“Tu crês que há um só Deus, fazes bem, também os demônios o crêem e estremecem, mas ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.” Tiago 2.19-20, 24 “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” I Coríntios 13.13
Para melhor entendimento desta reflexão leia a parábola “O rio da união” postada em 26/08/2025.
Amor abre, abraça, assim, une e adiciona tornando o todo mais forte. Nas trevas há ausência de amor, ainda que se ache para isso desculpa num “Deus” que julga e condena os que andam longe dele, mas isso é uma mentira, ninguém está longe de Deus, nunca, não pelo que depende de Deus. Sem amor há cisões, seitas, divisões, conflitos, guerras, violência, desrespeito com o diferente. Sem amor a ideologia de alguns é imposta para todos, assim há uma contradição, ainda que se ache que se faz uma união, faz-se uma divisão, não para que cada um creia quando, onde e como possa, mas naquilo que alguns creem. No amor também há uma contradição, mas boa, ela divide para unir, entrega liberdade para que todos sejam semelhantes.
Em amor luta-se pelo direito mesmo daquele que não quer o amor. No amor espera-se, pacientemente, ainda que silenciosamente pelo que se afasta, consciente de que esse se afasta, mas crendo e orando para que haja volta. O tempo só pode ser administrado do melhor jeito com amor, porque aí ele será tempo de morte da semente na terra para que depois brote e viva como uma linda árvore frutífera. Tristemente muitos que se dizem cristãos atualmente negam as ferramentas e as virtudes mais altas de Deus, amor paciente e o tempo, querem tudo aqui e agora, achando-se merecedores disso por se dizerem cheios de fé, como se fé bastasse, assim apoiam líderes enganadores, se enganam porque se tornaram enganáveis.
Não basta crer, a obra maior é o amor. O quarto homem da parábola “O rio da união” (compartilhada no dia 26/08/2025) assim como os habitantes da cidade nas margens do rio que ele fundou, entenderam que o mais importante nem era a água, mas o amor. Se fosse a água, teria bastado o sistema de encanamento que o terceiro homem construiu. Nem só a fé num Cristo, atualmente numa posição espiritual altíssima, bastou a uma humanidade que gerou religiões cristãs que queriam manipular e lucrar. É preciso praticar obras usando como exemplo a vida do Cristo homem. A humanidade passou do momento “fé num Deus único”, mas ainda não foi aprovada no quesito “amar como Cristo” para estar perto desse Deus.
Os habitantes das margens do rio abriram as águas para todos, e quando muitos entenderam que estar unidos com semelhantes era melhor, os talentos e diferenças de muitos deixaram a sociedade mais forte. Cristãos precisam de budistas, como budistas precisam de afro-espíritas, como afro-espíritas precisam de muçulmanos, como muçulmanos precisam de cristãos, só para citar alguns exemplos, e todos esses precisam de cientistas, como cientistas precisam de todos os religiosos. Se alguém se achar mais dono da verdade mais alta que outros, que guarde essa presunção para si e para Deus, isso pode nem ser algo errado, mas que mostre em obras de amor essa superioridade aos outros, com humildade, não com arrogância.
A humanidade é linda pelas diferenças, como é a natureza em sua diversidade animal e vegetal, e essa beleza material é prova da sofisticação de um Deus espiritual. Um Deus espiritual Altíssimo cria espíritos de todas as matizes, de forma muito mais complexa que muitos protestantes acham, cegos dentro das quatro paredes de seus templos, cantando hinos centenários aos domingos. Somos chamados para fora, não para dentro, como alguns já entenderam, mas como os mesmos não entenderam, para ficar lá fora, não para fazer escravos e voltar para dentro. Não fora de igrejas, mas fora do orgulho, só então estaremos dentro do amor de Deus. Fé em Deus importa, mas sem amor será água vendida e manipulada por homens.
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