daquilo que ele permitiu que fosse registrado no cânon de sessenta e seis livros da Bíblia protestante atual, é preciso entender o princípio existente no texto, mais do que o mandamento explícito que pode ser entendido através da interpretação ao pé da letra.

      O princípio, por trás de todas as abominações, é um só, santidade, em todas as esferas. Por quê? Porque é isso que Deus pede de uma nação levantada como sacerdote para o mundo. Mas será que isso era somente para aquele tempo? O que diz I Pedro 2:9? “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. O povo escolhido de Deus não é mais uma nação física, política, mas espiritual, já que de todas as nações Deus levanta sacerdotes para anunciarem suas obras. Desses Deus requer santidade.
      Contudo, tenha cuidado, não estamos mais debaixo da lei, a lei tinha que ser simples e geral, para que o povo da época do antigo testamento entendesse e obedecesse. Hoje, na dispensação da graça em que vivemos, as coisas funcionam um pouco diferente, o ministério é pelo Espírito Santo. É o Espírito quem nos mostra a vontade de Deus, esse ministério não é mais limitado à letra, mas revelado em sua plenitude em nossos corações.

      “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça.”, II Coríntios 3:6-9.
      Não saiamos por aí julgando as pessoas conforme a lei, antes, busquemos em Deus o discernimento. A lei do dente por dente e olho por olho foi substituída pela lei do amor, da misericórdia. O homem evoluiu intelectualmente e socialmente, e ungido pelo Espírito Santo de Deus, ele pode entender coisas que os israelitas do antigo testamento não poderiam.

      Contudo, não pense que no ministério do Espírito as coisas ficaram mais fáceis, não ficaram não. “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo, e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis”, Ezequiel 36:26-27. Se o coração é quem conhece a intimidade de Deus, a santidade deve começar nele. Agora adultério, não é o pecado exteriorizado, a ação em si, mas o simples sentimento de adultério já é considerado adultério. “"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração”, Mateus 5:27-28. Portanto o entendimento do que é abominável aos olhos do Senhor também mudou.
      Não vou entrar no mérito de cada mandamento que cita abominação, principalmente na área de sexualidade, há muitas coisas a serem consideradas hoje, no século XXI. Porém, só para citar alguns exemplos, rã, que é um réptil, é um tipo de carne com a qual as pessoas se alimentam, hoje em dia. Devidamente preparada, não tem nada de não higiênico nisso. Mas isso era considerado abominação, no antigo testamento. Com relação às vestes, hoje as mulheres usam calça comprida, uma roupa originalmente masculina, algo que também seria considerado abominação.

      Bem, se obedecemos uma lei, devemos obedecer todas, mas não é assim que fazemos. Agimos com uma parcialidade conveniente, algumas coisas são consideradas abominações, e outras não. Por quê?

      Mas o entendimento das boas novas do evangelho é um só, buscar o discernimento do Espírito, dentro do coração, não mais obedecer cegamente à lei. “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras”, Mateus 16:27. Todavia, vou deixar um versículo que nos faz pensar um pouco mais nas leis do velho testamento, “"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas, não vim abolir, mas cumprir”, Mateus 5:17.

      Nada que existe na Bíblia está lá por acaso. Deus tem um propósito, mesmo com os mandamentos que nos parecem mais retrógrados e fora do contexto atual, mesmo que chamar algumas coisas de abominação nos pareça um exagero. Não vou dar respostas prontas para todas as questões, nem as tenho, que fiquem as dúvidas, as falsas contradições, pois Deus não se contradiz, nós sim. Que nós não usemos a Bíblia como uma lista de certos e errados, mas como um texto a ser entendido com os joelhos no chão, em oração e clamor, no Espírito do amor.

      “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”, Hebreus 4:12.